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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Jogou para o gasto

Jogou para o gasto



Acabou mais um rodada das Eliminatórias, o surpreendente Equador continua liderando, e o tão balado Chile já está em quinto. No mais, Brasil, Uruguai e Argentina começam a mostrar que devem se classificar com tranquilidade, deixando a outra vaga para ser disputada por Chile, Equador e Colômbia, com o Paraguai correndo por fora. Peru, Venezuela e Bolívia apenas cumprirão tabela.
Nas duas últimas rodadas, mesmo sem apresentar um futebol convincente, o Brasil obteve dois bons resultados, empate com a Argentina lá em Buenos Aires, independentemente das circunstâncias e ausências, sempre será satisfatório. Em casa, jogando para o gasto, ganhou do Peru (lá ele).
Sobre o jogo de ontem, Dunga mostrou que o período de amistosos pouco serviu, pois novamente escalou um time diferente, o quarto em quatro jogos. Desta vez, antes do jogo a imprensa irradiava que Dunga se rendeu ao esquema de Tite, escalando o time no 4-1-4-1. Na prática, ele montou muito próximo disto, colocou o meio com Luís Gustavo como volante (bate desnecessariamente), Elias e Renato Augusto fazendo a transição de jogo e ajudando fechar na marcação, William Cabeleira (WC) e Douglas Costa (DC) pelos lados, e Neymar centralizado na frente. Tinha mais cara de 4-1-2-3.
Destaca-se que o entrosamento obtido no Gambá ajudou bastante no desempenho de Elias e RA, os dois revezaram bem na subida ao ataque e na contenção. Os dois jogadores dos lados foram os grandes destaques, William no primeiro tempo e DC no segundo, jogou pela primeira vez na seleção um futebol parecido com o que apresenta no Bayern.
Neymar é um capítulo à parte, decepcionou nas duas últimas apresentações, não correspondeu à expectativa criada pelas belas atuações no Barça. Entendo que além do entrosamento que falta na seleção, ontem ele foi prejudicado pelo posicionamento, em alguns lances se posicionou como um típico centroavante, como não tem o caguete da posição, falhou na maioria dos lances. Ademais, tecnicamente ele foi mal, errou dribles e passes fáceis e isolou as cobranças de falta. Incomodou a zaga mais pelo nome do que pelo futebol.
O lado bom é que mesmo Neymar indo mal, a seleção se impôs e ganhou o jogo, mas não podemos abrir mão do futebol do cara, urge uma mudança tática ou de peças para que ele possa ter mais liberdade em campo, o que fará que seu futebol reapareça. As boas atuações de Cabeleira e DC mostram que com pequenos ajustes, nosso ataque poderá fazer boas apresentações, ficando a preocupação com a parte defensiva, que falhou e proporcionou ataques perigosos aos adversários.
Para não deixar de criar polêmica, vou apoiar a crítica de Daniel Alves ao negativismo da imprensa brasileira, ontem no final do jogo, tinha narrador tirado à comentarista já afirmando que nosso futebol nas eliminatórias será este mediano apresentado ontem, é inegável que Dunga é um técnico com muitas deficiências e pouca visão, mas também é inegável o avanço do time dos dois primeiros jogos para os últimos, por fim é muito cedo para cravar que não haverá avanço, em especial com a subida de rendimento da dupla WC e DC, fizeram até o Bambi mor esquecer Lucas. Nas palavras de DA “Acredito muito em energia, aqui no Brasil a energia é um pouco pesada. ... . Nosso país é muito crítico e pouco paciente. As coisas ruins vendem mais que as boas.  ... . No Brasil, há tanta gente que não sabe nada de futebol falando de futebol. ... . Mas as pessoas falam como se fosse fácil jogar futebol. Até mesmo quem já jogou e fazia as mesmas cagadas, as mesmas merdas que fazemos hoje”. Assino embaixo.

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