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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Quem se importa com a Copa do Brasil?

Quem se importa com a Copa do Brasil?


Na última quarta-feira, o Bahia foi eliminado na Copa do Brasil, em pleno Pituaço, pelo Paysandu. Mas, quem teve contato com um tricolor na quinta, seja pessoalmente, nas redes sociais, ou lendo comentários na Internet, não reparou tristeza, nem ouviu lamento, a turma tricolor era só alegria.
De fato, desde o início da semana, esta sensação já era esperada, pouco importava o resultado do jogo, ganhar, perder, passar de fase ou ser eliminado passaram a ser meros detalhes, o que importava era a volta de Ávine aos gramados. Anunciado entre os convocados para o jogo foi o assunto principal dos milhares de grupos tricolores, a preocupação que imperava era se ele entraria de primeira, se aguentaria 90 minutos, se sentiria o joelho, dúvidas e mais dúvidas, que só poderiam ser respondidas com o jogo. E veio o grande momento, Ávine perfilado entre os titulares na hora do hino e tendo seu nome gritado pela torcida, passava a ser a grande esperança de novamente termos um lateral esquerdo digno do Esquadrão.
Entretanto, para a nossa turma, Ávine representa muito mais do que isto, representa a esperança de termos novamente um torcedor em campo, um jogador identificado com o clube e, principalmente com a torcida, um líder dentro e fora do campo, ou seja, um ídolo de verdade.
Mas, quem é Ávine? Conhecido como o Menino Maluquinho, emergiu da base tricolor no nosso momento mais difícil, quando estávamos amargando o inferno da terceirona, junto com Danilo Rios, Rafael Bastos e Bruno César passaram a ser esperança tricolor de dias melhores. Como a história mostra, os três últimos não fizeram história no tricolor. Mas, o Menino Maluquinho sim, foi um dos principais jogadores na saída do inferno, marcando o 3º gol, por coincidência o último da antiga Fonte Nova, no jogo que praticamente definiu nossa subida; foi ao lado de Jael os principais jogadores da subida da 2ª para a primeira em 2010; em toda sua trajetória pela nossa lateral esquerda, o moleque abusou dos dribles, dos cruzamentos perfeitos e encheu a galera de alegria.
Só isto bastaria para entrar na história do clube e na memória da torcida, entretanto tudo isto é insignificante quando nos lembramos do drama vivido a partir de 2011, uma contusão no joelho o tirou de campo, foram anos de tratamento, cirurgias intermináveis, algumas tentativas frustradas de retorno, brigas com a diretoria, o lamento por não ter estado em campo em nosso título baiano de 2012, marcaram o período. Mas, a esperança sempre lá em cima, as entrevistas sempre com mensagens positivas para a torcida, o apoio da família e dos amigos, fizeram que o moleque aguentasse a barra e voltasse.
Este exemplo de superação teve seu primeiro capítulo na última quarta-feira. Dentro de campo, Muhammad Ávine foi um verdadeiro tricolor, garra, disposição e o bom futebol não faltaram. A bola na trave, em uma cobrança de falta no primeiro tempo, foi o momento apoteótico juntando a frustação do não gol, com a alegria de poder gritar, ÁVINE VOLTOU PORRA.

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