Marca SóBahêa

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O real esquema tático do Bahia

O real esquema tático do Bahia


Já escrevi várias vezes e ouço e leio dos torcedores e comentaristas que o Bahia jogou no 4-3-3 ou no 4-4-2. Contudo, se fizermos uma análise mais detalhada da disposição do time em campo, é fácil chegar à conclusão que SS usou na maioria esmagadora das partidas o 4-3-1-2.
A confusão é causada principalmente pelas características dos jogadores que fazem o papel do 1, aquele famoso de Zagalo, jogando sempre entre os meias e os dois atacantes. Quando joga Eduardo, o Fantasminha, temos um jogador mais clássico, estilo anos 70, que carrega menos a bola, buscando mais os passes de média e longa distância, que entra menos na área, jogando mais recuado, ajuda mais na marcação pelo meio, e que procura menos a tabela com os jogadores de frente, em geral, Max e Kieza. Ou seja, um meia que se desloca menos, mas que faz a bola andar mais, o time se assemelha mais ao 4-4-2 clássico, como segue na imagem. Seu reserva ideal é o Romulesma.


Quando Max faz esta função, o time ganha um jogador mais veloz (o que ajuda na puxada de contrataque), que carrega mais a bola, que não tem a qualidade do passe longo, procurando sempre os passes curtos e as tabelas com os homens de frente, também entra mais na área para finalizar, e que ajuda na marcação mais pelos lados. Ou seja, um meia mais aguerrido que se desloca mais, mas que faz a bola andar menos, o time se assemelha mais ao 4-3-3 clássico, como segue na imagem. Seu reserva ideal é o João Paulo, sei que vou apanhar, mas o estilo, repito estilo viu F. Corneta, de jogo deste moleque lembra muito o de Luiz Henrique, craque do Bahia em 1990.

De qualquer forma, independentemente do 1, o que determina se o time vai bem ou mal é a atuação do trio de meio. Aqui também se pode quebrar o esquema de 3 para 1-2, sendo que na posição 1, SS tem feito um rodízio entre Pittoni e Yuri, não preciso esconder que no meu time jogaria Pittoni, mas reconheço em Yuri uma disposição física e um poder de marcação melhores (no último jogo não foi o que se viu). Por outro lado, Pittoni tem grande capacidade de sair com a bola, facilitando muito a vida dos meias, com ele não se tem chutão de zagueiro, o time fica mais com a bola. De qualquer forma esta não é a posição limitante do Bahia.
Nas demais posições do meio, vêm jogando TR e GB Ninho, sendo que Souza sempre entra no segundo tempo. Acho que a vantagem que GB leva sobre os demais é a juventude, ele se desloca mais em campo, vai de um lado a outro com mais facilidade, talvez seja esta a justificativa para ser o titular. Por outro lado, apesar de jogarem mais estáticos pelos lados, entendo que Souza e TR produzem mais para o time, pela experiência e pela capacidade técnica. TR carrega mais a bola e participa mais do jogo do que Souza, este por sua vez tem um passe e chute a gol mais qualificados. De qualquer forma, os dois precisam se movimentar mais, trocar de posição durante o jogo, se aproximais mais do meia, dando mais opção de jogada e confundindo a marcação adversária.
Na minha opinião, a atuação destes dois meias é que determina se vamos jogar bem ou mal, pois eles que são os carregadores de piano responsáveis de ajudar na marcação e ao mesmo tempo fazer a bola chegar com qualidade ao número 1. Outra função importante é se aproximar mais dos laterais, propiciando a famosa ultrapassagem, entretanto, até o momento, nossos laterais estão tão fracos que não temos feito tais jogadas com efetividade, mas isto é assunto para outro post.

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