Marca SóBahêa

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domingo, 31 de janeiro de 2016

Destaques: Juazeirense 2 x 3 Bahia

Quem acumulou? Nenhum jogador tricolor fez uma partida de encher os olhos, mas pelo crescimento do último jogo para este, pela jogada que originou o escanteio do gol da virada, feito por ele, e por sobreviver a um esquema que privilegia a outra extremidade, o escolhido é Edigar Junio.

Fonte: Globo.com


Quem ficou devendo? Este foi fácil, JP mostrou que defensivamente é um jogador muito disperso, para dizer o mínimo, mais uma vez, tomamos gols nas suas costas, pior, oriundos de chutões do goleiro do Juazeirense. No jogo passado, se salvou por 3 bons cruzamentos, entretanto na partida de hoje, ofensivamente, só apareceu em um bom cruzamento no gol da virada, e defensivamente, foi o ponto fraco explorado pelo adversário.

Nada mais que a obrigação

Começou o Baianão, e o Bahia enfrentou o Juazeirense fora de casa, digo fora, pois jogo que só tem 3.200 tricolores considero na casa do adversário, mesmo sendo em SSA. Antes mesmo da partida esquentar, a Av. JP deu o ar da graça, em um chutão do goleiro, JP fez o mesmo da partida anterior e apenas observou o avanço do atacante que foi derrubado por Lomba. 5 minutos, 1x0 para os caras.
Como era de se esperar, o Bahia teve o domínio da bola. Porém, não controlou o jogo, o Juazeirense administrava tranquilamente o 1x0, tirando uma boa jogada de Edigar Junio, nada a se registrar de positivo do ataque tricolor até os 30 minutos, extremamente capenga, pois só ia pela direita. Quando a etapa inicial já se encaminhava para uma derrota tricolor, o zagueirão adversário atropelou DP - vinha se movimentando bem, mas com pouca produtividade -, empate tricolor e eles com um a menos. Mesmo assim, tomamos uma na trave, para mim o 9 deles estava impedido.
Doriva mexe certo, tira PR e coloca Romulesma, o time aproveita o jogador a mais e vira com Edigar Junio, aproveitando uma sobra na área após um escanteio fruto de uma boa jogada do próprio. Pronto, tínhamos o controle da bola e do jogo.
Entretanto, como diz Murici, "a bola castiga", ou "quem não faz, toma", Luisinho perde um gol daqueles de ter a Mãe xingada no baba.

Em mais um chutão do goleiro, a dupla JP e Gustavo se encontravam passeando pela Av. JP, e os caras empatam, vejam nosso LE já perdido quando a bola ainda estão no ar.

Ao contrário de alguns torcedores, não vi o Bahia tomar sufoco, mas vi um time incapaz e pressionar e criar jogadas de ataque. Entretanto, mesmo com estas deficiências, o Esquadrão vira com HB, em uma boa trama do ataque, passe de Rômulo para Luisinho que tocou para HB apenas rolar para o gol.
Fim de jogo, ressalto que ainda é cedo, porém lições ficam, JP precisa se ligar, tomamos 3 gols na temporada, todos nas costas dele. O meio, em especial DP, se movimenta bem, mas carece de maior poder de criatividade. O ataque ainda carece de maior entrosamento, mas se no jogo contra o Santos, Luisinho apareceu bem, hoje foi dia de EJ.
Nem quero saber o que aconteceu no jogo do Vice, já estou em contagem regressiva para o TRI.

