Marca SóBahêa

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Uma final digna

Uma final digna



Porco e Peixe fizeram um final digna para a Copa do Brasil, se não podemos falar que tecnicamente foram dois grandes jogos, podemos sim afirmar que a vontade e a gana de vencer proporcionaram dois espetáculos emocionantes e cheios de nuances.
Começamos com o pré-jogo, os dois times tiveram trajetórias parecidas no ano, foram praticamente remontados no início do ano, o Palestra com suas 20 e lá vai contratações, e o Peixe apostando novamente na sua base e trazendo o desacreditado Ricardo Oliveira; contra todos os prognósticos fizeram a final do Paulista. Lembro também que ara a imprensa eram favas contadas o título do Santos, com direito a uma goleada na Vila e a um passeio no Palestra. Esqueceram que do outro lado tinha um time tradicional, uma camisa de peso, com uma história vitoriosa, com um técnico vencedor e com um elenco, se não é fantástico, com bons jogadores e cheio de opções.
Indo direto para o pós-jogo, a fala de todos os jogadores demonstra a gana extra que eles entraram por causa deste posicionamento da imprensa esportiva, entre gritos e choros o que mais se ouviu foi “futebol não se ganha antes da bola rolar” e suas variações.
Voltando aos jogos, no primeiro, o Palmeiras entrou com a clara intenção de não deixar o Santos jogar, sendo parcialmente vencedor nesta estratégia, uma vez que anulou o principal jogador adversário, o excelente Lucas Lima. Digo parcialmente, pois o Santos teve chances para decidir o campeonato na Vila, perdendo gols feitos no início e no fim do jogo. É certo que parte da estratégia do Palmeiras passava pelas escapadas do jovem Gabriel Jesus, mas o moleque se machucou seriamente logo no início do jogo. Ou seja, o Peixe arranhou o Porco, mas não feriu de morte.
Na segunda partida, vimos um Santos que abriu mão do jogo, achando que encaixaria a qualquer momento o contrataque que decidiria o campeonato. Ponto para Marcelo Oliveira que postou o time para frente, mas bem protegido na retaguarda e anulando novamente LL. No primeiro tempo, o Palmeiras já foi melhor, mas sem o domínio que se viu no segundo tempo, quando foi dono da situação e poderia ter feito mais de dois gols, sofrendo injustamente o gol santista.
Uma coisa que chamou a atenção nos dois jogos foi a entrega dos jogadores, em especial dos palmeirenses, que mesmo após uma desgastante temporada jogaram como se fosse início de temporada. No jogo de ontem, a maioria das substituições foi por problemas físicos e não por opção tática dos treinadores.
Por falar nos atletas, os dois desafetos foram os grandes personagens das finais. Por um lado, Fernando Prass saiu como o grande vitorioso com duas belas apresentações, defesas difíceis, e tendo como a cereja do bolo o gol do título. Por outro lado, Ricardo Oliveira e sua careta marrenta foram os grandes derrotados, não que tenha jogado mal, até fez o gol do Santos ontem e foi uma preocupação constante para a defesa do Palmeiras nos dois jogos, mas pagou caro pela comemoração provocativa no jogo da Vila pelo Brasileirão.
Apesar do merecido título, o Palmeiras está longe de ser um exemplo a ser seguido, foram dezenas de contratações, parte significativa delas sem nenhum critério técnico; campanha para lá de irregular no campeonato brasileiro; futebol pobre sem nenhum esquema tático, chegando a ser conhecido como o time dos chutões; troca prematura de treinador; além de mandar jogos num gramado digno de pelada da 3ª divisão do Paulistão, vergonhoso o gramado do Allianz Park. De qualquer forma, o que interessa é soltar o grito de É CAMPEÃO.

Rápido e caceteiro (5)

Rápido e caceteiro (5)




A chegada de Ney Pandolfo: sou do tempo que a torcida esperava ansiosa pelo anúncio da contratação de jogadores, quem não se lembra da chegada de Dadá Maravilha e Sena em 1981, sendo que em três jogos com casa cheia contra os pequenos do campeonato baiano, a torcida pagou os dois; da vinda do trio da Catuca, Zanata, Bobô e Alcir; e mais recentemente do fracassado trio Carlos Alberto, Jóbson e Ricardinho. Entretanto, agora os tempos são outros, primeiro discutimos nas chamadas redes sociais quem será o diretor de futebol, o cara que comandará as contratações e será o “bode expiatório” do presidente quando tudo der errado. Sendo bem sincero, não tenho muito saco para este tipo de análise, ainda espero é a chegada dos caras que vão entrar em campo para ganhar ou perder os jogos. No domingo, o Bahia anunciou o “desconhecido”, pelo menos para mim, Ney Pandolfo que estava no Sport. Lá ele fez um bom trabalho, o Sport foi campeão do NE em 2014 e se manteve com relativa tranqüilidade na Série A em 2014 e 2015. Vejo como positivo a vinda de um profissional que estava no NE, melhor do que trazer os “medalhões” do SE, que vivem uma realidade bem distinta da nossa. Olhando de longe, o grande mérito que vi no trabalho de NP no Leão da Ilha, nosso freguês, foi recuperar Diego Souza e André, dois jogadores com históricos recentes de problemas, mas que voltaram a ter foco e desenvolveram bom papel em campo.

Pittoni: a novela Pittoni continua, por sinal aquela musiquinha e o choro do entrevistado no final da entrevista lembram um dramalhão mexicano da pior espécie. Fui um dos torcedores que pediam Pittoni, sempre o achei o jogador mais lúcido do nosso meio-campo, mas é inegável a queda de rendimento do mesmo no segundo semestre, os precisos passes e a visão de jogo tão presentes no primeiro semestre desapareceram, chances não faltaram, ele que não correspondeu. Na entrevista, o mesmo culpa os treinadores por sua ausência do time, faz uma rápida mea-culpa, mas não explica claramente porque caiu tanto de produção. O jogador não falou claramente, mas deixou nas entrelinhas que gostaria de permanecer. Quando perguntado sobre o assunto, MS tergiversou, na minha opinião, por ele, Pittoni não continua. Se for assim, siga seu caminho paraguaio e boa sorte, se ficar, volte a jogar aquele futebol consciente do primeiro semestre.

Entrevista de MS: não vou me alongar, só quero saber que porra MS fez durante 2015 quando identificou a seguinte situação: “A gente notou que parte dos jogadores que estavam conosco não tinha o compromisso que a gente exigia”. MS, a Nação Tricolor aguarda seu pronunciamento.

Divisão de base: semana para esquecer, perdemos as finais do infantil e juvenil do campeonato baiano, e caímos nas quartas-de-final da Copa do NE no sub-20. Estas derrotas somadas ao “fracasso” da maioria das promessas lançadas no time profissional acendem a luz amarela para nossa divisão de base, o bonito discurso de MS para as categorias inferiores precisa sair do papel. Só um desconto para a meninada, ganhamos do Dragão com um time formado basicamente pelos moleques, com um bonito gol de Vítor, um dos 3 da base que se salvaram em 2015, somo a ele, GB Ninho, tão criticado aqui neste blog, e Jeanzinho, um goleiro que mostra ter futuro, mas não podemos queimar etapas como fizemos no primeiro semestre, forçando a titularidade do arqueiro, e no segundo com o volante e com o lateral.

Quem fala demais...

Quem fala demais...


