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sábado, 30 de janeiro de 2016

Uma aula de futebol

Há mais de uma década que o Barcelona se tornou referência de futebol bem jogado, começou na geração de R10, aplaudido de pé pela torcida do Real, e Eto; se consolidou  e revolucionou com a geração de Messi, Iniesta e Xavi; e está sendo covardia na era do trio MSN. Cada geração com seu estilo, mas sempre dominante e com um futebol de encher os olhos, sendo o time a ser batido, e poucos conseguiram esta proeza de forma convincente, entre eles o Chelsea e o Bayern de Munique.
O jogo de hoje era contra o vice-líder Atlético de Madrid, um time que cresceu muito nos últimos anos sobre a batuta de Simeone, inclusive beliscando o título na temporada 2013/2014. O primeiro tempo do jogo serviu como uma aula de futebol, primeiro por parte dos Colchoneros que mostraram como armar um esquema defensivo capaz de incomodar o Barça, não por acaso é a melhor defesa do campeonato. Depois pelo Barça que em dois lances, nos quais se destacou o conjunto do time, mostrou como se supera uma defesa bem armada.
Vamos ao jogo. O Atlético de Madri começou pressionando o Barça no campo de defesa, até os 3 minutos, o time Catalão não tinha passado do meio, enquanto os Colchoneros já tinham 2 escanteios e um chute perigoso. Mas, mesmo pressionada, em momento algum a defesa apelou para o chutão, era sempre bola no chão.
A arriscada tática de Simeone deu resultado aos 9 minutos, após pressão na saída de bola, o Atlético ganhou um lateral, na sequência do lance, um cruzamento da direita encontrou Koke livre na área, o avante bateu de primeira e venceu Bravo. Apesar do mérito do Atlético, a defesa do Barcelona deu mole e se encontrava mal colocada no lance, o buraco na frente da zaga e no meio da defesa chama atenção, como pode ser visto nas imagens abaixo:




A estratégia defensiva dos Colchoneros, formada por duas linhas de 3 e uma de 4 nos últimos 30 metros do campo, parou o Barça, a primeira chance clara de gol dos catalães só ocorreu aos 28 minutos com Suárez, após passe de Iniesta que tabelou com a zaga madrilenha. Antes disso, o Atlético poderia ter feito o segundo em um perigoso chute da entrada da área.
Mas, parar o Barça o tempo todo é quase impossível, na sequência do lance anterior, aos 29 minutos, Mascherano toca de primeira para Neymar, este por sua vez, após enganar a zaga, toca para Alba que deixa o marcador no chão e rola para Messi que empurra para o fundo do gol. Detalhe, desde o início do lance, eram 8 jogadores do Atlético nas imediações da grande área.



A virada veio com mais uma das já tradicionais assistências de Daniel Alves, 91 só em jogos oficiais, desta vez foi mais um lançamento de 40 metros para Suárez que mostrou ser um matador de primeira linha, protegeu a bola e no primeiro toque meteu (lá ele) por baixo do goleiro. Detalhe, contra o Real em 2015, teve outro gol muito parecido, por isto reputo este gol ao trabalho coletivo e não somente à individualidades dos jogadores, as imagens da sequência parecem brincadeira dos 7 erros.





No final do primeiro tempo, Felipe Luis deu uma entrada criminosa em Messi e foi expulso. Como era de se esperar, os catalães começaram a etapa final pressionando, mas a primeira chance clara foi do Atlético que mesmo com um a menos se arriscou ao ataque, mas já não tinha capacidade de adiantar a marcação, estratégia que se tornou impossível aos 19 minutos quando  Godin foi expulso.
O jogo virou um ataque contra a defesa, com o Atlético dando uma aula de como fechar área, praticamente o melhor ataque do mundo não teve chance de gol na metade final do jogo.
As estrelas do trio MSN não brilharam como de costume, o brilho foi do futebol coletivo. Os times, cada um no seu quadrado, mostraram a importância de se ter treinadores atualizados e capazes de por a teoria em prática. Espero que Doriva tenha assistido e assimilado algumas lições.


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