sábado, 30 de janeiro de 2016

Uma aula de futebol

Há mais de uma década que o Barcelona se tornou referência de futebol bem jogado, começou na geração de R10, aplaudido de pé pela torcida do Real, e Eto; se consolidou  e revolucionou com a geração de Messi, Iniesta e Xavi; e está sendo covardia na era do trio MSN. Cada geração com seu estilo, mas sempre dominante e com um futebol de encher os olhos, sendo o time a ser batido, e poucos conseguiram esta proeza de forma convincente, entre eles o Chelsea e o Bayern de Munique.
O jogo de hoje era contra o vice-líder Atlético de Madrid, um time que cresceu muito nos últimos anos sobre a batuta de Simeone, inclusive beliscando o título na temporada 2013/2014. O primeiro tempo do jogo serviu como uma aula de futebol, primeiro por parte dos Colchoneros que mostraram como armar um esquema defensivo capaz de incomodar o Barça, não por acaso é a melhor defesa do campeonato. Depois pelo Barça que em dois lances, nos quais se destacou o conjunto do time, mostrou como se supera uma defesa bem armada.
Vamos ao jogo. O Atlético de Madri começou pressionando o Barça no campo de defesa, até os 3 minutos, o time Catalão não tinha passado do meio, enquanto os Colchoneros já tinham 2 escanteios e um chute perigoso. Mas, mesmo pressionada, em momento algum a defesa apelou para o chutão, era sempre bola no chão.
A arriscada tática de Simeone deu resultado aos 9 minutos, após pressão na saída de bola, o Atlético ganhou um lateral, na sequência do lance, um cruzamento da direita encontrou Koke livre na área, o avante bateu de primeira e venceu Bravo. Apesar do mérito do Atlético, a defesa do Barcelona deu mole e se encontrava mal colocada no lance, o buraco na frente da zaga e no meio da defesa chama atenção, como pode ser visto nas imagens abaixo:




A estratégia defensiva dos Colchoneros, formada por duas linhas de 3 e uma de 4 nos últimos 30 metros do campo, parou o Barça, a primeira chance clara de gol dos catalães só ocorreu aos 28 minutos com Suárez, após passe de Iniesta que tabelou com a zaga madrilenha. Antes disso, o Atlético poderia ter feito o segundo em um perigoso chute da entrada da área.
Mas, parar o Barça o tempo todo é quase impossível, na sequência do lance anterior, aos 29 minutos, Mascherano toca de primeira para Neymar, este por sua vez, após enganar a zaga, toca para Alba que deixa o marcador no chão e rola para Messi que empurra para o fundo do gol. Detalhe, desde o início do lance, eram 8 jogadores do Atlético nas imediações da grande área.



A virada veio com mais uma das já tradicionais assistências de Daniel Alves, 91 só em jogos oficiais, desta vez foi mais um lançamento de 40 metros para Suárez que mostrou ser um matador de primeira linha, protegeu a bola e no primeiro toque meteu (lá ele) por baixo do goleiro. Detalhe, contra o Real em 2015, teve outro gol muito parecido, por isto reputo este gol ao trabalho coletivo e não somente à individualidades dos jogadores, as imagens da sequência parecem brincadeira dos 7 erros.





No final do primeiro tempo, Felipe Luis deu uma entrada criminosa em Messi e foi expulso. Como era de se esperar, os catalães começaram a etapa final pressionando, mas a primeira chance clara foi do Atlético que mesmo com um a menos se arriscou ao ataque, mas já não tinha capacidade de adiantar a marcação, estratégia que se tornou impossível aos 19 minutos quando  Godin foi expulso.
O jogo virou um ataque contra a defesa, com o Atlético dando uma aula de como fechar área, praticamente o melhor ataque do mundo não teve chance de gol na metade final do jogo.
As estrelas do trio MSN não brilharam como de costume, o brilho foi do futebol coletivo. Os times, cada um no seu quadrado, mostraram a importância de se ter treinadores atualizados e capazes de por a teoria em prática. Espero que Doriva tenha assistido e assimilado algumas lições.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Já é carnaval cidade

A Embaixada Bora Bahêa Brasília, parceira deste blog, está organizando uma folia carnavalesca para o dia 07/02, acesse a página do evento no Facebook (https://www.facebook.com/events/1245880248772796/) e veja como participar.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Rápido e caceteiro (7)

