Marca SóBahêa

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Enfim surge um coadjuvante

Enfim surge um coadjuvante


Nas novelas, filmes e afins, o protagonista sempre precisa dos coadjuvantes para brilhar, não raro, os últimos roubam à cena, quem não se lembra de Leleco em Avenida Brasil, de Sid, a preguiça da Era do Gelo, ou Toon Mate de Carros, coadjuvantes que merecem um Oscar, premiação do cinema americano.
No esporte também é assim, o que seria de Romário sem Bebeto em 94, Pelé sem Tostão em 70, Ronaldinho sem Rivaldo em 2002, e Maradona sem Burrochaga em 1986. Ou seja, o número 2 sempre está lá e tem papel de destaque. Mas, desde o final da Copa de 2010, nossa seleção era o time de um jogador só, o craque e às vezes imprevisível, para o bem ou para o mal, Neymar, com ele, podemos muito, sem, somos quase um desastre.
Oscar aparecia como a grande esperança de ser o coadjuvante que faria a diferença, mas sua indiferença ao jogo não tem deixado; os zagueiros TS e DL também já pintaram com chances, mas não demonstraram capacidade para tal; antes do jogo contra o Chile, Douglas Costa apareceu como a alternativa, mas apesar do bom momento no Bayern, sentiu o peso da amarelinha e rendeu aquém do esperado; entretanto, um jogador que vive um excelente momento em seu time, e que já tinha tido alguns bons lampejos na seleção, apareceu e roubou a cena, falo de William que além dos gols em dois belos chutes, fez o que ninguém ousou a fazer desde o aparecimento de Neymar, chamou a responsabilidade para si e jogou um belo futebol com deslocamento constante, dribles e passes precisos. Espero que esta chama não se apague com a volta do protagonista, que enfim os times adversários passem a ter com que se preocupar além do nosso 10.
Encerrando, não foi uma partida de encher os olhos, mas a seleção ganhou com certa tranquilidade e segurança dos soldados de Maduro. Destaco que nossa defesa, em especial no segundo turno, fez uma atuação digna de quarto colocado da Série B, falhando seguidamente nas bolas altas. Felipe Luiz mostrou futebol para barrar Marcelo; Lucas Lima entrou com uma personalidade de veterano, buscando a bola atrás, aparecendo na frente, driblando e conduzindo a bola com muita firmeza; por sua vez, Kaká mostrou que já deu.
Como já disse, o Brasil chegará à Copa sem grandes sustos.

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