Marca SóBahêa

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domingo, 28 de agosto de 2016

Ser Bahia é bom demais

Ontem, eu não vi a festa tricolor, estava desempenhado o papel que mais me agrada, o de pai, vim participar de um acampamento no zoológico de Brasília. Mas, mesmo assim tentei acompanhar o Bahia, primeiro pelo Sportvplay, vi a entrada em campo, a festa inicial da massa tricolor, porém na hora da bola rolar, repetiram o vexame do Gambá contra a Macaca. Vida que segue, apelei então para o velho e inseparável radinho, sintonizei o celular na Sociedade e vamos nessa. O delay era de matar, uns 3 minutos, por isto desativei todos os grupos no zap para ter a sensação de estar vendo o jogo ao vivo. Estava na hora da janta, o Bahia broca o primeiro, chutaço de Edigar Junio, quase engasgo com a janta. Não resisti e entrei em algum site para ver o gol, para minha surpresa, alegria e alívio o baba já estava no papo 2x0, mesmo assim, vibrei quando passou no rádio. Mesmo ritual do terceiro.

Hoje, quando chegar em casa, ainda estou no passeio, vou ver os melhores momentos para tentar fazer algumas análises de lança isolados, mas por enquanto reproduzo uma antiga homenagem que fiz aos grandes vencedores de ontem, o apaixonado torcedor tricolor, a Nação  que tanto me orgulho de integrar, como a interação de ontem, ninguém para o Bahia.

Que torcida é esta, meu irmão?

Dizem que no casamento, quando o dinheiro sai por uma porta, o amor sai pela outra. Já no futebol, esta máxima não se aplica, pois quando os títulos somem, a torcida aparece, quem não se lembra da fiel torcida corintiana do jejum de 23 anos sem título paulista ou do banco de loucos da Série B. Esta pode ser uma das explicações para a crescente paixão da torcida do Bahia pelo seu fragilizado time, carente de títulos e grandes feitos desde a década de 1990.

Mas, isto é muito pouco para explicar o que é ser Bahia, o que é fazer parte da turma tricolor. Ainda nas fases áureas vi e ajudei esta turma a virar jogos nos quais o time parecia morto, ganhar título com gol nos minutos finais e principalmente se emocionar e emocionar quem nos via pela televisão ou simplesmente ouvia pelo rádio.

Fazer parte da turma tricolor é gritar um sonoro “BORA BAHÊA” ao ver um manto passando, pela ruas, praças, parques ou supermercados de qualquer canto do mundo, quem nunca ouviu este grito que atire a primeira pedra. É ser identificado no trabalho, no baba, na pelada, ou no condomínio como o torcedor do Bahia. É sobretudo demonstrar esta paixão em qualquer situação possível, ou até mesmo nas impossíveis.

Sei que não somos a maior, a mais presente (já fomos), a mais organizada ou a mais participante, mas sem dúvida somos a mais verdadeira, nenhum grito de guerra é realizada com tanta paixão e fervor como o “Bahêa minha vida, Bahêa meu orgulho, Bahêa meu amor”, basta olhar no rosto do torcedor para ver os olhos marejados, as veias pulsando e a emoção saindo por todos os cantos para sentir isto.

Por sinal, a torcida do Bahia tem torcida, como demonstra o mestre Jorge Portugal no seu antológico artigo “Torço pela torcida do Bahia”, lá está escrito o que acontece na Bahia quando o tricolor vence, posso dizer sem sombra de dúvidas, em vários cantos do País acontece o mesmo. Quantas vezes vimos e ouvimos os comentaristas dos grandes centros exaltando nossa turma.

Na semi-final do Nordestão, no jogo, e que jogo, contra o Sport, nossa torcida mostrou como se faz, mesmo nos momentos mais difíceis incentivou o time, não de forma organizada como faz algumas, mas na base do “Bora Bahêa, Minha Porra”, misturado com o “ninguém nos vence em vibração”, nosso lema, ou com o já descrito “Bahêa minha vida”, e desta forma o time mesmo aos trancos e barrancos, entretanto no ritmo ditado pela turma tricolor, ganhou e levou nossa galera ao delírio.
Termino plagiando Falcão, nosso treinador no título de 2012, “ser Bahêa não se explica, se sente”. 