Ciscandinho: pela atitude tomada no intervalo do jogo de sábado contra o Santos, pediu para sair porque estava sendo vaiado pela torcida, acho que Ciscandinho sem nunca ter vindo, está indo embora do Tricolor. Sei que alguns empresários fazem "milagres", mas não consigo acreditar que um jogador que passou 2 anos no Palmeiras (2011-2012), sendo posteriormente vendido ao Sevilla, onde permaneceu 3 anos (12-15), tenha como futebol apenas o que apresentou, ou deixou de apresentar, no Bahia. No tempo que permaneceu aqui, foi um LD frágil na marcação e inexistente no apoio, lembro de um cruzamento para Kieza (não deu em nada, pois K9 estava impedido) e de um bom passe no último jogo para HB. Mas, para não ser injusto, fui no footstats e chequei os números, foram 10 jogos, nenhuma assistência para gol, 18 cruzamentos errados para 2 certos, 10 lançamentos errados para 6 certos, e 55 perdas de posse; como positivo só o número de desarmes, 23. Ou seja, muito pouco para quem veio - será que veio mesmo? - cercado de expectativas. Para sua posição, o Bahia renovou com Hayner - cujo os números também não são nada animadores, mas é um jogador novo e com potencial de crescimento - e está em negociação com Tinga.


João Paulo Penha: sei que vários leitores discordarão da minha opinião, pois às vezes até eu mesmo me questiono, mas acho acertada a renovação de JPP. Explico, quando o vejo em atuação, lembro de Gabriel, jogador franzino, o que dificulta proteger a bola e resistir a uma chegada mais forte da zaga (não à toa perdeu 60 bolas na Série B), e com claras deficiências na formação, o que fica explícito nas péssimas finalizações. Por outro lado, assim como Gabriel, é um jogador rápido, habilidoso, que tem personalidade e sem medo de arriscar jogadas, este foi um dos motivos que o queimou com a galera, pois mesmo errando ele partia para cima da zaga. Chamo atenção que nos últimos jogos, quando o Bahia já jogava sem a pressão da classificação, JPP teve espaço e fez bons jogos. Encerrando, entendo que o empréstimo para o CSA, onde certamente será titular, permitirá ao jogador amadurecer e voltará mais pronto ao Bahia para a disputa da Série B. Para os impacientes, lembro que Gabriel só caiu nas graças da torcida na terceira temporada entre os profissionais.

Tinga: não comento especulação, mas como o jogador já está treinando com o elenco, vou opinar. Nunca ouvi falar deste atleta, por isto procurei alguns vídeos no youtube, achei 2 (https://www.youtube.com/watch?v=avmFvwnMwi4 e https://www.youtube.com/watch?v=IX5H3Hv6cOo). Não querendo ser corneta antes do tempo, não vi nada que credencie sua chegada ao Esquadrão, os lances são em sua maioria em jogos da divisão de base do Grêmio, não tem um cruzamento decente, apenas algumas boas roubadas de bola, uns bons dribles e um belo gol, muito pouco. Ademais, o fato de ter jogado o Pan não me diz nada, pois o nível do campeonato era baixíssimo e, mesmo assim, a seleção brasileira fez uma campanha para lá de regular. Infelizmente, acho que não é desta vez que acabaremos com o sofrimento na LD do Tricolor.

Divisão de base: depois da excelente campanha do sub-17 na Copinha, a base tricolor conquistou dois títulos com o sub-16 e sub-14, parabéns garotada. Porém como dizem, na base mais importante que ganhar títulos, o que interessa é revelar jogadores. Por sinal, tirando o ano de 2005, que por necessidade, o elenco, inclusive o time titular, era repleto de juniores, não me lembro de outro como o atual com tanto jogador oriundo das divisões inferiores. Se não me engano, dos reservas, apenas Douglas Pires (DP) e Yuri não foram revelados pelo Tricolor. Estratégia correta, porém arriscada, pois se um dos titulares se contunde, um dos meninos terá de assumir a titularidade, mesmo sem estar pronto, infelizmente, já vimos este filme várias vezes e poucos tiveram final feliz.


Baiano: nem sei se chamo de Baianão ou Baianinho. Ressalto que sou daqueles que defende a existência dos campeonatos estaduais e acho que no NE encontraram uma boa solução com a disputa da  Lampions League em paralelo. Até pensei em fazer um post sobre o campeonato baiano, mas fica difícil se animar a escrever sobre um campeonato que até esta semana não sabia quais times poderiam participar; com times ainda contratando treinador; e, pior, alguns times não sabem onde vão jogar. O confronto entre Juazeirense e Bahia é um exemplo, mesmo o primeiro sendo mandante, o jogo será disputado em SSA, bom para nós, mas ruim para o equilíbrio do campeonato e péssimo para a torcida de Juazeiro que não verá o maior do NE em sua cidade.

