Marca SóBahêa

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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Rápido e caceteiro (3)

Rápido e caceteiro (3)


Declaração dos jogadores: pode ter parecido hipócrita, inoportuna, ou desculpa esfarrapada, mas a declaração dos jogadores diz muito sobre o que foi o Bahia na Série B. Entendo quando eles dizem que a Diretoria fez o possível e a isentam de culpa, pois na visão deles, o papel da direção é pagar em dia, pelo que consta pagaram até adiantado, e dar condições de trabalho ao elenco, pelo que vi e li não faltou, não foram raras às vezes que o time treinou no CT da Praia do Forte com estrutura e gramado dignos de copa do mundo. Diz muito também não comentarem nada sobre os treinadores, SS e CF, a omissão deixa claro que com ambos os treinadores o elenco tinha problema de relacionamento, não existia aquela união apregoada nas falas após as péssimas partidas, mas principalmente, faltava a confiança no que era passado e pedido pelo “profexor”. Gostei, também, do fato deles tentarem retirar o peso das costas dos mais novos, repassando-o para os mais experientes.
Entretanto, se estavam tão conscientes que tinham boas condições de trabalho, que a Diretoria fez muito, por que não honraram a camisa? Por que entravam em campo tão desmotivados e sem garra? Por que se deixaram vencer por times tão medíocres como o Boa, treinado pelo assessor de imprensa? Por que em campo não orientaram e apoiaram os mais jovens como fizeram após o fracasso? Por que não reagiam e sempre faltava perna no segundo tempo das partidas? Ou seja, chorar após o leite derramado é pouco para a torcida, como torcedor que sou, gostaria muito de ouvir as respostas para as perguntas acima, não apenas um lamento com o já tradicional “a culpa é nossa”.

A entrevista de MS: como ponto positivo, destaco o fato de não esperar o campeonato acabar para se tomar as providências pensando em 2016, também vi como acertada a demissão de Alexandre Faria que teve insucessos atrás de fracassos nas contratações, papel primordial do diretor de futebol. Mas, como preocupante, não vi uma autocrítica de MS sobre os erros cometidos na Série B 2015, ficou parecendo que seu papel era de observador e não de timoneiro do barco, ou melhor barca, tricolor. Dá a entender que o mesmo se sentiu livre de culpa após a declaração dos jogadores, mas pagar salário em dia e dar condições de trabalho é obrigação, e o líder tem de fazer muito mais do que a simples obrigação, tem de impor metas, cobrar resultados e motivar os comandados para atingir o objetivo. Nestes pontos, MS & Cia falharam e muito, insisto, faltou esta autocrítica na fala do nosso Presida. Nada esclarecida ficou a situação de Charles, depois de dois sucessivos fracassos, pergunto se ainda há espaço para o mesmo no Bahia, melhor não seria sair para outro time e deixar a poeira baixar? Por fim, gostei da fala dele sobre as figuras que foram para porta da sua casa, também entendo não ser ali o local apropriado para se cobrar à Diretoria.

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