Quem me conhece sabe que sou fã do futebol de Ávine e o admiro pela persistência para se recuperar do problema no joelho, inclusive já fiz um post aqui sobre o jogador, “Quem se importa com a Copa do Brasil?”, no qual teci diversos elogios ao atleta e torci pela sua recuperação em definitivo.
Infelizmente, seu desempenho na Série B ficou bem aquém do esperado, em especial na catastrófica atuação contra o Vovô, mostrando que o mesmo não tem mais força física para jogar como lateral em partidas com alto nível de competição. Alguns torcedores sugerem até que ele seja deslocado para o meio, onde teoricamente seria menos exigido fisicamente, tenho sérias duvidas sobre isto.
De qualquer forma, o atleta já está com os dois pés fora do Bahia, e nesta condição, decidiu dar uma entrevista para a TV Bahia, quando soltou o verbo e falou muito sobre diversos assuntos, contou sobre os erros médicos cometidos nas suas primeiras cirurgias e fez um balanço do fracasso tricolor na Série B.
Sobre este último ponto, acho que o mesmo foi sincero e corajoso quando comentou sobre MS, segundo Ávine, MS precisava ser mais cascudo no dia-a-dia do clube e que a pouca idade pesou no posicionamento do Presida. Concordo plenamente com o atleta, como torcedor sempre tive esta mesma impressão de MS no trato com a equipe do setor de futebol profissional. Espero que tais palavras sejam absorvidas pelo Presidente como uma crítica construtiva, e que o mesmo saiba crescer a partir de uma análise fria sobre o assunto.
Por outro lado, entendo que Ávine errou feio quando falou sobre Charles, queimando treinador, direção e jogadores, mas sobretudo se queimando. Com relação aos primeiros chamuscados ele disse que CF não estava preparado para a função; que a direção sabia que os jogadores não o queriam, mas mesmo assim optou por efetivar CF; e, para bom entendedor, deu a entender que os jogadores não se empenharam ao máximo após a efetivação de CF.
Por fim, o atleta se queimou, pois ficou claro que parte do que disse foi devido à mágoa que sentia por ter sido preterido por CF no time titular, em especial no jogo decisivo contra o Santinha.
Olhem o que ele falou em 09/10/2015:
Quem conhece Charles sabe da sua seriedade e do seu comprometimento com o Bahia. Tenho certeza que ele dará grande contribuição para retornarmos ao G4 e garantirmos o acesso para a Série A. Confiamos muito em seu trabalho – declarou”.
Comparem com a fala atual:
“Não tinha condições. Ele não tinha comando no grupo. A diretoria procurou alguns jogadores no grupo, e esses jogadores falaram que não era a melhor opção, que a opção era trazer um treinador de fora”.
(Fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/bahia/noticia/2015/11/erro-medico-charles-sem-comando-e-renovacao-com-bahia-avine-abre-jogo.html#canal-tv-bahia)
Assim não dá, né craque? Infelizmente, acho que seu ciclo se fechou no Bahia, espero que temporariamente, gostaria muito de te ver passar o amor que sente pelo clube aos jogadores da divisão de base, sei que foram sinceras suas lágrimas quando proferiu as seguintes palavras no final da entrevista:
“O torcedor do Bahia, cara... Desde quando cheguei no Bahia muito novo, quando eu ia para a Fonte ver o profissional jogar, assistias da arquibancada. Ver aquela torcida toda gritando, torcendo, eu falava; “Pô, cara, um dia que vou jogar no Bahia também e vou ouvir eles gritando meu nome”. A torcida do Bahia é diferenciada. Um dos meus motivos de sempre honrar essa camisa é a torcida. A torcida do Bahia eu sempre vou carregar em meu coração aonde eu for”. 
Este sim é o Ávine que a torcida respeitou e idolatrou.

A sina dos seis

A sina dos seis




A Série B está chegando ao final, e mais uma vez o Tricolor fracassa nos últimos 6 jogos em busca do acesso, infelizmente um filme que se repetiu várias vezes nos últimos tempos. Vamos voltar no tempo para melhor entender esta história.

Se na década de 80, o Esquadrão contabilizou jogos históricos, campanhas memoráveis e títulos nos campeonatos nacionais, como em 81 com o 5x0 no Santa, em 85 com o time que jogava no ritmo das palmas da torcida, em 86 com o time da alegria do trio Zanata, Bobô e Cláudio Adão, com o título de 88, e o honroso terceiro lugar de 90, destaco que vi e vivi de perto estes momentos de alegria; não podemos falar o mesmo da décadas de 90, quando começou nossos eternos vexames, de bom, só lembro da campanha de 1994 quando ficamos entre os 8, sendo derrotados pelo imbatível Palmeiras de Roberto Carlos, autor do golaço que decretou nossa eliminação. No campeonato de 1996, nos salvamos na bacia das almas, ganhando de 3x2 do Vasco, em um jogo suspeito, e vencemos o Flamídia por 1x0 em São Januário, nossos salvadores foram Juninho, irmão do craque Zé Carlos, e Edmundo, um clone do Animal, jogadores que representam bem o baixo nível do nosso futebol.

Em 1997, começa nosso declínio, com um time limitado, sendo o ataque formado por Edmundo, Guga (andou fazendo uns golzinhos) e Zinho, fracassamos e caímos, destaca-se que chegamos nos últimos seis jogos, gravem este número, praticamente livre do rebaixamento, mas acumulamos derrotas e caímos ao empatar por 0x0 com o Juventude em plena Fonte, em um duelo particular entre Lima, o Canhão do Fazendão, e Emerson, posteriormente contratado pelo Bahia. Lembro que estava na praia de Coroa em Itaparica, tomando uma com meu saudoso Tio Bira, mas mesmo sob protestos dele, peguei o Ferry e fui para a Fonte, depois do jogo, completamente atordoado, fui para casa de um colega e só cheguei em casa às 3:00 da matina, sendo recepcionado por meus primos e com minha cama coberta de roupas pretas.

Veio 1998, ano da minha mudança para BSB, o time de “estrelas” fracassou na fase de grupos, só assisti, cercado por torcedores do Gama, à derrota por 1x0 no Bezerrão. No jogo seguinte, o Vovô ganhou de 2x1 do Bahia em plena Fonte e complicou nossa passagem de fase, por pouco não fomos parar na Série C. Detalhe, o Flu do Rio caiu para a Série C e o Gama foi o campeão.

Em 1999, fizemos uma campanha excelente na fase classificatória, Uéslei só faltou fazer chover e foi o artilheiro do torneio, fomos para o quadrangular final, com seus SEIS jogos, na 3ª rodada empatamos com o Goiás em Goiânia, eu e Maca assistimos cercados por Esmeraldinos no Antártida, bar da Asa Sul, mas no jogo seguinte, o Tricolor é derrotado em casa pelo mesmo Goiás e praticamente dá adeus à Série A, ainda ganhamos o último jogo, mas o empate “providencial” entre Goiás e Santinha subiu os dois.

Subimos com a virada de mesa, e fizemos uma campanha razoável em 2000, sendo eliminado em dois jogos equilibrados pelo Vasco de Eurico, que disputou a final com o então poderoso São Caetano, final esta marcada pela queda do alambrado de São Janu, quando o SC dominava o jogo, e pelo logotipo do SBT na camisa vascaína no jogo remarcado, em retaliação à Globo que defendia punição severa ao Vasco após a queda do alambrado. Depois, em 2001, fomos eliminados pelo São Caetano, tendo a chance de passar de fase no final do jogo. Em 2002, fomos mal e quase caímos. No ano de 2003, primeiro campeonato por pontos corridos, fomos muito mal, e descemos após sermos goleados pela Raposa em plena Fonte. Talvez a desilusão com a péssima campanha de 1998, a decepção de 1999, e minha mudança para BSB, apagaram quase por inteiro o período 2000-2003 da minha memória, só me lembro do Bi-campeonato do NE, em especial os 3x1 no Sport na final de 2001, eu estava lá. Por isto, parte das lembranças aqui contadas não são minhas, mas de Fábio Corneta e Marcão, membros da Embaixada Bora Bahêa Brasília.