Robô Tricolor: sempre critico a direção quando erra, mas desta vez quero elogiar, em especial a direção de marketing, a festa de sábado, principalmente a homenagem aos antigos ídolos e o robô, colocou o Bahia na mídia, o que valoriza a marca e atrai investidores. O desafio agora é manter o nível alcançado no evento de sábado.

 Crédito: Felipe Oliveira
Esporte Clube Bahia

domingo, 24 de janeiro de 2016

Nada é por acaso

Separei 3 lances do jogo de ontem, 2 ofensivos e 1 defensivo,  para mostrar que, apesar de manjada, a máxima de que futebol se define em detalhes está mais do que certa. Vamos aos lances:
1- gol do Santos: durante o jogo muito se discutiu se Lomba saiu errado, se Gustavo estava mal colocado, se PR deu mole no meio etc. Mas, não vi ninguém falando da postura de JP, as duas imagens abaixo mostram que no início da jogada, ele estava ao lado de Gabigol, na hora da conclusão, ele estava pelo menos a 15 metros. No lance corrido mostra claramente que enquanto Gabigol dispara na direção do gol, JP - que por sinal fez 3 belos cruzamentos no primeiro tempo - apenas se arrasta em campo, sem esboçar em nenhum momento vontade para acompanha o atacante do Peixe.



2- gol do Bahia: no post sobre os novos atacantes chamei atenção para o posicionamento, presença de área e faro de gol de HB, ontem, ele ratificou estas qualidades. O 1º gol dele não foi fruto apenas de uma bela jogada de Hayner - vai ser difícil Ciscandinho sustentar a titularidade - mostra também uma capacidade de deslocamento se apresentando para os companheiros de HB. As  2 primeiras das 3 imagens abaixo mostram que já no primeiro tempo, HB teve um lance muito parecido, ele está mais para esquerda e se desloca rapidamente para a direita dando opção de passe para Ciscandinho, nesta ele concluiu por cima. O lance do gol, as duas últimas imagens reiteram a capacidade de deslocamento de HB.





Pequem a marca do pênalti como referência e analisem o deslocamento do nosso novo 9.

Todas as imagens aqui foram tiradas de http://esporteinterativo.com.br/home/veja-os-melhores-momentos-de-bahia-2-x-2-santos/. Vejam lá e tirem suas conclusões.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Começou o ano

Era só um amistoso, e como todo amistoso que se preza terminou empatado, 2x2. Tipo de jogo que pode não dizer nada, mas pode revelar muito, e este disse muito sobre o que será o Bahia em 2016, especialmente fora das 4 linhas. Tudo começa com o lançamento da camisa comemorativa dos 85 anos, tirando os 15 anos, qual a meia década que é comemorada? E nesta toada, o Santos foi acertadamente escolhido como o primeiro adversário do ano, uma vez que lembrava o nosso primeiro título nacional, e o Ipiranga foi o adversário perfeito para os master, uma vez que foi o primeiro adversário da nossa triunfante história. Durante a semana, a área de marketing tricolor explorou muito bem estes aspectos, o que chamou muita a atenção para o jogo. Por fim, a festa na Fonte Nova lembrou os grandes espetáculos esportivos norte-americanos, jogadores anunciados 1 a 1, chearleaders, apesar de belas, a coreografia deixou a desejar, o robô caracterizado, e por fim, o suspense para os novos uniformes, não gostei de nenhum dos dois, mas a estratégia de marketing foi perfeita.
Apesar de ser prematuro qualquer afirmação, o jogo também trouxe suas revelações, como pontos positivos destaco, em especial o ousado esquema de jogo de Doriva, um clássico 4x3x3, e com os laterais apoiando; a boa movimentação e volume de jogo de Danilo Pires, para mim a maior surpresa do jogo; o bom primeiro tempo de Luisinho, confirmando que será um jogador importante no ataque; a lucidez de Juninho, com boas viradas de bolas e um excelente chute de fora da área; e a já esperada presença de área de Hernane Brocador (HB).
Negativamente, me chamou atenção a acanhada estréia de Edigar Junio, quase não ouvi o nome dele no jogo; a insegurança de Paulo Roberto, como desconto tem o fato de ter pela frente um dos melhores meias da Série A de 2015; e Ciscandinho, apesar de uma boa jogada no primeiro tempo, sendo, infelizmente, o mesmo do ano passado. Estes fatos mostram que precisamos contratar um LD urgente, não gostei do vídeo de Tinga, e mais um atacante de lado.
Sobre o jogo, o Bahia foi superior todo o tempo, tomou dois gols em bolas roubadas nas quais os jogadores do Peixe mostraram suas qualidades técnicas, Lucas Lima num excelente passe no primeiro; e Serginho num chute no ângulo no segundo. No mais, a defesa do Bahia, praticamente, não teve trabalho, ao contrário da santista que teve muito trabalho com as investidas do Esquadrão pelos lados, em especial pelo direito.
Encerrando, o ano começou com o de 2015, com um belo triunfo na Fonte, espero que acabe diferente, sem lamentação e com muita festa. Mas, ficou claro que reforços são bem vindos, mais do que isto, necessários.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

