Marca SóBahêa

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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Rápido e caceteiro (7)

Ciscandinho: pela atitude tomada no intervalo do jogo de sábado contra o Santos, pediu para sair porque estava sendo vaiado pela torcida, acho que Ciscandinho sem nunca ter vindo, está indo embora do Tricolor. Sei que alguns empresários fazem "milagres", mas não consigo acreditar que um jogador que passou 2 anos no Palmeiras (2011-2012), sendo posteriormente vendido ao Sevilla, onde permaneceu 3 anos (12-15), tenha como futebol apenas o que apresentou, ou deixou de apresentar, no Bahia. No tempo que permaneceu aqui, foi um LD frágil na marcação e inexistente no apoio, lembro de um cruzamento para Kieza (não deu em nada, pois K9 estava impedido) e de um bom passe no último jogo para HB. Mas, para não ser injusto, fui no footstats e chequei os números, foram 10 jogos, nenhuma assistência para gol, 18 cruzamentos errados para 2 certos, 10 lançamentos errados para 6 certos, e 55 perdas de posse; como positivo só o número de desarmes, 23. Ou seja, muito pouco para quem veio - será que veio mesmo? - cercado de expectativas. Para sua posição, o Bahia renovou com Hayner - cujo os números também não são nada animadores, mas é um jogador novo e com potencial de crescimento - e está em negociação com Tinga.


João Paulo Penha: sei que vários leitores discordarão da minha opinião, pois às vezes até eu mesmo me questiono, mas acho acertada a renovação de JPP. Explico, quando o vejo em atuação, lembro de Gabriel, jogador franzino, o que dificulta proteger a bola e resistir a uma chegada mais forte da zaga (não à toa perdeu 60 bolas na Série B), e com claras deficiências na formação, o que fica explícito nas péssimas finalizações. Por outro lado, assim como Gabriel, é um jogador rápido, habilidoso, que tem personalidade e sem medo de arriscar jogadas, este foi um dos motivos que o queimou com a galera, pois mesmo errando ele partia para cima da zaga. Chamo atenção que nos últimos jogos, quando o Bahia já jogava sem a pressão da classificação, JPP teve espaço e fez bons jogos. Encerrando, entendo que o empréstimo para o CSA, onde certamente será titular, permitirá ao jogador amadurecer e voltará mais pronto ao Bahia para a disputa da Série B. Para os impacientes, lembro que Gabriel só caiu nas graças da torcida na terceira temporada entre os profissionais.

Tinga: não comento especulação, mas como o jogador já está treinando com o elenco, vou opinar. Nunca ouvi falar deste atleta, por isto procurei alguns vídeos no youtube, achei 2 (https://www.youtube.com/watch?v=avmFvwnMwi4 e https://www.youtube.com/watch?v=IX5H3Hv6cOo). Não querendo ser corneta antes do tempo, não vi nada que credencie sua chegada ao Esquadrão, os lances são em sua maioria em jogos da divisão de base do Grêmio, não tem um cruzamento decente, apenas algumas boas roubadas de bola, uns bons dribles e um belo gol, muito pouco. Ademais, o fato de ter jogado o Pan não me diz nada, pois o nível do campeonato era baixíssimo e, mesmo assim, a seleção brasileira fez uma campanha para lá de regular. Infelizmente, acho que não é desta vez que acabaremos com o sofrimento na LD do Tricolor.

Divisão de base: depois da excelente campanha do sub-17 na Copinha, a base tricolor conquistou dois títulos com o sub-16 e sub-14, parabéns garotada. Porém como dizem, na base mais importante que ganhar títulos, o que interessa é revelar jogadores. Por sinal, tirando o ano de 2005, que por necessidade, o elenco, inclusive o time titular, era repleto de juniores, não me lembro de outro como o atual com tanto jogador oriundo das divisões inferiores. Se não me engano, dos reservas, apenas Douglas Pires (DP) e Yuri não foram revelados pelo Tricolor. Estratégia correta, porém arriscada, pois se um dos titulares se contunde, um dos meninos terá de assumir a titularidade, mesmo sem estar pronto, infelizmente, já vimos este filme várias vezes e poucos tiveram final feliz.


Baiano: nem sei se chamo de Baianão ou Baianinho. Ressalto que sou daqueles que defende a existência dos campeonatos estaduais e acho que no NE encontraram uma boa solução com a disputa da  Lampions League em paralelo. Até pensei em fazer um post sobre o campeonato baiano, mas fica difícil se animar a escrever sobre um campeonato que até esta semana não sabia quais times poderiam participar; com times ainda contratando treinador; e, pior, alguns times não sabem onde vão jogar. O confronto entre Juazeirense e Bahia é um exemplo, mesmo o primeiro sendo mandante, o jogo será disputado em SSA, bom para nós, mas ruim para o equilíbrio do campeonato e péssimo para a torcida de Juazeiro que não verá o maior do NE em sua cidade.

Robô Tricolor: sempre critico a direção quando erra, mas desta vez quero elogiar, em especial a direção de marketing, a festa de sábado, principalmente a homenagem aos antigos ídolos e o robô, colocou o Bahia na mídia, o que valoriza a marca e atrai investidores. O desafio agora é manter o nível alcançado no evento de sábado.

 Crédito: Felipe Oliveira
Esporte Clube Bahia

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