Em 2004, tivemos um meia-esquerda de verdade, Robert, que levou o time nas costas e chegamos mais uma vez no quadrangular final, e seus SEIS fatídicos jogos, começamos sendo derrotados pelo Jacaré no Cerejão, eu estava lá, e chegamos na última rodada precisando ganhar do Jacaré e torcendo para um tropeço do Avaí no Castelão contra o Leão do Pici, resultado, perdemos de 3x2, nossa torcida protagonizou um dos maiores vexames da sua história, e o Leão ganhou do Avaí, subindo com o Jacaré. Detalhe, não perdemos nossa classificação neste jogo, mas sim num empate contra o Avaí em nossa casa.

Em 2005, mais uma vez com um elenco repleto de estrelas, entre elas Uéslei (repatriado da Ásia e recebendo em dia), Viola e Dil, mas com um time rachado e que perdeu vários jogos para derrubar Jair Piccerni, caímos e fomos para a Série C.

Na Série C, fracassamos em 2006, depois de boas campanhas nas primeiras fases e de uma medíocre na fase final. Subimos em 2007, campeonato marcado pelo gol salvador de Charles aos 50 minutos do segundo tempo contra o Fast, na segunda fase do torneio, e pela queda da arquibancada da Fonte no jogo da subida contra o Vila Nova, nosso adversário em 2016. Eu iria para este jogo, já estava orçando as passagens, quando o tricolor empatou na Fonte com o fantático Barras do Piauí, tomando dois gols do craque Pantico, nosso atleta, de triste lembrança, em 2008, com isto abortei os planos da viagem.

2008 e 2009, nada a acrescentar campanhas marromenos e nem passamos pertos de subir. Voltamos para a Série A em 2010, mas nos limitamos a lutar pela permanência nos 3 anos seguintes, até a queda em 2014.

Vem 2015, numa Série B marcada por times ruins e irregulares, o Bahia aos trancos e barrancos foi se mantendo dentro ou próximo do G4. Quando faltavam SEIS rodadas, éramos 4º com uma vantagem de 4 pontos para o quinto, mas a “maldição” dos SEIS jogos se abateu novamente no Esquadrão, perdemos a decisão em casa contra o Santinha, e vamos terminar o campeonato de forma melancólica em um vergonhoso 9º lugar.

Como visto neste texto, o Tricolor da Boa Terra é incompetente para conseguir o acesso para a Série A, até o momento, só obtivemos em campo uma única vez, em 2010. Em pelo menos 3 vezes, 1999, 2004 e 2015, fracassamos nos últimos seis jogos, e com derrotas em casa nos jogos decisivos, espero que em 2016, a história não se repita.

Rápido e caceteiro (4)

Rápido e caceteiro (4)


Férias coletivas ou tirando as laranjas podres do cento: no meu primeiro emprego, entrei de férias coletivas com 3 meses de trabalho, o motivo tinha sido a acertada, mas atabalhoada, abertura de mercado feita por Collor, aquele mesmo que a PGR afirma que comprou carros de luxo com dinheiro de corrupção, com isto um concorrente externo vendia o produto abaixo do nosso preço de produção, o que inviabilizou a fábrica que passou por tempo difíceis. Situação similar a do Bahia, com a “eliminação precoce” da Série B, o time precisa reduzir seus gastos variáveis com alimentação, lavanderia, academia, etc., por isto reputo como acertada às férias coletivas à parte do bando de jogadores.
Entretanto, como tudo nesse “transparente” Bahia de MS não ficaram claros os critérios utilizados, entendo ser certo dar férias para jogadores que continuarão no Fazendão, a galera tem de descansar e voltar com tudo em 2016. Porém, dar férias para jogadores que seguirão outro rumo não acho acertado, atletas como Pittoni e Souza que recebem bons salários e não continuarão na equipe deveriam honrar seus compromissos até o fim, nada de ganhar na moleza.
Sinceramente, isto só reforça minha tese que algo de podre acontecia no reino de MS enquanto ele dormia. A lógica destas férias coletivas me parece ser afastar as laranjas podres antes que contaminem o cento, mas um pouco tardia, pois pelo que vimos nos 3 últimos jogos, o balaio já estava estragado fazia tempo, ou algo mais explica a apatia e falta de vontade?
Para encerrar, temo que esta decisão nos leve a ser goleados pelo Timbu, aumentando ainda mais o vexame do desastroso fim de temporada tricolor.

O cancelamento do efeito suspensivo de Kieza: decisão acertada da Diretoria, já que Inês está morta, nada melhor que deixar Kieza, o único que se salvou na derrocada final, cumprir logo a punição. Oxalá que ele continue no Bahia com a mesma disposição e futebol de 2015, se for o de 2014, que siga seu rumo.

O novo comandante: li algumas especulações sobre o novo diretor de futebol do Bahia, este é um assunto que entendo pouco, pois não fico acompanhando o desempenho desses profissionais em outros clubes, só sei que o Bahia quebrou a cara com vários, como Paulo Carneiro, Alexandre Faria, aquele que tomou o soco de Rhayner, e a invenção de Willian, o comentarista do Sportv. Com relação ao treinador, não vi nenhuma especulação ainda, mas no lugar de MS, eu traria Doriva, treinador novo, ainda barato; com 1 título Paulista e 1 Carioca no currículo; conhecedor do futebol do interior de SP, melhor local para se garimpar jogadores bons e baratos; e com experiência em times grandes. Ou seja, um bom perfil para o atual momento tricolor. Poderia até arriscar a dupla Juninho Paulista, diretor, e Doriva, treinador, juntos foram campeões paulistas pelo “gigante” Ituano.

Jogou para o gasto

Jogou para o gasto



Acabou mais um rodada das Eliminatórias, o surpreendente Equador continua liderando, e o tão balado Chile já está em quinto. No mais, Brasil, Uruguai e Argentina começam a mostrar que devem se classificar com tranquilidade, deixando a outra vaga para ser disputada por Chile, Equador e Colômbia, com o Paraguai correndo por fora. Peru, Venezuela e Bolívia apenas cumprirão tabela.
Nas duas últimas rodadas, mesmo sem apresentar um futebol convincente, o Brasil obteve dois bons resultados, empate com a Argentina lá em Buenos Aires, independentemente das circunstâncias e ausências, sempre será satisfatório. Em casa, jogando para o gasto, ganhou do Peru (lá ele).
Sobre o jogo de ontem, Dunga mostrou que o período de amistosos pouco serviu, pois novamente escalou um time diferente, o quarto em quatro jogos. Desta vez, antes do jogo a imprensa irradiava que Dunga se rendeu ao esquema de Tite, escalando o time no 4-1-4-1. Na prática, ele montou muito próximo disto, colocou o meio com Luís Gustavo como volante (bate desnecessariamente), Elias e Renato Augusto fazendo a transição de jogo e ajudando fechar na marcação, William Cabeleira (WC) e Douglas Costa (DC) pelos lados, e Neymar centralizado na frente. Tinha mais cara de 4-1-2-3.
Destaca-se que o entrosamento obtido no Gambá ajudou bastante no desempenho de Elias e RA, os dois revezaram bem na subida ao ataque e na contenção. Os dois jogadores dos lados foram os grandes destaques, William no primeiro tempo e DC no segundo, jogou pela primeira vez na seleção um futebol parecido com o que apresenta no Bayern.
Neymar é um capítulo à parte, decepcionou nas duas últimas apresentações, não correspondeu à expectativa criada pelas belas atuações no Barça. Entendo que além do entrosamento que falta na seleção, ontem ele foi prejudicado pelo posicionamento, em alguns lances se posicionou como um típico centroavante, como não tem o caguete da posição, falhou na maioria dos lances. Ademais, tecnicamente ele foi mal, errou dribles e passes fáceis e isolou as cobranças de falta. Incomodou a zaga mais pelo nome do que pelo futebol.
O lado bom é que mesmo Neymar indo mal, a seleção se impôs e ganhou o jogo, mas não podemos abrir mão do futebol do cara, urge uma mudança tática ou de peças para que ele possa ter mais liberdade em campo, o que fará que seu futebol reapareça. As boas atuações de Cabeleira e DC mostram que com pequenos ajustes, nosso ataque poderá fazer boas apresentações, ficando a preocupação com a parte defensiva, que falhou e proporcionou ataques perigosos aos adversários.
Para não deixar de criar polêmica, vou apoiar a crítica de Daniel Alves ao negativismo da imprensa brasileira, ontem no final do jogo, tinha narrador tirado à comentarista já afirmando que nosso futebol nas eliminatórias será este mediano apresentado ontem, é inegável que Dunga é um técnico com muitas deficiências e pouca visão, mas também é inegável o avanço do time dos dois primeiros jogos para os últimos, por fim é muito cedo para cravar que não haverá avanço, em especial com a subida de rendimento da dupla WC e DC, fizeram até o Bambi mor esquecer Lucas. Nas palavras de DA “Acredito muito em energia, aqui no Brasil a energia é um pouco pesada. ... . Nosso país é muito crítico e pouco paciente. As coisas ruins vendem mais que as boas.  ... . No Brasil, há tanta gente que não sabe nada de futebol falando de futebol. ... . Mas as pessoas falam como se fosse fácil jogar futebol. Até mesmo quem já jogou e fazia as mesmas cagadas, as mesmas merdas que fazemos hoje”. Assino embaixo.

Rápido e caceteiro (3)

Rápido e caceteiro (3)


Declaração dos jogadores: pode ter parecido hipócrita, inoportuna, ou desculpa esfarrapada, mas a declaração dos jogadores diz muito sobre o que foi o Bahia na Série B. Entendo quando eles dizem que a Diretoria fez o possível e a isentam de culpa, pois na visão deles, o papel da direção é pagar em dia, pelo que consta pagaram até adiantado, e dar condições de trabalho ao elenco, pelo que vi e li não faltou, não foram raras às vezes que o time treinou no CT da Praia do Forte com estrutura e gramado dignos de copa do mundo. Diz muito também não comentarem nada sobre os treinadores, SS e CF, a omissão deixa claro que com ambos os treinadores o elenco tinha problema de relacionamento, não existia aquela união apregoada nas falas após as péssimas partidas, mas principalmente, faltava a confiança no que era passado e pedido pelo “profexor”. Gostei, também, do fato deles tentarem retirar o peso das costas dos mais novos, repassando-o para os mais experientes.
Entretanto, se estavam tão conscientes que tinham boas condições de trabalho, que a Diretoria fez muito, por que não honraram a camisa? Por que entravam em campo tão desmotivados e sem garra? Por que se deixaram vencer por times tão medíocres como o Boa, treinado pelo assessor de imprensa? Por que em campo não orientaram e apoiaram os mais jovens como fizeram após o fracasso? Por que não reagiam e sempre faltava perna no segundo tempo das partidas? Ou seja, chorar após o leite derramado é pouco para a torcida, como torcedor que sou, gostaria muito de ouvir as respostas para as perguntas acima, não apenas um lamento com o já tradicional “a culpa é nossa”.

A entrevista de MS: como ponto positivo, destaco o fato de não esperar o campeonato acabar para se tomar as providências pensando em 2016, também vi como acertada a demissão de Alexandre Faria que teve insucessos atrás de fracassos nas contratações, papel primordial do diretor de futebol. Mas, como preocupante, não vi uma autocrítica de MS sobre os erros cometidos na Série B 2015, ficou parecendo que seu papel era de observador e não de timoneiro do barco, ou melhor barca, tricolor. Dá a entender que o mesmo se sentiu livre de culpa após a declaração dos jogadores, mas pagar salário em dia e dar condições de trabalho é obrigação, e o líder tem de fazer muito mais do que a simples obrigação, tem de impor metas, cobrar resultados e motivar os comandados para atingir o objetivo. Nestes pontos, MS & Cia falharam e muito, insisto, faltou esta autocrítica na fala do nosso Presida. Nada esclarecida ficou a situação de Charles, depois de dois sucessivos fracassos, pergunto se ainda há espaço para o mesmo no Bahia, melhor não seria sair para outro time e deixar a poeira baixar? Por fim, gostei da fala dele sobre as figuras que foram para porta da sua casa, também entendo não ser ali o local apropriado para se cobrar à Diretoria.

Falhas que custaram caro

Falhas que custaram caro

 

Depois da efetivação de Charles e da entrada de PD e Valongo no time, a defesa tricolor melhorou bastante, em especial nas bolas aéreas, entretanto nos últimos dois jogos, ocorreram falhas que acabaram em gols dos adversários, praticamente enterrando nossa chance de acesso. Vejam detalhes nas imagens abaixo retiradas dos vídeos disponíveis em globo.com.

 
 
 
 
 
 

Destaques: Bahia 2 x 2 ABC

Destaques: Bahia 2 x 2 ABC



Quem acumulou? Eduardo pela primeira vez foi o meia-de-ligação que há tempos esperávamos, deu duas assistências para gol, fez lançamentos e participou efetivamente do jogo. No segundo tempo, cansou, mas de forma inteligente recuou e começou armar o time vindo de trás, mas Charles preferiu sacá-lo para por o jovem Alexandro.
Quem ficou devendo? Yuri está de sacanagem, que proteção à zaga é aquela que ele fez ontem, voltou a repetir o jogo do Ceará, até então seu pior pelo Bahia. Mas, infelizmente, ele não esteve sozinho; Maxi apagado no primeiro tempo, perdeu um gol incrível no segundo; e Cicinho e Railan, duas baratas tontas pela LD.

Nenhuma surpresa

Nenhuma surpresa




Quem é espectador assíduo de esportes já viu e continuará vendo exemplos fantásticos de superação, como esquecer da maratonista nas Olimpíadas de 1984, vencendo todos seus limites até alcançar a linha de chegada, ou de R9 e sua luta para jogar a Copa de 2002; de triunfos no apagar das luzes, como é bom lembrar das cestas de Jordan nos últimos segundos de jogo, ou do gol de Raudinei em 1994; de viradas históricas, como o 4x3 do Vasco sobre o Palmeiras; e de triunfos considerados impossíveis, como o 5X0 do Bahia em 1981. Entretanto, todos estes fatos foram protagonizados por atletas com gana, vontade de vencer, capazes tecnicamente e que puxavam a responsabilidade para si, ou por equipes bem preparadas por técnicos capazes de enxergar e mudar o jogo. Ou seja, exemplos de conquistas impossíveis existem, mas o Bahia atual não preenche nenhum dos requisitos para tanto.

Ontem, o jogo foi mais um exemplo de um time sem sangue nos olhos, até que correu e demonstrou vontade, mas sem aquela confiança de uma equipe vencedora. O jogo parecia uma pelada, muita correria, repleto de contrataques, pois os dois times se lançavam de forma desordenada ao ataque e deixavam as defesas expostas, assim os atacantes chegavam na maior facilidade na cara do gol, mas com qualidade técnica baixíssima. A cobrança dos dois toques por TR demonstra bem o que foi o Bahia no jogo, afobação e improvisação mil, articulação e paciência zero. Como é que se explica um time que luta para subir tomar dois gols do limitado e rebaixado ABC em casa.

Para finalizar sobre o jogo, Charles mais uma vez mexeu errado, primeiro porque cedeu à pressão da torcida e colocou Railan, por pior que Cicinho estivesse, não se pode gastar um substituição para por Railan em campo; tirar Roger quando o time precisava pressionar e ir para o abafa foi outro erro crasso, apesar de Romulesma ter entrado bem; e tirar Eduardo Fantasminha, mesmo que cansado, na sua melhor partida pelo time, foi no mínimo sacanagem, era mais sensato recuar TR e tirar o apagado e inútil Yuri.

Finalizando, já disse aqui neste blog que a profissão mais fácil do mundo é a de comentarista, eu poderia neste momento criar um post sobre os 10 motivos que levaram ao fracasso tricolor, ou entenda porque o Bahia corre o risco de não subir, ou algo similar. Entretanto, prefiro republicar na íntegra, sem nenhuma edição, o primeiro texto que fiz exclusivamente para este blog, publicado em 25/08/2015.



O que esperar do Bahia na Série B


A confiança que frustra




A Série B de 2015 é uma das mais fracas da história, apesar da presença de Bahia e Botafogo, dois times com títulos nacionais e presença marcante na Série A. Entre os demais, temos times acostumados a participar sem nenhum destaque da Série A, o Vice e o Criciúma; alguns que sobem, mas logo voltam à Série B, como Náutico e América/MG; e o resto, me desculpem, é resto, apesar de reconhecer a tradição local de times como Santa Cruz, Ceará, Payssandu e Sampaio Corrêa.

Com esta configuração de times, e considerando a campanha no primeiro semestre, o Botafogo foi vice carioca, e o Bahia campeão baiano e vice do NE, era de se esperar que ambos sobrassem no primeiro turno da competição. Mas, não foi isto que se viu, a competição se desenrolou de forma equilibrada entre os 6 primeiros colocados, sem que nenhum time conseguisse se desgarrar. Poderia aqui tentar explicar o porquê de tal equilíbrio, mas o foco é o Bahia.

Dividindo a análise da atuação tricolor em 4 partes, vamos começar pela diretoria que vem fazendo sua parte, com os salários em dias, contratações pontuais, profissionalização e valorização da base, e escolha acertada do treinador. Pesam ainda favoravelmente, o bom papel exercido na administração das finanças do clube, e o fortalecimento do programa sócio torcedor. Por outro lado, olhando de fora, sinto a diretoria bem confiante com a subida da equipe, o que a tem deixada acomodada com as atuações pífias da equipe. A falta de garra e vontade em alguns jogos, como exemplo contra o Atlético/GO, é gritante, não vi nenhuma manifestação ou cobrança mais forte da diretoria sobre os jogadores, nem sobre o técnico. É preciso acordar e cobrar mais comprometimento da galera.

Agora sobre a comissão técnica. Reputo que foi uma decisão acertada a vinda de Sérgio Soares, treinador barato, com experiência de Série B, que aproveita a base e com características ofensivas. Há muito tempo não vi o Bahia tão soberano no Campeonato Baiano, goleando os rivais mais fracos e sendo respeitado por todos, claramente devido à postura do treinador que escalou o time em um claro 4-3-3, com meias mais preocupados em atacar do que marcar. Veio a Série B, e alguns resultados inesperados, sobretudo a goleada do Vice, começaram a mostrar as fragilidades de SS, a insistência com alguns jogadores, Tiago Real é o maior exemplo; a indefinição do esquema tático, agora o Bahia alterna entre o 4-3-3 e 4-3-1-2, mas sem mostrar firmeza e segurança em nenhum dos dois; e as alterações erradas.  Entretanto, o que mais preocupa foi o comodismo levando a uma suposta perda de comando sobre o elenco, não é aceitável o time jogar sem garra como já dito aqui, o treinador tem seu papel de motivador e isto precisa aparecer. Por sinal, cadê o resultado do trabalho do coacghing? Encerrando a análise sobre a comissão técnica, temos de ficar atento ao preparo físico da equipe, mesmo com o rodízio feito, o time vem constantemente caindo de produção na segunda etapa, além de seguidas contusões.

E o elenco? Entendo que temos a mescla certa, com jogadores mais experientes (Pittoni, Max e K9) e com boas promessas (Yuri, Vitor e Zé Roberto, dentre outros), um time sem medalhões e com cara de Série B. Sem dúvidas, por mais que se contrate ou aproveite a base o elenco ainda tem carências nas laterais (volta Ávine), meia de ligação e homem de área. No geral, é um elenco equilibrado e com opções de mesmo nível em todas as posições, exceção ao centroavante que só temos o atrapalhado tanque Alexandro.

Só reforçando minha posição, em 98, nossa primeira experiência na Série B, o elenco era de primeira, tínhamos vários jogadores que tiveram papel de destaque no Brasileirão em times do eixo S-SE, só relembrando alguns: Jean, Fábio Baiano, Jorge Luiz, Axel, Marquinhos, Wesley e Sílvio. O time jogava pensando na Série A e achando que a volta era questão de tempo, o resultado foi outro, ficamos em quarto em um grupo de cinco times e quase caímos para a Série C.

Já em 2010, com um elenco limitado, montado nas coxas, a vontade foi outra, e o time armado pelo limitado Moraes, com a inspiração de Ávine, com a boa fase de Adriano, e com Jael puxando a responsabilidade, subiu. Era um time guerreiro, mas imprevisível, na mesma semana que brocou Ponte e Sport longe de casa, se engasgou com o fraquíssimo Vila Nova em casa; goleou a Lusa no Canindé, mas foi goleado pelo Icasa em Pituaço.

O elenco de 2015 tem as condições técnicas parecidas com o de 2010, e o espírito de 1998, combinação perigosa.

Para encerrar a torcida, presente mas sem a invencível vibração, está sendo levada pelo time, ao invés de carregá-lo como é nosso costume. Colocar 20 mil pessoas no estádio de nada adianta se não for para empurrar o time e pressionar o adversário, se é para assistir o jogo, fique em casa. Aqui também sinto um olhar de superioridade como se uma vaga da Série A em 2016 já fosse nossa.

É isto, o clube reúne todas as condições de subir, entretanto o excesso de confiança da diretoria, comissão técnica, elenco e da torcida, pode frustrar a todos no final de novembro. Este time já mostrou que tem condições de jogar com mais garra e dedicação, a torcida também já mostrou como se ganha um jogo, infelizmente este espírito só apareceu quando enfrentamos um time de Série A, a velha leoa da Ilha.