O futuro é promissor

É comum as chamadas da tv para a Copinha mostrarem grandes jogadores, do passado e do presente, que passaram, com mais ou menos brilho, pelo torneio, Falcão, Robinho, Marcelinho Carioca e Neymar são sempre lembrados. Porém, esquecem de mostrar aqueles que brilharam e depois não vingaram nos profissionais e estão vagando em times de menor expressão, como mostra recente reportagem do Uol (http://esporte.uol.com.br/futebol/listas/veja-ex-artilheiros-da-copinha-que-estao-no-ostracismo-e-os-que-vingaram.htm). 
Adicionalmente, é comum vermos jogadores que foram grandes promessas na divisão de base fracassarem na carreira, para ficar em três que passaram pelo Bahia, Freddy Adu, aos 16 anos, foi chamado de novo Pelé; Toró era um fantástico matador na base do Flu, para quem não sabe, o apelido Toró, vem de toró (chuva) de gol, e hoje, é um limitado segundo volante; e Danilo Rios era a estrela da geração de Ávine, atualmente encontra-se desempregado depois de passar por times das Séries C e D do Brasileirão. 
Por isto, é cedo para dizer se desta equipe da Copinha sairá ou não um bom jogador para o time principal do Esquadrão. Contudo, não tem como negar que foi empolgante  e encheu a galera de esperança ver a tranquilidade e segurança de Deijair, teve quem o chamasse do novo Dida; a velocidade e precisão dos cruzamentos de Alisson; a técnica e visão de jogo de Cristiano; e a garra, a presença de área e o faro de gol de Geovane Itinga, para o qual chamo atenção aqui no blog desde o primeiro jogo do campeonato.
Sobre o jogo, sofri igual ou mais do que um condenado, pois no primeiro tempo, a Internet só caía menos do que o Vice de série no Brasileirão. No segundo, o delay era tão grande, que enquanto eu comemorava o gol da virada, a galera no zap-zap já lamentava o empate do Coelho. Mesmo assim, foi possível ver que mais uma vez a garotada honrou o manto tricolor, pois depois de um fraco primeiro tempo, onde foi completamente dominado pelo Coelho, o Esquadrãozinho voltou com uma postura diferente e, mesmo com um a menos - Jaques foi expulso aos 13 do segundo tempo - o tricolor fez um belo segundo tempo, principalmente após a expulsão, tomamos um falso sufoco de 7 minutos e depois equilibramos e até dominamos o jogo até virar.
Quero chamar a atenção para o segundo gol do Bahia, além da clarividência e o excelente passe de Cristiano, a velocidade e o preciso cruzamento de Alisson, teve um deslocamento de Itinga que só se ver em centroavante diferenciado, daquele que antever a jogada do gol, o pique que ele deu na metade do lance e a impulsão no momento do cabeceio são sensacionais. Vejam embaixo na sequência das imagens, retiradas do globo.com:






Não há o que lamentar, nem a derrota nos pênaltis, como apaixonado que sou só me cabe exaltar a excelente campanha da molecada, lembro que nos dois últimos jogos pegamos duas das principais bases do Brasil, e torcer para que esta galerinha não fique só na promessa, e encha o torcedor de orgulho como encheu neste primeiro mês de 2016. BBMP

domingo, 17 de janeiro de 2016

Aqui é Bahia, Porra

Começando pelo fim, esta molecada merece todos os elogios, desde cedo aprendeu que para jogar no Bahia tem de ter coração, alma, personalidade e raça, e isto eles mostraram de sobra, até a queda nas penalidades, agora é torcer para o São Paulo brocar o Rondonópolis, resultado provável, para ter o prazer de ver esta meninada que honra a camisa tricolor brocar o Coelho.
Falando do jogo, no longínquo 1978, Cláudio Coutinho, treinador do Flamengo e da Seleção, não se cansava de pregar a importância do overlap, nada mais, nada menos, do que a ultrapassagem do lateral. Foi exatamente esta jogada que o Flamídia usou e abusou para parar o Esquadrãozinho no primeiro tempo do jogo. Os laterais do tricolor sofreram do veneno que tanto usaram nas fases anteriores da competição.
O primeiro tempo deste jogo também me fez lembrar de uma máxima do futebol, "a melhor defesa é o ataque", O Flamídia que tem a melhor defesa do campeonato, 5 gols tomados até a partida de hoje, jogava contra o time de melhor ataque, 18 gols até a 3ª fase da Copinha, mas quem não parou de atacar foram eles, com isto impediu nosso time de jogar, tivemos apenas 3 bons contrataques, desperdiçados pela afobação dos nossos atacantes, enquanto o adversário não saía das imediações da nossa área. Some-se a isto, o nervosismo da nossa zaga que antes dos 10 minutos entregou duas bolas, e a fraca atuação do nosso meio-campo que não segurava a bola, não auxiliava os laterais na marcação e perdia todas as segundas bolas. Com isto tudo, 2x0 no primeiro tempo acabou sendo pouco.
No segundo tempo, o Tricolor voltou mais atento e com uma postura diferente, dominamos o jogo e fomos bem mais perigosos. Até os 16 minutos, foram dois gols perdidos, e põe perdido nisto, por Felipinho, em excelentes lançamento de Cristiano, e um petardo de Júnior, não me lembro de tê-lo visto na etapa inicial, que explodiu no travessão. O Flamídia, por sua vez, continuava a explorar o overlap, já tinha rendido 2 gols e 1 pênalti no jogo, mas já não tinha tanta liberdade para tocar a bola, em suma, foi outro jogo.
Dos 25 aos 36, o jogo esfriou, e parecia que o Bahia já se conformava com o resultado negativo, mas aí o Esquadrãozinho acordou e empatou o jogo em dois minutos, com dois gols do bom centro-avante Itinga, o primeiro em excelente jogada de Alisson, olha o overlap funcionando para nosso lado; e o segundo, um gol para por no DVD, que pancada de fora da área.
A disputa de pênalti começou com o Flamídia dando mole, mas nossos bravos atletas, vencidos pelo cansaço, acabaram perdendo, destaco o gol do montinho artilheiro na batida de Itinga, estrela do moleque.
Como disse no post anterior, independentemente do resultado do jogo de hoje, a campanha está sendo digna, a meninada mostrou uma maturidade e consciência tática além da esperada para a idade, tendo boas revelações, como: o goleiro Deijair, os laterais Edmundo e Alisson, os meia Cristiano, e o centro-avante Itinga. 
Cabe registra que a turma tricolor se fez presente no estádio e, como sempre, deu show, parabéns a Embaixada Bahêa - Sampa.


sábado, 16 de janeiro de 2016

Rápido e Caceteiro (6)

