Marca SóBahêa

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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Valeu Ávine

Hoje se encerra mais um capítulo na história tricolor, Ávine, o menino maluquinho, teve seu contrato encerrado e não segue mais conosco. O moleque nos deixa um legado de amor ao clube e bom futebol, com certeza está entre os maiores laterais que passaram pela nosso time. Após sua triunfante atuação pela nossa LE, quem chega tem de jogar muita bola, pois toda a Nação cobra o padrão Ávine de excelência; todo moleque que sobe da base, além de apresentar bom futebol, também sofre a cobrança de representar o torcedor em campo, como Ávine fez de 2006 a 2016. 

Valeu Ávine, siga sua carreira e seja feliz, mas, no futuro, volte ao nosso Bahia para ensinar a molecada a magia dos seus dribles e a amar este clube como o torcedor.

 

 Reproduzo o post que publiquei na volta do Menino Maluquinho contra o Papão.

 

Quem se importa com a Copa do Brasil?


Na última quarta-feira, o Bahia foi eliminado na Copa do Brasil, em pleno Pituaço, pelo Paysandu. Mas, quem teve contato com um tricolor na quinta, seja pessoalmente, nas redes sociais, ou lendo comentários na Internet, não reparou tristeza, nem ouviu lamento, a turma tricolor era só alegria.
De fato, desde o início da semana, esta sensação já era esperada, pouco importava o resultado do jogo, ganhar, perder, passar de fase ou ser eliminado passaram a ser meros detalhes, o que importava era a volta de Ávine aos gramados. Anunciado entre os convocados para o jogo foi o assunto principal dos milhares de grupos tricolores, a preocupação que imperava era se ele entraria de primeira, se aguentaria 90 minutos, se sentiria o joelho, dúvidas e mais dúvidas, que só poderiam ser respondidas com o jogo. E veio o grande momento, Ávine perfilado entre os titulares na hora do hino e tendo seu nome gritado pela torcida, passava a ser a grande esperança de novamente termos um lateral esquerdo digno do Esquadrão.
Entretanto, para a nossa turma, Ávine representa muito mais do que isto, representa a esperança de termos novamente um torcedor em campo, um jogador identificado com o clube e, principalmente com a torcida, um líder dentro e fora do campo, ou seja, um ídolo de verdade.
Mas, quem é Ávine? Conhecido como o Menino Maluquinho, emergiu da base tricolor no nosso momento mais difícil, quando estávamos amargando o inferno da terceirona, junto com Danilo Rios, Rafael Bastos e Bruno César passaram a ser esperança tricolor de dias melhores. Como a história mostra, os três últimos não fizeram história no tricolor. Mas, o Menino Maluquinho sim, foi um dos principais jogadores na saída do inferno, marcando o 3º gol, por coincidência o último da antiga Fonte Nova, no jogo que praticamente definiu nossa subida; foi ao lado de Jael os principais jogadores da subida da 2ª para a primeira em 2010; em toda sua trajetória pela nossa lateral esquerda, o moleque abusou dos dribles, dos cruzamentos perfeitos e encheu a galera de alegria.
Só isto bastaria para entrar na história do clube e na memória da torcida, entretanto tudo isto é insignificante quando nos lembramos do drama vivido a partir de 2011, uma contusão no joelho o tirou de campo, foram anos de tratamento, cirurgias intermináveis, algumas tentativas frustradas de retorno, brigas com a diretoria, o lamento por não ter estado em campo em nosso título baiano de 2012, marcaram o período. Mas, a esperança sempre lá em cima, as entrevistas sempre com mensagens positivas para a torcida, o apoio da família e dos amigos, fizeram que o moleque aguentasse a barra e voltasse.
Este exemplo de superação teve seu primeiro capítulo na última quarta-feira. Dentro de campo, Muhammad Ávine foi um verdadeiro tricolor, garra, disposição e o bom futebol não faltaram. A bola na trave, em uma cobrança de falta no primeiro tempo, foi o momento apoteótico juntando a frustração do não gol, com a alegria de poder gritar, ÁVINE VOLTOU PORRA.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Era para ser uma festa, mas...

