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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O Anjo 45 assumiu o comando

O Anjo 45 assumiu o comando


Em 88, quando Charles assumiu o comando do ataque do Esquadrão, a situação do titular era similar a de SS, prestigiado pelo superior, mas contestado pela torcida e imprensa. Como já descrito no post "A origem humilde do maior de todos", a massa não suportava mais Renato, centroavante que tinha feito um bom primeiro semestre, mas que fracassava no Brasileirão, faz lembrar alguém? Contudo, Evaristo Macedo, este sim um treinador com T maiúsculo, sempre dizia que Charles era lento e não efetivava o moleque, até que veio a derrota em casa para o Botinha e tudo aconteceu, o resto está guardado na história não preciso revelar, sendo do conhecimento de todos.
Charles ainda foi o craque do time no campeonato de 90, mas antes foi o pivô do rompimento da torcida baiana com a seleção de Lazarento. Como jogador não há o que contestar, um dos maiores 9 da nossa história e ídolo da nação. 
Como treinador, sua primeira experiência foi no próprio Bahia em 2006, sinceramente, não deixou saudades. Na sequência, rodou por alguns times sem expressão e também não se destacou. Nesta década, voltou para casa para trabalhar na base, depois assumiu interinamente em dois momentos distintos o time na Série A de 2014, conseguindo 13 pontos em 24 disputados. Este ano, fez estágio em alguns clubes europeus. Ou seja, não tem currículo para o desafio que se avizinha.
Como se vê, nossa Diretoria, com seu belo discurso de profissionalização do clube, parte na hora decisiva para uma aposta arriscada, com um treinador sem nenhuma experiência e com histórico recente de problemas com alguns jogadores. Lembro que o Inter fez uma experiência desta com Fernandão, substituiu Dorival, e foi um retumbante fracasso. Porém, cabe ressaltar que o próprio Bahia já recorreu para a solução caseira várias vezes, quem não se lembra de Florisvaldo e do baixinho Osni que fez jornada dupla como jogador e treinador, sendo campeão baiano. O Flamídia também já recorreu a este expediente algumas vezes, se saindo bem com Carlinhos, Andrade e Jaime de Almeida. O Santos acabou de ser campeão paulista também com uma solução caseira. Atualmente, temos o Grêmio que trocou o badalado Felipão por Roger, sendo o terceiro da Série A. Ou seja, precedentes com bons resultados existem.

Charles preenche alguns dos requisitos listados no post anterior, tem o apoio da torcida e conhece bem a base, o elenco, e a Série B. A grande dúvida que paira é como será a recepção dos atletas, se for ruim, Inês tá morta, caso contrário, as chances de subir aumentam, pois só a saída de SS já é um fator motivador para grupo e torcida.
Para encerrar, tenho de dar uma alfinetada em MS e companheiros, se era para adotar a solução caseira, por que esperou tanto? Será que os clamores da torcida, a apatia do elenco, e o péssimo futebol apresentado desde a metade do primeiro turno não foram suficientes para ver que SS não tinha mais condições de dirigir a equipe?

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