Campanha na Copinha: os mais pessimistas podem dizer que só pegamos galinha morta até agora ou que nenhum jogador aparenta ser um craque, de fato nossos adversários foram times sem expressão nacional e nossos jogadores não demonstraram que serão craques fora de série no futuro. Entretanto, é impossível não se surpreender com a desenvoltura da molecada do Sub-17 Tricolor nos confrontos com os times do sub-20, a diferença física a favor dos mais velhos deveria estar predominando, entretanto o que temos visto é um belo espetáculo da garotada do Esquadrãozinho. Em 5 jogos, foram 4 triunfos, 18 gols pró, 6 gols contra, além dos expressivos números, o time tem demonstrado uma maturidade superior a esperada para a idade com boa consciência tática, o que tem permitido um futebol produtivo e solidário, no qual vários jogadores aparecem para concluir e marcar gols. Se é certo que não tem nenhum grande craque no elenco, não tenho medo de afirmar que, em breve, alguns terão chances no profissional, destaco o lateral direito, Edmundo, o esquerdo, Alisson, ambos apoiam bem e sabem o que fazer quando chegam à linha de fundo; e o centro-avante, Geovane Itinga, que mesmo perdendo muito gol, está sempre presente e tem uma presença de área surpreendente para a idade, lembra Nonagol. Vejam os vídeos e tirem suas conclusões sobre nosso time:

Esquadrãozinho 5 x 0 Desportivo Aliança/AL: https://www.youtube.com/watch?v=9P0_ETYsf40
Esquadrãozinho 5 x 3 Sabiá: https://www.youtube.com/watch?v=c3aIkCUAV0w
Esquadrãozinho 4 x 1 Desportiva/PA: https://www.youtube.com/watch?v=sGeMdLJjQ-0
Esquadrãozinho 4 x 1 Araxá/MG: https://www.youtube.com/watch?v=fLUmoLIeW60

Aconteça o que acontecer contra o Flamídia, o treinador Edson Fabiano está de parabéns pela forma que o time se apresentou. Por sinal, o jogo de amanhã merecerá um post neste blog.

Primeiros esboço do profissional: os sites e jornais dão conta de que Doriva começa a armar o time tricolor, para os saudosistas, entraremos no 4X3x3, mas nas palavras do treinador o time jogará no 4x2x3x1, variando para o 4x1x4x1, a depender do desenrolar do jogo. É cedo para comentar o esquema e os jogadores que estão sendo escalados, mas preocupa que mantemos a mesma e frágil defesa do ano passado, Cicinho, Róbson, Gustavo e JP, nem preciso falar que o ponto mais fraco da cadeia é Ciscandinho (ano passado, este jogador me passou a impressão de está sempre fora de forma, por isto o futebol não rendia, espero que seja só isto, e com uma pré-temporada adequada, o futebol reapareça); e uma surpreendente titularidade de Romulesma com Juninho no banco, primeiro que os números de Juninho, apresentados no post anterior, o credenciam a ser titular, e segundo porque o time vai ficar com uma marcação frágil no meio-campo, o que não é problema contra o Juazeirense, mas certamente será contra o Santinha. Contudo, é só a primeira semana de treino, vamos ver o que o futuro nos reserva.

Saída de alguns jogadores: os leitores mais antigos sabem que este blog não é de notícia, mas sim de análise, por isto especulações não passam de meras especulações aqui, nunca sendo tratadas. Por isto, enquanto as mesmas davam conta da saída de Jailton e Valongo, não nos pronunciamos, mesmo desejando a permanência do último, que mostrou ser um jogador útil ao elenco. Entretanto, o informe nos jornais da saída de Maxi e Ávine merece pelo menos um breve comentário. Acho que por motivos distintos a Diretoria acerta nos dois casos, Maxi é um jogador de custo x benefício muito alto, pois ganha bem e produz pouco, aparece muito no jogo, mas rende pouco, segundo dados do footstats perdeu incríveis 176 bolas na Série B 2015; para cada finalização certa, deu duas erradas (16 x 32), ou seja muito pouco para um atleta que ganha estratosféricos R$ 180 mil, segundo a imprensa. 
No caso de Ávine, entendo que ídolos são necessários e precisam ser preservados, assim nosso último grande ídolo não merece se expor e se queimar com a torcida como estava acontecendo em 2015, quero ter na lembrança o Ávine de 2005-2011, aquele que encantou a torcida, o autor do último gol da saudosa velha Fonte Nova, um dos pilares da triunfante campanha de 2010. Para quem não leu, recomendo a leitura de "Quem se importa com a Copa do Brasil", post deste blog em homenagem ao grande Ávine. Este é o craque que queremos ter na memória: https://www.youtube.com/watch?v=zh5TZXnoSgk. Irmão siga seu caminho e seja feliz