Durante todo o dia, o Facebook, o zap, e o Twitter foram inundados com mensagens do clube e da torcida do Bahia sobre o jogo contra o Orlando City. Todas as mensagens traziam a expectativa de uma grande festa e exaltavam a volta do Tricolor aos EUA. Assim como a Direção, a torcida esperava que este amistoso fosse a reabertura dos campos internacionais para o Esquadrão.

Contudo, se no campo do marketing, a Direção tricolor deu um show, na esfera esportiva  e política, foi de um amadorismo irresponsável, expondo o time ao ridículo de ser goleado por um time de segunda linha da MLS. Entendo que antes de fechar com os americanos, o Bahia deveria ter acordado com os russos da CBF e FBF, como diria Garrincha, um calendário adequado. O jogo contra o Colo-Colo deveria ter sido antecipado para o sábado, o contra o Confiança para terça no máximo quarta, para que os jogadores pudessem viajar e ter tempo para se recuperar antes do jogo. Se estas condições não fossem alcançadas, que não marcasse o jogo, a porta já estava aberta, era esperar uma nova oportunidade.

Com os 6x1 que tomamos, o amistoso serviu para fechar novamente as portas para nosso time; baixar a estima do time - o jogo contra o Confiança na quarta ganha uma importância que não tinha, passando a ser um termômetro de como os jogadores vão se recuperar desta goleada; e mais do que tudo, virou um motivo para a torcida e o clube serem zoados por um bom tempo.

Infelizmente, o que eu temia e expus no post "Amistoso nos EUA" aconteceu, era um risco jogar este amistoso com um time recheado de meninos e com os titulares exaustos, a chance de vexame existia e aconteceu.

Sobre o jogo, tenho pouco a falar, Doriva escalou o time pela primeira vez no ano com o esquema 4-2-3-1, o que é positivo, pois precisamos treinar alternativas ao esquema principal, mas o resultado não foi o esperado pelo técnico, Yuri e PR não conseguiram parar Kaká e Cia, tanto que no primeiro tempo, o Bahia já merecia sair perdendo. O segundo tempo, em especial o final, foi vergonhoso, estou tão puto que me falta palavras para descrever o que aconteceu, os gols dados por Hayner e Tinga foram típicos de fim de baba, aquele último já no escuro e com todo mundo pensando no chopp.

Chamou atenção a incapacidade da defesa do Bahia de anular o escanteio pela esquerda do City, além dos dois gols, foram criadas mais algumas chances sempre da mesma forma, bola no interior da pequena área, nossa zaga e goleiro batendo cabeça. Dos 6 gols que tomamos, nossos goleiros falharam em 3, nossos laterais em 2, e a zaga nos 6. Tomar 4 gols de zagueiro é foda.

Para piorar, enquanto o Bahia foi passear na Flórida, o Orlando City levou o jogo a sério, praticamente não alterou o time, e quando viu que tinha chance de golear, foi para cima e conseguiu seu intento.

De positivo, fica muito pouco, somente aprendizado, pois o jogo serviu para mostrar que: Jeanzinho e Cristiano ainda não estão pronto para integrar o elenco principal do Bahia; nosso banco precisa de reforços urgente em todas as posições e não somente na zaga; futebol é coisa séria, um amistoso pode custar muito caro para a história do time, infelizmente esta balaiada sempre será lembrada.

