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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O Brasil não é nada sem Neymar

O Brasil não é nada sem Neymar


A frase acima foi dita, redita, escrita, postada, twitada, zapeada e enviada por sinais de fumaça e por código mouse por todos os brasileiros, desde a menininha de 7 anos que assiste à sua 1ª Copa, até o mais experiente comentarista, mas será mesmo?
De fato, Neymar é a grande estrela da companhia, a esperança brasileira de gols e lances geniais, o que ele fez bem na primeira fase do mundial. Entretanto, no segundo tempo do jogo do Chile, ele sumiu e junto com ele toda a seleção. Já no jogo da Colômbia, Neymar continuou apagado, se não fosse a infeliz entrada do lateral colombiano, nosso camisa 10 teria passado desapercebido pelo baba. Diferente do jogo do Chile, a seleção não sumiu junto e fez um bom jogo, com destaque para David Luiz, monstro durante e após o jogo.
Alguns pontos podem ser levantados para justificar o nosso crescimento:
  1. o fator emocional - o chororô contra o Chile parece ter sido o último desabafo de um time que vinha com sérios problemas emocionais, já no hino a postura dos jogadores era outra, claramente o semblante não passava mais aquele descontrole típico dos primeiros jogos;
  2. a confiança em Júlio César – depois das defesas na disputa de pênaltis, parece que enfim nosso time passou a confiar no goleiro, ele mesmo demonstrou estar mais seguro do que nos jogos anteriores;
  3. a entrada de Maicon – sem dúvidas, o estilo de jogo de Daniel Alves, me recuso a chamar de Dani (nome feminino da porra), não encaixa com o da seleção, mesmo sendo ele um dos melhores laterais do mundo. Não que Maicon tenha feito uma grande partida, longe disto, mas sua presença deu mais segurança e firmeza à zaga;
  4. Fernandinho e Paulinho – com dois volantes que também chegam, o time saiu melhor com a bola e também teve uma boa consistência na proteção da zaga, apesar dos dois terem falhado no gol da Colômbia, quando James Rodrigues dominou livre na entrada da área. Boa dor de cabeça para Felipão, pois Luiz Gustavo vinha fazendo uma boa Copa;
  5. Oscar jogando de meia – nitidamente o posicionamento de Oscar mudou, ele várias vezes jogou pelo meio se aproximando mais de Neymar, com isto as jogadas de ataque saíram com mais facilidade, além de abrir espaço para Maicon que não soube aproveitar;
  6. Hulk e Marcelo enfim se entenderam – desta forma o Brasil ganhou algumas jogadas pela esquerda, pena que Hulk, negando sua principal característica, concluiu mal;
  7. quem faz mais falta ganha o jogo – esta é uma das infelizes máximas do futebol, mas Felipão adora, e foi o que vimos no último jogo. Mesmo sem ser violento, o Brasil abusou das faltas para parar a Colômbia.
Vejam que nos pontos elencados, praticamente, Neymar não foi citado, isto demonstra que o Brasil é capaz sim de jogar bem sem Neymar e de vencer a Alemanha que fez um chato, mas efetivo jogo burocrático contra a França. Outro ponto, o Brasil depende muito menos de Neymar do que a Holanda de Robben, este sim seria um time sem saída se perdesse seu fantátisco nº 11, na minha opinião o melhor atacante do mundial.
Mas, quem entra no lugar de Neymar? Vislumbro 4 opções, começando da menos para a mais provável:
1- Henrique – não há necessidade de reforçar a zaga, pois a Alemanha joga no máximo com um homem de área, o até agora fraco Klose;
2- Bernard – apesar de ter destruído na Libertadores, Bernard ainda não inspira confiança para entrar em uma semi de Copa, ademais, ele joga de atacante e não de meia como Neymar vinha jogando na Copa;
3- Luiz Gustavo – jogando com 3 volantes, sendo 2 com chegada na frente, me parece uma boa opção, principalmente quando consideramos que a força alemã está no toque de bola. Mas, o time sem a posse de bola acabaria recuando muito, e os 3 homens de frente que restaram não primam pela velocidade para puxar o contrataque;
4- William – é a mais óbvia e também a mais segura, pois as características são próximas a de Neymar e ainda ganhamos o entrosamento do Chelsea.
Por fim, no futebol a camisa pesa e a tradição também, a Alemanha é freguêsa do Brasil, nosso jogo encaixa bem com o deles. Minha primeira lembrança deste clássico é da época do ídolo de Maradona Cheirador, Rivelino, 1x0 em POA; a segunda e a terceira são da mesma época, Valdir Peres catimbando e pegando pênalti em um amistoso lá na Alemanha, e o triunfo no mundialito do Uruguai; por fim, o merecido dia de glória do fenômeno. São 3 jogos oficiais e 3 triunfos canarinhos.
Acho que dá, mas time por time, eles estão em um melhor momento.

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