Marca SóBahêa

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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Rápido e Caceteiro (14)

O tempo está escasso, nem deu tempo de fazer uma análise da derrota para o Sport, mas impossível me segurar e não palpitar sobre alguns assuntos que vejo no zap.

Derrota para o Sport: resultado justo, o Bahia sentiu o jogo e pouco fez para evitar a derrota. Começamos bem, seguramos e tocamos a bola com muita tranquilidade até os 15 minutos do primeiro tempo. Depois, o time ficou apático, e eles chegavam com muita facilidade, principalmente pela esquerda da nossa defesa, nossos volantes e meias não deram o apoio necessário a Juninho que era facilmente vencido por Marquinhos. Diego Souza e André jogando como 9 tiraram a sobra da nossa zaga e criaram problema. O Gol foi apenas uma consequência do domínio deles. Mesmo no segundo tempo quando ficamos com a bola e agredimos um pouco mais, ficamos longe de ser o Bahia de outros jogos. Nossos jogadores pareciam estar desconcentrados e esgotados fisicamente. Em suma, derrota justa.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Meu Bahia brocou, viu, porra

Salvador, sexta-feira, 17/11/17, Estação Pirajá, 6:30 da matina

- E aí, Afro!! Que cara de felicidade é esta, visitou a piriguete?

- Melhor, fui na Fonte ver o Bahia brocar o Peixe.

- Fui não, tenho prova na facu hoje.

- Você é cheiro mole igual a torcida, todo jogo é uma desculpa, chuva, sol, horário, não gosta da Arena, preço. Teve um sacana que não foi em protesto a morte de pinguim na Antártica. Só migué.

- Né não, irmão, tenho prova de controle de ativo e passivo hoje.

- Que porra é esta, Negão? Está estudando boiologia?

- Colé, porra, faço contabilidade na Cairu.

- Alívio da porra. Vc já leva jeito, pensei que tinha sido abduzido pela ideologia de gênero.

- Vá a merda, deixa de putaria. Vc está parecendo aquele cara do Sobahea, fala, fala, fala, e não conta sobre o jogo. Desembucha logo como foi.

- Sacanagem, pegou pesado, mas vamos lá. O Bahia entrou com o mesmo time dos últimos jogos, e, mais uma vez, entramos desligados, desatentos, sem tesão mesmo. Até os 10, o Santos era senhor absoluto do jogo.

- Que merda.

- Quando o Bahia melhorou, os caras marcaram, de novo Bruno Henrique.

- Eduardo deve ter pesadelo com este sacana, 4 gols em 2 jogos.

- Pois é, mas o vacilo não foi só dele. Ficou todo mundo parado vendo a bola que veio da esquerda da nossa defesa cruzar a área

- Porra, todo jogo damos este vacilo no início.

- Mas, o Bahia de professor Carpegiani não se desespera. Continuou na mesma toada, tocando a bola, muita movimentação e troca de posições no ataque, e logo já estava controlando o jogo e pondo o Santos na defensiva.

- Gosto de ver meu time assim, partindo para cima e mostrando quem manda na Fonte.

- Numa troca de posição, Mendoza armou e Zé se infiltrou e sofreu pênalti. O colomba deslocou o goleiro e empatou a porra.

- Ouvi os gritos no bar de Joca, tava lotado

- Depois, o Bahia puxou o freio de mão, continuou controlando o jogo, mas criou pouca chance.

- Carpegiani deve ter dado um esporro na galera no intervalo

- Deve mesmo, pois o time voltou ligado, disputando as jogadas com uma vontade da zorra. Não demorou para virar o jogo.

- Como foi o gol?

- O sacana do Capixaba arrancou, só um parênteses, este sacana queimou minha língua, está jogando muito, especialmente nos últimos jogos, fecha parênteses, e tocou para ZR. Desta vez, o sacana não prendeu a bola, meteu logo para Mendoza na esquerda, mas o zagueiro chegou antes e marcou

- Problema dele. Quero que se lasque e o Bahia broque.

- Depois só deu Bahia. O Santos só chegava com Bruno Henrique, canseira da porra em Eduardo. Mesmo depois que Éder entrou no lugar de Eduardo, o sacana continuou criando.

- E Régis entrou?

- Entrou no lugar de Alione. E entrou bem. Logo no primeiro lance fez uma bela jogada pela direita e tocou para Zé Cartola, o chute foi bom, mas o goleiro deles pegou.

- Wanderley é barril.

- Na segunda, Régis deixou EJ, apagado no jogo, na cara do gol. O zagueiro deu uma tesoura por trás, pênalti claro. EJ não contou conversa, meteu logo o terceiro.

- E a galera?

- Apesar de pouca gente, foi uma festa da porra. A Fonte voltou a ser nossa casa, o Bahia atropela e a galera vibra, sintonia da porra.

- Imagino, um amigo mandou um vídeo de Brasília e tava uma festa da zorra. Cantaram até o hino do Mamão com Açúcar.

- Na Arena também. A farra foi boa na Kombi do reggae.

- E diga uma coisa, vc que acompanha o Bahia desde de Titio Fantoni, qual o segredo do Bahia de Carpegiani?

