Marca SóBahêa

Marca SóBahêa

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Neymar e seu dia de Quelé

Neymar e seu dia de Quelé


Na infância, eu ouvia um ditado “uma jogada de Pelé, outra de Quelé”, tem sentido similar no mundo futebolístico à famosa “uma no cravo, outra na ferradura”. Pois bem, ontem Neymar, o melhor jogador brasileiro da atualidade, teve seu dia de Quelé. Não acertou praticamente nada, dignos de seu nome só um incrível drible em Sanchez e um belo chapéu em Zuniga, mas os dois sem nenhuma consequência produtiva. No mais, foram escolhas equivocadas, tropeções, domínios mal feitos, passes errados, ou seja, todas jogadas de Quelé. Em nada lembrou a boa atuação do domingo, com um gol e um passe de gênio para o segundo, no último lance da partida, jogadas estas de Pelé.
As causas podem ser várias, o cansaço natural do fim de temporada, com exceção de Vidal, os jogadores que jogaram a final da Champions estão jogando abaixo do que podem; o posicionamento equivocado em campo, excessivamente avançado, deixando a armação do time para o faltoso Fernandinho (como bateu e errou passes), os sumidos Elias e Williams (alguém os viu em campo?), um limitado Firmino (até R. Winchester, esforçado atacante de Trinidad & Tobago, faria aquele gol), e um bisonho Fred (o lance da falta que originou o gol colombiano resume tudo); ou a implacável marcação colombiana, capitaneada pelo onipresente Sanchez. Mas, tudo bem, é perdoável, o moleque tem crédito, até Pelé, com certeza, teve seu dia de Quelé.
Imperdoável foi o descontrole emocional apresentado por Neymar, lembrou uma caricatura do Animal, nada justifica o que ele fez ontem em campo, nem o injusto cartão amarelo que recebeu ainda no primeiro tempo. Por sinal, era para ter sido expulso logo em seguida, pois fez uma falta desnecessária e depois socou a bola contra o solo. Depois do intervalo, voltou mais irritado ainda, tornando-se presa fácil para a efetiva provocação colombiana. Mas, o pior ainda estava por vir, após o apito final, um chute desnecessário, não intencional, acertou um jogador colombiano, e o que se viu depois foi de uma infantilidade bestial, uma tentativa de cabeçada em Murillo e a justa expulsão. Agora, basta esperar a punição.
Na sua curta, mas vitoriosa experiência no futebol europeu, Neymar vem seguidamente se envolvendo em polêmicas, Atléticos de Madrid e Bilbao já tiveram seus dias, mas em todas, ele vem respondendo na bola ou se afastando do bolo, ontem, ele fez exatamente o oposto, futebol medíocre e busca do confronto. Sempre se questionou a sua tarjeta de capitão, logo ontem dia de homenagem a Zito, o cara que capitaneou Pelé, Neymar mostrou não está pronto para usá-la.
Por fim, os Neymafóbicos dormiram e acordaram eufóricos, mas uma vez se ouve dizer que Neymar amarela em jogos difíceis e/ou decisivos, como se um Brasil X Colômbia, em fase classificatória da EXPRESSIVA Copa América, fosse mais importante e difícil do que um Brasil x Espanha, em final da também INEXPRESSIVA Copa das Confederações, quando Neymar jogou o fino da bola, enterrando de vez a boa fase espanhola.
Que venha Brasil x Venezuela, quando veremos se temos um time, ou uma euquipe.

P.S. Quem disse aos treinadores da seleção que os jogadores gaúchos que jogam no expressivo futebol ucraniano são dignos de vestir a amarelinha? Esta moda começou na eliminatória de 2001, quando Felipão convocou e botou como titular, em um confronto com a Argentina no Monumental de Nunes, Eduardo Costa, o resultado não poderia ser outro, 3x1 para os Hermanos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Prezados leitores, todos os comentários são bem vindos e enriquecerão as discussões. Entretanto, solicito moderação, evitando termos agressivos e acusações sobre jogadores, comissão técnica e direção do Esquadrão.
Solicito também respeito aos demais leitores, não sendo permitido postar xingamentos.
Os comentários que não atenderem as recomendações acima não serão aprovados.