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segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Uma final digna

Uma final digna



Porco e Peixe fizeram um final digna para a Copa do Brasil, se não podemos falar que tecnicamente foram dois grandes jogos, podemos sim afirmar que a vontade e a gana de vencer proporcionaram dois espetáculos emocionantes e cheios de nuances.
Começamos com o pré-jogo, os dois times tiveram trajetórias parecidas no ano, foram praticamente remontados no início do ano, o Palestra com suas 20 e lá vai contratações, e o Peixe apostando novamente na sua base e trazendo o desacreditado Ricardo Oliveira; contra todos os prognósticos fizeram a final do Paulista. Lembro também que ara a imprensa eram favas contadas o título do Santos, com direito a uma goleada na Vila e a um passeio no Palestra. Esqueceram que do outro lado tinha um time tradicional, uma camisa de peso, com uma história vitoriosa, com um técnico vencedor e com um elenco, se não é fantástico, com bons jogadores e cheio de opções.
Indo direto para o pós-jogo, a fala de todos os jogadores demonstra a gana extra que eles entraram por causa deste posicionamento da imprensa esportiva, entre gritos e choros o que mais se ouviu foi “futebol não se ganha antes da bola rolar” e suas variações.
Voltando aos jogos, no primeiro, o Palmeiras entrou com a clara intenção de não deixar o Santos jogar, sendo parcialmente vencedor nesta estratégia, uma vez que anulou o principal jogador adversário, o excelente Lucas Lima. Digo parcialmente, pois o Santos teve chances para decidir o campeonato na Vila, perdendo gols feitos no início e no fim do jogo. É certo que parte da estratégia do Palmeiras passava pelas escapadas do jovem Gabriel Jesus, mas o moleque se machucou seriamente logo no início do jogo. Ou seja, o Peixe arranhou o Porco, mas não feriu de morte.
Na segunda partida, vimos um Santos que abriu mão do jogo, achando que encaixaria a qualquer momento o contrataque que decidiria o campeonato. Ponto para Marcelo Oliveira que postou o time para frente, mas bem protegido na retaguarda e anulando novamente LL. No primeiro tempo, o Palmeiras já foi melhor, mas sem o domínio que se viu no segundo tempo, quando foi dono da situação e poderia ter feito mais de dois gols, sofrendo injustamente o gol santista.
Uma coisa que chamou a atenção nos dois jogos foi a entrega dos jogadores, em especial dos palmeirenses, que mesmo após uma desgastante temporada jogaram como se fosse início de temporada. No jogo de ontem, a maioria das substituições foi por problemas físicos e não por opção tática dos treinadores.
Por falar nos atletas, os dois desafetos foram os grandes personagens das finais. Por um lado, Fernando Prass saiu como o grande vitorioso com duas belas apresentações, defesas difíceis, e tendo como a cereja do bolo o gol do título. Por outro lado, Ricardo Oliveira e sua careta marrenta foram os grandes derrotados, não que tenha jogado mal, até fez o gol do Santos ontem e foi uma preocupação constante para a defesa do Palmeiras nos dois jogos, mas pagou caro pela comemoração provocativa no jogo da Vila pelo Brasileirão.
Apesar do merecido título, o Palmeiras está longe de ser um exemplo a ser seguido, foram dezenas de contratações, parte significativa delas sem nenhum critério técnico; campanha para lá de irregular no campeonato brasileiro; futebol pobre sem nenhum esquema tático, chegando a ser conhecido como o time dos chutões; troca prematura de treinador; além de mandar jogos num gramado digno de pelada da 3ª divisão do Paulistão, vergonhoso o gramado do Allianz Park. De qualquer forma, o que interessa é soltar o grito de É CAMPEÃO.

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