Marca SóBahêa

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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Tava na hora

O último jogo do time principal do Esquadrão de Aço foi no longínquo 28/11/15, mas antes disto com a derrocada na Série B e com a dispensa antecipada de alguns jogadores, a Nação resolveu tirar umas férias da sua paixão. Entretanto, bastaram as  primeiras contratações (Hernane Brocador, Luisinho e Juninho) e a volta das férias para a galera acordar e começar os tradicionais palpites dos milhões de técnicos espalhados pelo País. 
Antes de falar dos jogadores, queria destacar a mudança de postura de MS, se no ano passado, ele foi dura e acertadamente criticado por aparecer pouco e não tomar o leme do barco nos momentos mais críticos da equipe, este ano, nosso Presida está na linha de frente, prestando contas ao torcedor sempre que possível, por meio da imprensa e até de um inusitado bate-papo pelas redes sociais, e tomando a linha de frente na apresentação dos reforçoes. Espero que esta atuação mais ativa também esteja acontecendo entre as cercas do Fazendão, onde, nitidamente, faltou pulso forte em 2015.
Como já disse aqui antes, não gosto de comentar contratação de dirigente, mas vejo com bons olhos a vinda de um profissional que se mostrou competente nos anos que passou pelo Sport, destaco a recuperação de dois problemáticos jogadores, André e Diego Souza, e a postura ousada na montagem do elenco, o que propiciou ao Leão pernambucano fazer uma campanha digna, até acima da esperada, na última Série A.
Aprovo também a contratação de Doriva, técnico de carreira curta, mas já com os títulos paulista e carioca no currículo, sem dúvidas, os dois mais importantes estaduais do País. O treinador teve também uma boa passagem pela Macaca, e uma decepcionante, espero que tenha aprendido a lição, pelos Bambis paulistas. Doriva apresenta algumas similaridades com SS, ambos são treinadores novos; foram volantes apenas esforçados quando profissionais; com bons trabalhos, mas que ainda necessitam se firmar na carreira. SS teve duas chances, Ceará e Bahia, fracassando em ambas. Por outro lado, seus times jogam de maneira distintas, SS montava o time mais para frente, buscando mais o ataque, como gosta o torcedor tricolor, enquanto os times treinados por Doriva, primam mais pela boa defesa do que pela efetividade do ataque, o que pode ser constatada numa breve pesquisa na Internet sobre os trabalhos anteriores do treinador.
Antes de falar dos jogadores, não gosto da postura de terra arrasada ou ninguém se salva adotada pela Diretoria tricolor. Após o rebaixamento em 2014, praticamente não aproveitamos nenhum jogador para 2015, os que ficaram, Tite, Maxi e Kieza, permaneceram porque não tiveram propostas, caso tivessem, teriam saído como Lomba; agora em 2016, repetiu-se a mesma estratégia, não renovando com ninguém, exceção do limitado Yuri, do elenco 2015, lembro que faltando 6 jogos para terminar a Série B estávamos 4 pontos na frente do quinto, os jogadores que estavam no elenco não podem ser tão ruins assim, para nenhum ser aproveitado. Como não vivo no dia a dia do Bahia, esta análise aqui apresentada é baseada apenas nas atuações da equipe, sem nenhuma avaliação da postura fora de campo.
Por outro lado, entendo ser acertada a postura de se trazer poucos jogadores para o primeiro semestre, pois apesar de entender que se o time deva ser formado logo no início da temporada, acho mais importante, neste cenário de salários altos e poucas opções, que a base seja testada nos campeonatos mais fracos, sendo o Baiano e o Nordestão boas oportunidades. Jogadores como Hayner, GB Ninho (tão criticado aqui neste blog), Jacó, João Leonardo e Mário precisam mostrar se possuem ou não capacidade de vestir o manto tricolor. Já ZeRo berto, Jeam, Carlos e Patric, testados e reprovados, precisam ser emprestados para ver se voltam mais maduros e capazes de, pelo menos, comporem o elenco.
Com relação aos jogadores, apesar de aprovar a volta de Lomba, continuo achando que o mesmo não permanecerá no elenco, entendo que acertadamente o Bahia está valorizando o produto para obter um bom preço no mercado. Gostei também da volta de Feijão, não é o volante dos sonhos, apresenta limitada capacidade de sair jogando, mas apareceu bem em 2013 no time de Cristóvão, devido ao seu poder e voluntarismo na marcação, como Doriva monta seus times para tomar poucos gols, entendo que o Feijão poderá dar um bom caldo, espero que não azede como em 2014, após a fracassada passagem pelo Flamídia. Em 2015, no time de SS, onde os volantes saíam mais para o jogo, Feijão não teria espaço.
Por fim, dos 3 contratados até o momento, vi o Brocador jogar várias vezes, centroavante sem nenhuma técnica e incapaz de sair da área para armar uma jogada, mas com um raro faro de gol e excelente colocação na área, o último que tivemos com estas características, Fernandão, virou ídolo. Pelo que vi no youtube (https://www.youtube.com/watch?v=3Du2H65lZhA), Luisinho lembra um tradicional ponta direita, jogando aberto, mas fechando rápido por trás dos zagueiros para marcar seus gols. Sobre Juninho, espero suas primeiras apresentações para opinar, mas foi bem no frágil Macaé.
P.S. Este blog aproveitou o recesso para mudar de endereço, espero que na nova casa, possamos prestar um melhor serviço aos leitores.

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