Prezado Presidente Marcelo Santana, o Senhor que sempre prega a importância do planejamento, no que está certíssimo, neste evento, se deixou levar pela empolgação e vaidade de levar o Bahia de volta aos gramados internacionais, e deixou de lado qualquer ensinamento teórico ou prático de planejamento esportivo, levando o Bahia a pagar um dos maiores vexames da sua história. Não se esqueça nunca que o Sr. administra o clube mais importante do NE do País, um clube bi-campeão brasileiro, um clube com uma imensa e apaixonada torcida que amanhã será motivo de chacota e se sentirá humilhada por um bom tempo, por isto mais respeito com esta instituição e com esta Nação de apaixonados. Minha vontade era terminar este post com um sonoro palavrão, mas por respeito à galera, ficarei só no VTNC MS.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Destaques do jogo: Bahia 2 x 0 Confiança

Quem acumulou? O time não jogou lá estas coisas, nem o jogo foi de encher os olhos, mas nos lances capitais, 3 jogadores se destacaram, HB e seu bom posicionamento na área, brocando duas vezes sem dificuldades; Luisinho com duas assistências precisas, a primeira fiquei em dúvida se ele quis chutar ou cruzar, mas o que interessa é que a bola chegou na medida para HB; e Tinga Molusco que iniciou as duas jogadas. O escolhido por este blog é Tinga Molusco, pela visão de jogo e precisão dos passes nos dois lances de gol, pela bela assistência para Luisinho no primeiro tempo, e pela estabilidade defensiva que deu a nossa lateral direita. Lembro que no momento da contratação de Tinga, fiz um post comentando que o vídeo do jogador não criou expectativa positiva sobre o mesmo, mas reconheço que nas 3 partidas disputadas, ele se mostrou melhor do que o esperado e vem se apresentando bem. Porém, são só 3 jogos, muito cedo para sacramentar se o Bahia acertou ou não na contratação do mesmo.

Quem ficou devendo? Como dito acima, o jogo não foi dos melhores, mas também passou longe de ser uma atuação vexaminosa, nenhum jogador se destacou negativamente em relação aos demais, Lomba quase falha numa bola, mas se recuperou; EJ, novamente, não foi um jogador vibrante e participativo, mas não se escondeu como em outras partidas; e ZéRo berto não foi nem sombra do efetivo atacante do último jogo.
Contudo, não escolherei nenhum dos jogadores, para mim neste início de ano quem está devendo é a Nação, talvez seja necessário um estudo sociológico para explicar o que vem acontecendo, pode ser desconfiança com o time; pode ser o preço do ingresso e da alimentação na Arena; dizem também que é a Arena não trata a torcida bem, mas mesmo sem nunca ter ido na nova Fonte (crime imperdoável), duvido que as condições sejam piores do que antigamente, para quem não frequentou a antiga Fonte, os banheiros eram as próprias arquibancadas, as filas para comprar ingresso eram quilométricas, a alimentação uma bela porcaria, chuva de garrafa e mijo aconteciam de vez em quando, mesmo assim 30.000 pessoas era o público médio do Tricolor; ou fatores extracampo como horário do jogo, transporte, violência ou o excesso de canais a cabo passando futebol o dia todo, todo dia.

Como visto, não tenho a menor ideia da causa, só sei que estamos virando uma torcida virtual, estamos ficando bons mesmo é de cantar de galo no Zap, no Twitter e no Face, mas ir ao campo apoiar o time está ficando no passado. Como disse Popó no comentário do post anterior, a torcida está puta com a Fonte Nova, talvez em Pituaço a torcida aparecesse, então que se faça um teste. O que não pode é o torcedor não ir, ou pior, ir para vaiar o time ainda no primeiro tempo, e depois ficar na Internet cobrando reforços e mais reforços e criticando a tudo e a todos. 

Não é de hoje que venho questionando a postura da torcida do Bahia, neste blog na seção A Nação todos os posts são sobre nossa turma, reconhecendo seu valor e sua garra, mas criticando e cobrando quando necessário.

Encerro com as palavras do Brocador:

Aproveitando, queria que o torcedor comparecesse e apoiasse a equipe. Tem que cobrar, mas aos 30 do primeiro tempo é cedo. A torcida precisa estar com os jogadores”

100% no post 100

Nada melhor do que chegar no post 100 do Sobahêa com o Bahia tendo 100% de aproveitamento nos jogos oficiais do ano, são 18 pontos em 18 disputados, 6 triunfos em 6 jogos, liderança nos dois torneios, e, me arrisco a dizer, único time do País com esta performance. Claro que é cedo para tanto otimismo, mas torcer é isto, tem mais é que tirar onda quando se está por cima da carne seca.