- Cara, eu acho que é a movimentação e a troca constante de posição entre os atacantes. Os caras estão em todo canto o tempo todo. Mendoza joga de segundo centroavante em boa parte do jogo, a defesa dos caras fica sem sobra, por isto tanto gol e pênalti com bola no meio da área. Os laterais também aparecem sempre e os volantes também vão para o jogo. Ou seja, entrega total do time, faz a diferença.

- E Jean vai embora?

- Sei lá, irmão. Nem quero saber disto agora. Ontem, ele bateu sua primeira falta, mas foi na barreira. E saiu bem para caramba do gol em uns 4 lances.

- Valeu, Porra. Vou nesta, Broder. Fazer minha prova.

- Não esqueça de comer um mamão com açúcar para relaxar e cuidado com o ativo.

- Bora Bahêa, Minha Porra. E rumo a Libertadores.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Orgulho de ser Bahia

O resultado não foi o que a torcida esperava, mas o futebol jogado foi de encher de orgulho o torcedor do Bahia. A bola foi nossa praticamente por todo o jogo, alugamos o campo de ataque nos dois tempos de jogo, mas a pontaria de Mendoza, numa tarde infeliz, e a qualidade de Robinho acabaram decretando o empate.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Demorou, mas chegou

"Há muito tempo que eu queria ter um grande amor como você. Demorou, mas chegou e minha vida se transformou".
 
O verso acima, eternizado por Édson Gomes, reflete exatamente o sentimento dos integrantes da Embaixada Bora Bahêa Brasília pelo Bahia neste momento do Brasileiro. Faz tanto tempo que não víamos  uma campanha como a atual que eu nem saberia precisar qual foi o ano, talvez 2002. Como diz o Mestre, demorou, mas chegou. 
 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Daqui do alto, eu te vejo

Eu poderia começar este texto elogiando a entrega e a raça de todos os jogadores durante os 90 minutos, o oportunismo e a visão de jogo de Mendoza, a clarividência de Alione no passe do primeiro gol, ou a excelente partida de Capixaba, a melhor desde que chegou no profissional. Entretanto, prefiro primeiro render minhas homenagens e agradecer aos 20 e pouco mil torcedores que estiveram presentes ontem na Fonte. Foram fundamentais no triunfo de ontem à tarde, quando a Ponte começou a por as manguinhas de fora, nossa torcida cantou alto e mostrou quem manda em nossos domínios. Mesmo pela tv, dava para ouvir e sentir a vibração da galera nas arquibancadas da Arena. Nosso torcedor entendeu que este jogo era uma final e fez as estruturas do estádio tremerem como já tinha feito nas finais da Lampions. Reitero o que sempre escrevo aqui, nesta sintonia time, torcida, somos imbatíveis na Fonte.

domingo, 29 de outubro de 2017

Não fizemos por onde

Começo indo direto ao ponto, perdemos dois pontos por causa de Carpegiani que voltou a inventar. A atmosfera era toda favorável ao Bahia, o adversário vem apresentando um futebol irregular e sua torcida estava cabreira. Enquanto isto, o Bahia vinha de 4 bons jogos e com a confiança em alta.

domingo, 22 de outubro de 2017

MAMÃO COM AÇÚCAR

Ganhar do rival é bom demais, tira um peso das costas, é um alívio no final do jogo que faz desaparecer toda a tensão vivida durante os 90 minutos. Isto acontece mesmo quando o rival é um mamão com açúcar.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Não foi para tanto

Esta semana fugi da rotina brasiliense e vim a Manaus para visitar os comandos e conhecer o relevante trabalho realizado pelas forças armadas brasileiras na região norte do País. Um mantra que foi repetido a exaustão é que numa missão o soldado tem de manter a concentração no máximo sempre, foi exatamente o que não aconteceu com o Bahia ontem, até os 2x1 "tínhamos um djogoooo", como diz Paulo Antunes, mas depois daí, o Bahia perdeu a concentração, sua retaguarda ficou desguarnecida, outro ensinamento militar que desprezamos, e acabamos sendo goleados.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Com sangue no olho

Os dois últimos jogos, os primeiros sob o comando de Carpegiani, foram de encher os torcedores de orgulho e trazer a confiança de volta. Além dos bons resultados, jogamos um futebol convincente e com bom equilíbrio entre ataque e defesa, acabou aquela história de defesa firme e ataque improdutivo, criamos e criamos muito contra dois gigantes de SP.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

BBB: Breaking Bad Bahia

Os jogos do time de Preto são tão repetitivos e monótonos que falta inspiração para escrever. Pois, é sempre o mesmo roteiro, time equilibrado na defesa, com o 4-4-2 bem montado com as linhas próximas, dificultando as ações do adversário. Por outro lado, no campo ofensivo, o Bahia é um time previsível, sem capacidade de criação, sem variedade de jogadas, distante e sem nenhuma inspiração. Mais uma vez, como na maioria dos jogos da era Preto, achamos o gol. Assim, sem nenhuma vontade de opinar sobre o jogo, aproveitei o domingo para curtir a família, curar a ressaca de sábado, esquecer de futebol e terminar de assistir a excelente série Breaking Bad, disponível no Netflix. Em suma, ontem eu estava tão puto que ouvi o protagonista da série "Às vezes parece que é melhor não falar nada. Sobre nada. Pra ninguém."