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

O que esperar dos novos meias do Esquadrão



O Esquadrão contratou 3 novos meias para substituir o trio Pittoni, Souza e TR. Assim como fiz para os atacantes, assisti os vídeos disponíveis no Youtube, claramente Paulo Roberto (PR) é um primeiro volante, Juninho um 2º volante que joga mais pelo meio com bom passe, e Danilo Pires (DP) um 2º volante que carrega mais a bola e joga pelos lados. Destaco que PR e DP jogadores não me chamaram atenção quando vi jogar, enquanto Juninho fez um bom jogo contra o Bahia no primeiro turno da Série B 2015. Assim, considerando as características que identifiquei nos 3, neste post apresento, com ajuda de dados extraídos do site footstats.net, um "mano a mano" entre os atuais e os antigos meias tricolores. Para tanto elaborei indicadores para tentar ajudar na análise, os dois primeiros tentam medir a capacidade dos atletas em manter a posse de bola dando passes ou se livrando dos adversários, enquanto o terceiro avalia a efetividade da conclusão a gol, e o quarto mede a capacidade de retomada de bola sem necessidade de cometer faltas.

1- Passes certos/passe errados
2- Perda de posse/drible certo
3- Conclusão no gol/gol marcado
4- Desarme certo/falta cometida

1- PR X Pittoni: na Série B 2015, Pittoni era considerado pelos torcedores um jogador que qualificava a saída de bola do Bahia, mas em contrapartida não tinha a pegada necessária na proteção à zaga, os números provam isto, Pittoni dava 9,01 passe certos para cada passe errado, um bom número, mas em contrapartida só conseguia 1,36 desarme certo para cada falta cometida, com relação ao indicador 2, o número alcançado, 21,5 posses perdidas por drible, não quer dizer muita coisa, pois o atleta deu somente 2 dribles nos 17 jogos que disputou no campeonato, mesmo raciocínio pode ser feito na efetividade da conclusão, pois o atleta praticamente não chutou no gol, 6 em todo o campeonato. Para PR analisamos os dados da campanha do Figueirense na Série A de 2015, na qual ele disputou 24 jogos. Os números para os indicadores 1, 6,65, e 2, 43,5 (prejudicado pelo mesmo motivo explicado para Pittoni) são inferiores aos do nosso antigo volante, em contrapartida na defesa PR se mostrou mais consistente com 2,57 desarme para cada falta cometida. Seguem os dados por atleta:






2- DP x TR: os dois atletas atuam como 2º volante com característica de carregar mais a bola do que tocar, caindo pelos lados e chegando eventualmente para concluir a gol. Para DP foram considerados os dados da campanha pelo Santinha na Série B de 2014, na qual disputou 29 jogos. Os indicadores analisados demonstram um equilíbrio entre os dois meias, enquanto TR teve um melhor aproveitamento nos passes e na conclusão no gol, ambas com pequena margem, mostrando ser um jogador tecnicamente mais qualificado; DP leva vantagem na manutenção da posse de bola e retomada da bola, mostrando ser mais habilidoso no drible e mais forte na marcação, seguem os números.





3 Juninho x Souza: dois meias que jogam mais tocando a bola e lançando do que carregando a bola, ambos arriscam chutes de fora da área. A campanha de Juninho pelo Macaé apresenta números bem mais expressivos do que o de Souza pelo Bahia, os números demonstram que Juninho carimbava todas as bolas no Macaé, além de disputar praticamente todos os jogos; Nos quatro indicadores avaliados, Juninho levou vantagem em 3, sendo superado por Souza apenas na efetividade da conclusão à gol.





O mapa de calor de Juninho mostra que o mesmo joga mais centralizado, se deslocando entre as duas intermediárias.





Por fim, analisando o conjunto dos jogadores para os 4 indicadores, vemos que em 3 os novos contratados levam vantagem, me arrisco a dizer que no mínimo, trocamos 6 por 12/2,  mas sempre cabe a ressalva, números são só números, nada mais do que números. Destaco também que em recente entrevista, MS afirmou que faltou força física aos laterais e meias em 2015, pelos vídeos de PR e DP parece ter sido este um critério para contratação de ambos.


Legenda do Footstas para os critérios analisados: