Marca SóBahêa

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A necessária DR entre o Bahia e a Nação

Ontem, me deparo com a seguinte manchete: “Bahia próximo da marca de 100 gols em 2015” (fonte: http://www.futebolbahiano.org/2015/09/bahia-proximo-da-marca-de-100-gols-em.html). Hoje com esta: “Enfim, um lar: com derrota única, Bahia chega a 85% de rendimento na Fonte” (fonte: http://globoesporte.globo.com/futebol/times/bahia/noticia/2015/09/enfim-um-lar-com-derrota-unica-bahia-chega-85-de-rendimento-na-fonte.html). Além disto, o Bahia continua como melhor ataque do Brasil; chegou à final da Copa do NE, depois de ser eliminado nos dois últimos anos na primeira fase; conquistou o Campeonato Baiano com uma sonora goleada no Vice Genérico da Conquista; e esteve no G4 da Série B na maioria das 28 rodadas disputadas até o momento. Na área administrativa, a Diretoria reforçou o time de profissionais extra-campo, trazendo nomes renomados; mantém o salário da turma em dia; e lança novo plano de sócios e, rotineiramente, faz promoções para os sócios e não-sócios.
Com estes fatos e números era de se esperar uma torcida eufórica, engajada, parceira e vibrante, mas não é isto que se verifica, cada dia que passa a Nação está mais desconfiada, ressabiada e, pasmem, sem vibração, o cidadão da foto abaixo representa bem o que digo. Os últimos jogos do Bahia na Fonte foram terríveis, futebol abaixo da crítica em campo (exceção ao jogo contra o Bragantino) e torcida calada, diria até assustada na arquibancada.

 Crédito Obrigatório: Fotos: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahia

À distância é difícil saber o que vem acontecendo, talvez a apatia do time em campo, a falta de um jogador carismático, ou o luxo da nova Fonte contrastado com o aconchego primitivo da antiga, só sei que sinto falta de ver a torcida do Bahia como me acostumei vibrante, participativa, e ganhando jogo.
Este cenário me preocupa, pois nas grandes conquistas e nas boas campanhas a torcida sempre teve papel marcante, já lembrei aqui da campanha de 85 e do tchalálá de 2010, posso falar também do Bavice de 94, aquele do histórico gol de Raudinei, quando o Vice dominava o jogo, mas nossa torcida não arredava pé, sendo determinante no empate e título quando aos 40 do segundo tempo, após uma confusão entre os jogadores, inflamou o Esquadrão e apequenou o time do lixo com o eterno grito de guerra “time de puta, time de puta”.
Ou seja, a diretoria tem obrigação de identificar e sanar as causas deste distanciamento e o time tem de criar urgente uma liga com a torcida. SS tem papel fundamental nisto, acerta quando promove Railan, nosso mascote, a titular, jogador identificado com a massa e que tem a vibração com sua maior característica. Mas, erra quando deixa Pittoni, pedido pela torcida de forma clamorosa no último jogo, no banco, ainda entenderia esta posição se Yuri estivesse jogando o fino da bola, se tivesse dando proteção e segurança adequadas à zaga, mas não é o que se ver.
Encerro dizendo que sou daqueles que acreditam no acesso, mas com certeza este seria mais tranquilo se a NAÇÃO TRICOLOR ENTRASSE EM CAMPO. BBMP
 

 Crédito obrigatório: www.portalsuldabahia.com.br

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