Marca SóBahêa

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

A origem humilde do maior de todos os tempos

A origem humilde do maior de todos os tempos


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Sei que há controvérsias, para muitos o maior Bahia foi o de 59, campeão em cima do Santos de Pelé, para outros foi o invencível esquadrão heptacampeão baiano. Mas, para mim não tem discussão, o maior BAHÊA de todos os tempos foi o time de 88, Campeão Brasileiro com autoridade, bom futebol, carisma, polêmica, sorte (acaso) e participação decisiva da torcida, ou seja, tudo que se tem direito para se formar um esquadrão vencedor.
O elenco base era formado por: Ronaldo (base) e Sidmar (interior de SP); os laterais Tarantini (Itabuna), Maílson (base), Edinho (Flu de Feira) e Paulo Robson (Santos); os zagueiros João Marcelo (base), Claudir (Serrano), Pereira (interior de SP) e Newmar (Grêmio); os meias Paulo Rodrigues (interior de SP), Gil (Itabaiana), Bobô (Catuense), Sales (Jequié) e Zé Carlos (base); e os atacantes Renato (interior do RJ), Osmar (Ipiranga), Charles (base), Marquinhos (Confiança), Dico (base) e Sandro (Catuense).
Como visto, somente dois jogadores vieram dos chamados grandes clubes, os demais foram revelados em casa ou garimpados em times do interior da Bahia e de São Paulo, com uma alma perdida do RJ, e dois bravos oriundos de SE. Jogadores até então desconhecidos e de baixo custo. A estrela da companhia era Bobô que chegou em 86 e formou inesquecível dupla, até hoje os vices têm pesadelos, com Cláudio Adão. Mas, o craque, o senhor do meio-de-campo, era Paulo Rodrigues, até hoje não entendo como surgiu tão tarde e nunca jogou na seleção.
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Quem diria que um time base formado por Sidmar, Edinho (Tarantini), Pereira, Claudir e Paulo Robson; Paulo Rodrigues, Gil Sergipano e Zé Carlos; Bobô, Renato e Marquinhos (Sandro), treinado por Evaristo de Macedo, chegaria tão longe? A campanha foi marcada pela regularidade na fase classificatória, com o time imbatível na Fonte.
Contudo, uma derrota inesperada para o Botafogo, o acaso, foi responsável pela primeira grande mudança, forçado pela torcida (olhem a torcida fazendo sua parte, se cuida SS), Evaristo tirou Renato e colocou Charles, o Anjo 45 não decepcionou e logo na estreia, contra o Grêmio, marcou e não saiu mais do time. A falta de planejamento fez com que o time perdesse Sidmar, até então uma muralha, entrando Ronaldo, o MVP das finais; perdemos também Pereira, além de um grande zagueiro, era exímio batedor de falta, para entrar o guerreiro João Marcelo, fundamental no último jogo ao revidar as seguidas agressões coloradas, acalmando o ânimo do jogo.
O exemplo deste time serve para mostrar que não é preciso gastar milhões para formar uma grande equipe. Joga por terra outra balela tão comum hoje em dia, o chamado planejamento a longo prazo, quero ver resistir a 5 derrotas seguidas. É muito mais simples, basta paciência nas contratações, foco e profissionalismo fora de campo, transformados em garra, confiança e dedicação dentro desse, isto é que faz um Campeão.
Isto tivemos de sobra em 98 e 2010, aprenda 2015 e entre para a história.

Um comentário:

  1. Miguel, lembro vagamente desse time do final dos anos 80. Acredito que um post sobre as finais de 88 mereceriam um post seu, fica a dica.

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