Voltando a por o pé no chão, o time ainda não empolga e nem transmite a segurança necessária, mas continua numa crescente, adquirindo cada vez mais entrosamento e confiança, os jogadores se conhecem cada vez mais e o esquema se encaixa aos poucos. Só para provocar os reclamões de plantão, qual a chance de gol criada pelo Confiança hoje? Só lembro da quase falha de Lomba.

Sobre o jogo, o time demorou uns 10 minutos para acordar, até os 12 minutos já eram 3 chutões (alguns chamam de lançamento) da zaga para o ataque, nem um deu em nada. Não culpo Gustavo e Róbson, para mim, os culpados foram Feijão, DP e Juninho que não davam opção de jogo aos zagueiros, com os laterais marcados, só restavam os bicos para frente. Após uma braga de JP, recuou na podre, e Feijão, afastou mal, o time se ligou, os meias e laterais começaram a aparecer na saída de bola, e conseguimos colocar a bola no chão. Entretanto, nossa primeira chance veio num lateral de Tinga, que passou por EJ e Juninho não conseguiu concluir. Logo na sequência, num bom cruzamento de Tinga, Luisinho isolou por cima da meta. Apesar de termos o domínio do jogo e tocarmos a bola com certa tranquilidade, os erros de passe e os cruzamentos errados não nos deixaram criar grandes chances de gol.

Destaco que cada jogo que passa fica mais evidente a diferença entre nossos dois meias, enquanto Juninho é um jogador mais clássico, quem corre é a bola, DP é mais transpiração e movimentação, o que é positivo, pois os dois se complementam e o time pode alternar as jogadas. O certo é que nosso lado direito já mostra um entrosamento interessante com Tinga, DP e Luisinho, com ultrapassagens e triangulações que começam a render frutos. Enquanto nosso lado esquerdo, formado por JP, Juninho e EJ, ainda está engatinhando.

E foi justamente pelo lado direito que surgiram os dois gols, a narração serve para ambos, Tinga Molusco enfia a bola para Luisinho por trás da defesa, Luisinho toca e HB marca no seu velho estilo, grande posicionamento na área só empurrando a bola para o gol.


O jogo foi tranquilo, o adversário não nos deu trabalho, mas precisamos criar mais, hoje as chances de gol foram poucas, ainda bem que fomos efetivos. Encerrando, não gostei da proteção da zaga na partida de hoje, em alguns lances os meias do Confiança chegaram livres na frente da nossa área, Feijão não foi o mesmo dos últimos. Pela última substituição que fez, PR no lugar de EJ, acho que Doriva também notou esta deficiência no time e reforçou a marcação naquele setor do campo.

Encerrando, entendo que a torcida está chateada com o fracasso no final da Série B do ano passado, também estou, mas não justifica a ausência do torcedor no estádio e o negativismo que vemos nas redes sociais. Já estou até imaginando a porra quando perdermos a primeira.  Mas, enquanto isto não acontece BBMP.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O Brasil na Libertadores: 2 em 1



Após publicar um post sobre o são Paulo, hoje, o alvo será o famoso Galo das Alterosas, time com torcida apaixonada como a tricolor e de história cheia de glórias e percalços como a nossa.

Vi o primeiro tempo contra o Melgar e o jogo completo contra o Independiente Del Valle. Nas duas partidas, o Galo fez um bom primeiro tempo, quando marcou seus gols e decidiu os jogos, mas caiu muito de produção na 2ª etapa.

Sobre o time, o Atlético tem um bom elenco com peças importantes de reposição, em especial do meio para frente. Quase todo o time principal tem passagens pelas seleções nacionais. Quando não está com a posse de bola, costuma atuar no 4-2-3-1, apertando o adversário na saída de bola, com suas 4 linhas avançadas (imagem a seguir) e recuando de forma compacta quando é atacado. O ponto fraco defensivamente é o lado direito, Marcos Rocha sobe muito, e Leonardo Silva, excelente nas bolas aéreas no ataque, não consegue cobrir a lateral de forma eficaz.