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Em time que está ganhando se mexe

Apesar do importante triunfo sobre o Avaí e do convincente futebol apresentado, ainda tenho sérias dúvidas sobre o esquema tático adotado por Professor Guto, em especial com a escalação de dois atacantes abertos pelas pontas. Entenderia esta situação se os dois fossem capazes de fazer a diferença ou estivessem mostrando um futebol exuberante, mas quem acompanhou as últimas partidas do Bahia, sabe que nem uma coisa, nem a outra pode ser encarada como a verdade absoluta.

sábado, 20 de agosto de 2016

Faltam 12

Hoje me fez lembrar de quando eu ia mais cedo para a Fonte Nova ver o sub-20, os juniores, do Bahia brocar o Vice como aperitivo do triunfo no jogo principal, o famoso cabelo e barba. A preliminar de hoje foi pela medalha de ouro da Rio 2016, com o sub-23 do Brasil, reforçado por Neymar, não considero Weverton e Renato Augusto como reforços, contra a Alemanha. O jogo que vi foi de uma equipe de futebol jogando um bom futebol coletivo, a Alemanha, contra um amontoado de bons jogadores, mas sem nenhuma noção de coletividade, o Brasil. No final, nos pênaltis, deu Brasil, a primeira medalha de ouro da nossa história.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Acesso do Bahia: uma missão quase impossível

Uma das franquias mais famosas do cinema americano é a mega produção hollywoodiana Missão Impossível, estrelada pelo astro Tom Cruise. Nesta sequência cinematográfica o agente Ethan Hunt e sua equipe invadem o Kremlin e outras fortalezas intransponíveis, fogem de prisões de segurança máxima e derrotam terríveis e poderosos vilões. Para isto formam uma equipe altamente treinada e especializada em informática, armas e disfarces. É impossível não pensar neste filme quando se olha a posição do Bahia na tabela e se tenta imaginar o tricolor entre os 4 no final da Série B, pois além dos bisonhos números, o futebol em campo está de péssima qualidade, como dizem, pífio.


terça-feira, 16 de agosto de 2016

O espírito olímpico não contagiou o Bahia

O tricolor entrou em campo sabendo que o nosso desempenho no campeonato a partir de agora tem de ser digno de Michael Phelps, temos de ganhar o ouro em praticamente todas as provas, no mínimo uma prata ou bronze precisa ser conquistada em cada disputa. Bastou o arbitro dá o sinal de Hajimê, o Bahia mais rápido do que o recordista mundial dos 400 metros livre do atletismo deu uma estocada de esgrimista e conseguiu o primeiro Knock dow no Dragão. Alano parecia até Usain Bolt e chegou tranquilamente na frente do marcador e tocou por baixo do goleiro, Hernane com a determinação de Isaquias Queiroz chegou na proa da canoa e empurrou para dentro.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Nem Freud explica

Como é de conhecimento geral, Freud é o pai da psicanálise e um grande estudioso da mente humana, marcando época neste campo da ciência, e sendo até hoje um dos profissionais mais respeitados e reverenciados na arte de entender o que se passa na cabeça das pessoas. Por isto, quando algo é muito complicado para se explicar sempre é usada a famosa expressão "Nem Freud explica", existindo variações como "Só Freud explica".

sábado, 30 de julho de 2016

Não temos tempo a perder

Depois da sequência absurda de maus resultados do Bahia, só me restava apegar ao grande sucesso "Tempo Perdido" da maior banda de rock do Brasil, Legião Urbana, que tem como primeira estrofe.
Todos os dias quando acordo
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo

Porém, a cada jogo que passa só nos resta não ter mais o tempo que passou. Ou seja, não temos mais todo o tempo do mundo para mudar a realidade do Bahia no campeonato, cada jogo disputado é um triste evento para se esquecer.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Não foi acaso, foi trabalho

Enfim um jogo do Bahia onde podemos perceber organização tática com os jogadores bem distribuídos em campo, ocupando os espaços na marcação e na criação de jogadas. Destaco o bom trabalho do nosso meio que vinha muito apagado nos últimos jogos, em especial na primeira quando chegamos em quantidade e com qualidade. As imagens deste post demonstram um padrão de posicionamento dos meias que jogaram mais próximo ao gol adversário. 

domingo, 24 de julho de 2016

1x0 é goleada

Um novo Bahia entrou em campo contra a Luverdense, eram 6 novidades em relação ao time que vinha jogando, sendo 5 estreias. De cara nova, o futebol foi renovado e o time voltou a ganhar. Não foi uma partida de encher os olhos, o futebol apresentado não foi exuberante, mas foi suficiente para garantir o triunfo e dá novo alento a torcida na briga pelo acesso.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Rápido e Caceteiro (11)

O que os jogadores nos dizem: o futebol sempre teve boas histórias de frases cômicas e marcantes ditas pelos atletas, é impossível não se lembrar das tiradas de Dadá Maravilha, ou mais recentemente de Túlio, algumas ajudaram a alimentar o folclore e apimentaram o nosso futebol. Por outro lado, algumas frases escancaram o lado obscuro do futebol, a mais marcante é a de Vampeta quando atuava pelo Flamengo "Eles fingem que me pagam, eu finjo que jogo".