Destaques: Bahia 1 x 2 Santinha

Destaques: Bahia 1 x 2 Santinha


Quem acumulou? Novamente Kieza, mesmo fora de forma, teve um lance no segundo tempo que mostrou claramente isto, ainda foi o único jogador a levar perigo ao gol adversário, além de fazer o gol.

Quem ficou devendo? Pela primeira vez, este blog fará uma dupla escolha. Primeiro, a Diretoria, semana de final tem de ter foco único, nada de dividir atenção, nada de contar com o ovo no cu da galinha, nada de demonstrar desconfianças e sobre o elenco, mas nossos mandatários falharam em todos estes itens. Em segundo, Charles, armou o time errado, não pelos 11 escolhidos, mas principalmente pela disposição do time em campo, e mexeu pior ainda, não consegui entender a entrada de Tchô e a manutenção da dupla Fantasminha e Romulesma por todo o jogo.

Perdemos o foco, o jogo e a vaga no G4

Perdemos o foco, o jogo e a vaga no G4




O jogo com o Santinha nos trazia boas lembranças, o histórico 5x0 em 1981, a longa invencibilidade contra o adversário em casa, e o retrospecto favorável. Isto pode ter feito com que nossa imberbe diretoria achasse que o jogo estava ganho e se preocupasse somente com o local do jogo contra o “poderoso” Boa. Há tempos, este blog (mas, não somente aqui) vem apontando o jogo de hoje como nossa final para o acesso, em semana de final, o foco só pode ser um, o jogo. Mas, acompanhando o noticiário tricolor, em especial nos dois últimos dias, só se ouvia manifestação da Diretoria sobre o jogo contra o Boa, primeiro comemorando a mudança de campo, e depois criticando o retorno do jogo para Varginha, time que quer subir tem de ganhar do Boa até em Marte, como bem lembrou um colega da Embaixada Bora Bahêa Brasília.

A preocupação dos nossos mandatários com a alteração do mando de campo do jogo demonstra claramente que eles não acreditam no limitado elenco que montaram e no inexperiente treinador que escolheram para conduzir o time na fase final do campeonato. Imagine-se na situação dos jogadores, como devem ter se sentido vendo o esforço da Diretoria para trazer o jogo para Aracaju? Me lembra o serviço público, quando você tem servidores para fazer o  trabalho, mas a direção do órgão insiste em contratar consultores.

Nesta atmosfera que o time entrou em campo, voltando a ser aquele time sem vontade, esperando uma providência divina para marcar o gol. Charles também teve sua parcela de culpa, pois inventou ao colocar Romulesma e Eduardo Fantasminha para jogarem juntos, imaginei que o primeiro ficaria aberto pela esquerda quando o Bahia tivesse a bola e recuaria para marcar o lateral, o que JPP vinha fazendo nos últimos jogos. Mas, para minha surpresa, Kieza jogou aberto pelo lado, ficando a grande área vazia, o que facilitou e muito a vida dos péssimos zagueiros do Santa. Enquanto isto, nossa dupla de meias nada fazia.

Outra “invenção”, aqui ele tem um desconto pela falta de opção, foi a entrada do jovem Juninho na lateral esquerda. Espertamente, o treinador do Santa montou o time para jogar nas costas do moleque, levando perigo em diversos lances. Por fim, Souza, na minha opinião não foi tão mal, pelo menos apareceu, excessivamente aberto pela direita, como Fantasminha e Romulesma não marcam, Paulinho Dias ficou isolado na marcação no meio, o que permitiu ao Santa tocar a bola e dominar todo o primeiro tempo. De bom no primeiro tempo, só uma falta bem cobrada por Souza e a pixotada do 7 deles que perdeu um gol feito dentro da pequena área.

Veio o segundo tempo, o Bahia voltou com a mesma formação, e numa falsa pressão, conseguiu um pênalti, Souza bateu com a tranqüilidade de sempre, mas desta vez, buscou muito o canto, e a bola bateu na trave. Na sequência do lance, o Bahia teve um escanteio e brocou com Kieza, sempre ele.

Era hora de por a bola no chão e alterar o time, trocando um dos 4 jogadores de frente por TR ou Yuri, mas Charles nada fez. Quando resolveu mexer, colocou ZeRo berto no lugar de Maxi, exatamente no momento que o Santa empatou, também numa cobrança de escanteio, quando Kieza e Valongo deixaram Dani Moraes cabecear sozinho. Abrindo um parênteses, na origem do lance o bandeirinha marcou saída de bola, mas o juizão mandou seguir o lance.

Nitidamente, o time e a torcida, em bom número, mas apática, sentiram o gol, a cara de Eduardo demonstrou bem este fato. Na minha opinião, Charles errou novamente nas outras duas substituições, na primeira porque trocou 6 por ½ dúzia, quando trocou Souza por GB Ninho, entrou bem, mas o time precisava mudar o esquema de jogo; e na segunda por colocar Tchô quando o time precisava ir para o abafa, o certo era entrar Roger. Como resultado, tomamos o segundo gol, num mole sem fim de Ciscandinho que tomou um drible primário na linha de fundo. Depois, não aconteceu mais nada digno de nota.

Faltam 4 jogos, precisamos ganhar todos e ainda torcer por combinações de resultados. Complicou e muito, mas torcer é ter fé, é acreditar, e assim continuaremos até o fim. BBMP

Os números não mentem (parte 3)

Os números não mentem (parte 3)

Tudo junto e misturado


Acabou a 33ª rodada, voltamos ao G4, mas nada é fácil, até o 9º colocado, o Bragantino (após o fechamento deste texto, o Braga ganhou do Mogi, passando para 4º), está tudo embolado, diferença de 6 pontos entre o 2º (57) e o 9º (51), vida tranquila, só para o líder e praticamente garantido na Série A de 2016, Botafogo, com 65 pontos.
Neste post, vamos abordar a situação do Bahia e nos arriscaremos numa projeção de resultados para os principais concorrentes. Iniciando pelo Bahia, estamos exatamente com a pontuação média que os 4º colocados tinham na 33ª rodada, 54 pontos, o que é positivo, entretanto, se mantivermos o mesmo desempenho só chegaremos a 62 pontos, insuficiente para subir, média histórica de 63, somente em 07, 11 e 13 um time subiu com menos de 62 pontos, conforme gráfico:



Comparando com nosso time em 2010, continuamos com um desempenho geral inferior, 57% contra 55%, em compensação, nos últimos 4 jogos, igualamos o desempenho de 2010, ambos obtiveram 58% com 2 triunfos, 1 empate e 1 derrota. Bom sinal, pois vínhamos de um desempenho de apenas 47% nos primeiros 10 jogos do 2º turno.

 
Fazendo um exercício de futurologia e já considerando os resultados de Bragantino e Coelho (figura abaixo), temos que ficariam entre os 4, Botafogo, América/MG, Bahia e Náutico, cabendo ao Vice o papel de porteiro. O quarto colocado subiria com 65 pontos, e o Bahia ficaria em terceiro com 66. Claro que isto é apenas um exercício e palpites são palpites, mas para garantir o acesso, o Esquadrão precisa ganhar 4 dos 5 jogos restantes, detalhe, 3 são em casa e o outro contra o Boa fora ou em campo neutro, temos tudo para conseguir isto, mas temos de começar brocando o Santa.

 
 

Rápido e caceteiro (2)

Rápido e caceteiro (2)


Mais análises rápidas e diretas sobre notícias que abordam o dia-a-dia tricolor. 

Pittoni: semana passada, MS, o mandatário tricolor, deu uma entrevista na qual se manifestou sobre a renovação contratual de Pittoni. Sinceramente, nosso Presidente foi de uma infelicidade total, pois falou uma coisa, o Bahia tinha oferecido um aumento salarial e o jogador não aceitou, depois desdisse, o Bahia manteve o salário e o jogador não aceitou. Independentemente do que tenha acontecido, o jogador foi exposto à torcida, agregado ao fato que o futebol do mesmo e sua vaga de titular ficaram em xeque no 2º semestre, após a recusa da renovação, pode causar um mal-estar entre o torcedor e o atleta justamente num momento decisivo da campanha. Coincidência ou não, Pittoni não foi nem relacionado para o jogo de sábado, quando nosso meio-campo teve uma atuação ruim.

Entrevista de Charles: após a derrota para o Bota, CF soltou a língua e opinou sobre o jogo. De positivo, tem o fato de não dourar a pílula e vim com papo furado que o Bahia jogou bem, e a lembrança do pênalti não marcado. De negativo, a exposição do jogador Railan, de fato fez uma péssima partida, e a afirmação que 6 jogadores carregaram 5, deixando um clima de suspense entre os atletas, quem seriam os 5? Abro um parêntese para lembrar que Felipão em um bate-papo com jornalistas disse estar arrependido de ter levado alguns jogadores para a Copa, tal afirmação só criou um clima ruim no elenco e de nada adiantou. Mas, principalmente faltou ao nosso treinador uma mea-culpa pela escalação equivocada no primeiro tempo da partida, como um time que se propõe a jogar no contrataque entra com um jogador lento como Roger?

A ausência de Kieza: aí preocupa!!! Kieza é o artilheiro do time no ano, vem sendo decisivo nas últimas partidas e é a referência da equipe, sua ausência no sábado além da baixa na qualidade do ataque tricolor, pode abalar emocionalmente elenco e torcida, tornando mais difícil a tarefa sábado.

A presença de Ávine: preocupa também!!! Ávine na sua última partida, no Castelão enfrentando o Vovô, foi muito mal, o gol contra foi só um reflexo do seu péssimo futebol. O jogador se mostrou sem força física para marcar e atacar, será que o longo tempo de inatividade sanou ou intensificou este problema? Independentemente da condição física, Ávine é um lateral que joga para frente, necessitando constantemente de cobertura, e pelo que vimos sábado, Gustavo, apesar da melhora após a entrada de Valongo, ainda carece de maior velocidade na recomposição da jogada. Pior, quem vem jogando no sub-20 é Carlos que já mostrou não estar pronto para o desafio; outra opção é improvisar Adriano, mas foi mal quando jogou por ali. Decisão difícil para Charles, eu entraria com Ávine, não pelo futebol, mas pelo carisma e identificação com a torcida.

Jogos da terça: um resultado bom, o triunfo do Coelho, praticamente tirando o Papão da disputa, se ganharmos sábado, abrimos 5 pontos deles faltando 12 em disputa; outro ruim, o triunfo do Bragantino, voltando de vez para a luta. Aqui cabe uma mea-culpa, quando o Braga cedeu Lincoln para o Gambá, entendi que eles tinham aberto mão da disputa pelo acesso, mas o time vem com um retrospecto bom nos últimos jogos e pode incomodar até o final.

Sampaio: outra mea-culpa, sempre achei que a Bolívia não tinha força para se manter na briga até o final, mas o time vem mostrando uma regularidade fantástica e permanecerá até o fim na disputa pelo acesso.

Próximo post: depois do jogo contra o Bota, prometi um post com estatísticas, mas estou sem tempo para atualizar os gráficos e fazer as previsões furadas para as próximas partidas, mas antes do confronto com o Santa, sairá.

Um jogo para marcar

 





Esta semana teremos mais um jogo entre Bahia e Santa Cruz, sem dúvidas, os times das duas mais fiéis torcidas do NE, que mesmo nos momentos mais difíceis nunca abandonaram e sempre incentivaram seus times.

Destaques: Botafogo 1 x 0 Bahia

 Destaques: Botafogo 1 x 0 Bahia


Quem acumulou? O time fez uma partida razoável e ninguém se destacou individualmente, mas Douglas Pires foi bem na maioria das vezes que foi exigido, some-se o bom campeonato  que vem fazendo, por isto  ele é o escolhido do jogo contra o Bota.

Quem ficou devendo? Roger não entrou em campo, Eduardo voltou a ser o Fantasminha,  mas ninguém superou Railan, nosso mascote foi muito mal, não marcou e também não apareceu no ataque. CF tem de repensar a titularidade do garoto, pois pelo que vem jogando, um banco cairia bem.

Tudo sob controle

Tudo sob controle




Perdemos para o Botafogo, líder do campeonato, resultado normal e esperado, podemos discutir que devido ao desenrolar do jogo, era possível conseguir mais, mas este jogo não era nossa final. Continuamos em quarto, 2 pontos na frente do quinto, ou na pior situação, 1, se o Sampaio ganhar. Este blog, realista que é, já contava com zero ponto hoje.

Vamos falar do jogo, o Bota começou dominando o meio-campo, a escalação com 4 meias no Tricolor não surtiu efeito. Após os 15 minutos, equilibramos o jogo, mas era nítida a falta de velocidade em nosso ataque e a aproximação da meiuca, não lembro de nenhuma tabela nossa.  Repetimos o erro da era SS, TR e Souza ficavam abertos pelos lados, o que facilitava as tabelas do Bota pelo meio e dificultava nossa saída, além da faltar velocidade no ataque. A melhor sequência na fase inicial foi uma excelente defesa de Jeferson após uma cabeçada de Valongo, sempre ele,e um erro crasso da arbitragem que não deu nem escanteio numa bola que o defensor alvi-negro tocou com a mão na bola, para o Timão era pênalti,na volta o Bota acertou a trave. O primeiro tempo terminou num xoxo 0x0.

Voltamos com JPP no lugar de Roger, o que reputo acertado, era necessário mais velocidade no ataque. Mas, numa falha de Victor e Gustavo, Neílton marcou pra o time da Estrela Solitária. Depois disto, o Bahia teve a posse de bola, mas pouco criou. Ressalto que o ex-jogador em atividade, Daniel Carvalho, fez a diferença, dando a posse de bola necessária ao Bota e criou situações para garantir o triunfo.

Esquecendo o jogo de hoje e voltando ao campeonato, como este blog já previa, hoje era mais provável não pontuar, e a final das finais é no próximo sábado contra o Santinha, brocando, continuamos entre os 4 e eliminamos um adversário direto. Depois, é garantir a distância para o Timbu. A Bolívia é uma preocupação, mas pelo histórico, se enrolará sozinha.

No mais, o Esquadrão só depende dele e mostrou na derrota de hoje que continuamos acesos e focados no acesso. Finalizando, faltam 10 pontos em 15, 3 triunfos e um empate em 5 jogos. Clareando, basta ganhar do Santa, nossa final, ABC e Dragão em casa e empatar com o Boa fora, podemos até nos dar ao luxo, o que não vai acontecer, de perder para o Timbu. O próximo post trará números que comprovam a nossa situação confortável.

Rápido e caceteiro

Rápido e caceteiro



Com este post, estamos inaugurando mais uma seção aqui no blog, a intenção é fazer breves considerações sobre notícias e assuntos do Esquadrão. Vamos ao que interessa.

A volta de Lomba: li em diversos canais de notícias que o Bahia espera Lomba em 2016, mas diferente da conclusão da maioria, entendi o recado de Alexandre Faria como um adeus a Lomba, pois o diretor deixa claro que caso a Ponte pague o valor da rescisão contratual o jogador sairá do Tricolor. Não podia ser diferente a fala do nosso dirigente, é claro que neste momento que Lomba é titular absoluto da Macaca, a fala tinha de ser na linha de cobrar uma indenização pela cessão do jogador. No mais, como de praxe em todos os clubes nacionais, o Bahia deve estar devendo alguma coisa ao goleiro, provavelmente será feito um acordo e ele deixará o Bahia. Só resta dizer, foi bom, valeu, adeus, acabando nossa relação de amor e ódio com o arqueiro, o últimos dos três moicanos a sair do clube.

O time para sábado: as notícias que chegam da Boa Terra dão conta que CF mudará o esquema do time, tirando o 3º atacante, JPP, e montando o meio-campo com PD, Souza, TR e Eduardo. Entendo ser uma posição acertada do treinador, pois o Botafogo tem como ponto forte seu meio, onde o ex-jogador em atividade, Daniel Carvalho, dita o ritmo; e Wiliam Arão dá a velocidade necessária, parando estes dois, a bola chegará espirrada na nossa defesa que conseguirá dá conta de Sassá e do uruguaio. Esse time, pelo menos na teoria, tem condições de segurar a posse de bola, dando volume de jogo ao time, estratégia que tem de ser usada, temos de ter o controle do jogo. No mais, Eduardo e Souza fazem bons lançamentos, podendo aproveitar a velocidade do nosso ataque que deverá ser formado por Maxi e Kieza. Quanto à saída de JPP, não teremos muito prejuízo, pois nas palavras de CF, ele vem sendo mais útil na marcação dos laterais do que ofensivamente.

O efeito suspensivo para Kieza: ponto para a diretoria, Kieza vive um momento especial em campo, e temos duas partidas difíceis pela frente, sendo a do Santa Cruz, a final das finais. Então, nada de esperar, temos de continuar contando com nosso matador, ganhando estes dois jogos, praticamente estamos na Série A em 2016.

Os resultados de terça: Coelho e Cobra Coral ganharam seus jogos, resultados ruins para nossas pretensões. Mas, como tudo na vida, esta é mais uma faca de dois “legumes”, pois mostra ao conjunto tricolor (direção, comissão técnica, jogadores, funcionários e torcedores) que nada está garantido, que precisamos continuar, cada um em seu cada um, fazendo sua parte, concentração total e encarando cada jogo como o último. Relaxar só depois de devorar o Dragão na Fonte.

Antecipação do 13º: atitude inesperada e inédita da direção, o que mostra que o equilíbrio das contas do clube não é uma conversa para boi dormir. Mais um ponto para a direção nesta reta de chegada.

Sampaio: este é o adversário que pode chegar. Assim como a Bolívia não possui um grande time, mas costuma aprontar em seus domínios, no mais, é o time que tem a tabela mais tranquila, não tendo nenhum confronto direto, só pega time de férias ou rebaixado. Por outro lado, nossa vantagem para eles é confortável, se ganharmos 4 e empatarmos uma nos jogos que faltam, eles precisarão ganhar os 6 jogos que restam, tarefa difícil para qualquer um, quanto mais para a Bolívia.

O falecimento de Rubi Confete: não o conhecia pessoalmente, mas este tricolor me arrancou lágrimas com seu depoimento no filme “Bahêa, minha vida”. Vá com Deus irmão e faço minhas as suas palavras “O Bahia jogando e ganhando, você pode passar uma semana com fome, mas vai passar com amor”.

O sufoco está acabando

O sufoco está acabando



Acabou a 32ª rodada, e as chances de acesso do Bahia subiram muito, se no final da 30ª estávamos em 6º, dependendo de tropeços do Santa e Payssandu, agora estamos em 4º, com 4 folgados pontos de vantagem sobre o Sampaio, um time que parecia carta fora do baralho, mas ressuscitou. Estamos a dois pontos do vice da tabela, por sinal quem está lá é o eterno Vice. O site Infobola nos dá 68% e o chance de gol 74,9% de chegar na Série A.

Além dos números, o momento é totalmente favorável ao Tricolor dentro de campo, pois voltamos a jogar com raça e gana de vencer, com um esquema ofensivo e ao mesmo tempo seguro defensivamente, ademais nossa estrela voltou a brilhar, e nosso maior trunfo, a apaixonada Nação, entrou em campo para valer, assim fica difícil para qualquer um parar o Esquadrão. Enquanto isto, os adversários não passam pelo seu melhor momento na competição, se enrolam em jogos teoricamente fáceis e perdem pontos preciosos.

Arrisco a dizer que os 4 primeiros colocados e o campeão estão decididos. Agora nossa luta é o campeonato particular com o Vice. Abro um parênteses para fazer um pequeno comentário, quando leio os sites e blogs baianos sobre futebol e recebo mensagens de meus colegas soteropolitanos, a sensação que tenho é que o Vice está pelo menos 15 pontos na frente do Bahia, pois todos os textos dão conta que estamos fazendo um péssimo campeonato e que o time do lixão está triturando os adversários, mas na prática, eles estão somente 3 pontos na nossa frente, descontando os Bavices quando fomos justamente derrotados, estamos 3 na frente deles, ou seja, fazemos campanhas similares. Isto só reforça minha tese que torcedor de time pequeno se contenta com migalhas.

Nos próximos 6 jogos, temos totais condições de fazer pelo menos 13 pontos (triunfos sobre Santa, ABC, Boa e Dragão, empate com o Timbu, e derrota para o time da estrela solitária), mas podemos fazer mais, pois pelo que jogaram ontem, Botafogo e Náutico não aguentam a intensidade de jogo que o Esquadrão impôs no jogo contra o Tigre. Enquanto isto, o Vice pegará o Náutico, Ceará e Luverdense em casa, e Macaé, América/MG e Santa Cruz fora, possibilidade de também fazer 13 pontos, mas correndo risco de fazer menos, pois seus adversários ainda lutam por algo no campeonato, em especial Timbu e Coelho lutando para subir, e Vovô (o Vice sempre se enrola com eles) para não cair.

Agora, cabe ao Bahia manter os pés no chão, a pegada do último jogo, consegui o efeito suspensivo para Kieza, é imprescindível sua presença contra Bota, Santa e Náutico, e aos torcedores continuar acreditando, torcendo, e para não perder o costume, secar os adversários, em especial o time do lixo.

Destaques Bahia 1 x 0 Cricíuma



 Destaques Bahia 1 x 0 Cricíuma


Quem acumulou? Todo o time merece destaque pela entrega e gana durante os 90 minutos, seria injusto destacar um só. Kieza assumiu de vez o papel de Jael na subida em 2010, Railan enfim fez uma boa partida, PD um monstro na cabeça de área, Valongo tirando tudo e caindo nas graças da torcida, Gustavo sereno na defesa, Maxi incansável, JPP se atrapalhando, mas mesmo depois de vaiado, não se escondeu, Vítor e o cruzamento de manual, e o resto do time fez uma partida digna que honra nossa tradição.

Quem ficou devendo? Pela primeira vez, não cornetarei ninguém neste espaço. Pela entrega da equipe, vou perdoar os erros, em especial de Maxi, um jogador com a experiência dele não pode perder tanta bola, criando vários contrataques.