Quando tem a posse de bola, o Galo passa para um 2-4-3-1 e, muitas vezes para o 2-2-5-1, com os laterais ultrapassando a primeira linha de ataque. Independentemente do esquema ofensivo adotado, o que mais chama atenção na equipe atleticana é a constante movimentação dos atletas e o passe rápido e sempre com a bola no chão, bola aérea só quando Léo Silva está na área ofensiva. Leandro Donizete - destoa tecnicamente do restante da equipe, mas é importante na marcação e volume de jogo- e Rafael Carioca formam a primeira linha de ataque, sendo os responsáveis por fazer a bola chegar ao trio Luan, Cazares, e Patrick (futuramente Robinho). O último, o mais limitado dos 3, fica mais fixo pela esquerda, entretanto tem um jogada muito forte que é a infiltração fazendo a diagonal de fora para dentro, o que foi bastante usado no primeiro jogo, inclusive com gol; os dois primeiros não guardam posição, se revezam na direita e centro, sempre com muita velocidade no deslocamento e nos passes. A última linha formada por Pratos também tem muita movimentação, o atacante se desloca sempre para as laterais da área (não para as laterais do campo) e é fatal dentro dela, chama atenção que várias vezes, ele sai da área atraindo a zaga e abrindo espaço para os três do meio, foi assim o gol de Patrick  contra o Melgar. 

Reparem na imagem abaixo (lance do primeiro gol contra o Melgar), que mesmo jogando fora de casa, o Galo atacou com 8 jogadores, o que acabou resultando em espaço para a excelente finalização de Rafael Carioca.




Infelizmente, para a torcida atleticana, o descrito até o momento acontece somente no primeiro tempo dos jogos, no segundo o time recua mais e a movimentação no ataque cai muito.

Vamos ao jogo de ontem, antes de falar do time, cabe enaltecer o show dado pela torcida no primeiro tempo, entoando cantos e ajudando o time pressionar o adversário, porém, assim como o time, no segundo tempo, a torcida deu uma "broxada", só voltando a soltar a voz no final do jogo. O galo começou arrasador, logo aos 4 minutos, Marcos Rocha fez um cruzamento de manual para a conclusão de Lucas Prato que se posicionou muito bem entre os dois zagueiros (imagem a seguir).




Até os 20 minutos, o Galo pressionou e poderia ter marcado mais, só numa sequência de lances aos 15 minutos, foram 3 chances desperdiçadas, destaque para a jogada ensaiada no escanteio entre Cazares, o destaque do jogo, e Douglas Santos. Vejam que no início da jogada, DS está parado na intermediária adversária, sem chamar a atenção, se deslocando rapidamente, chegou livre na entrada da área para concluir a jogada.




Até os 30 minutos, quando o Independiente, teve a primeira chance nas costas de Marcos Rocha, o Galo só tinha dado dois vacilos em saída de bolas displicentes dos dois volantes. Entendo que o Atlético poderia ter aproveitado o embalo do primeiro tempo para marcar mais gols, mas me passou a impressão que os jogadores achavam que poderiam marcar quando quisessem e puxaram o freio de mão.

O segundo tempo foi bem diferente, os equatorianos melhoraram a marcação e com isto recuperavam e ficavam mais com a posse de bola, criando inclusive algumas chances, em uma delas, Vítor salvou o time. Por sua vez, o Galo continuava na mesma toada do final do primeiro tempo, para piorar a situação, o trio de meias sumiu em campo, só Cazares continuava aparecendo mas bem menos do que no primeiro tempo, sendo substituído equivocadamente por Robinho. O Rei das Pedaladas entrou bem, como de costume correu, pedalou e nada, mas mostrou muita vontade e poderá render frutos sua parceria com Cazares.

 É isto, como em breve, o Tricolor de Aço retornará à Libertadores, estou de olho para ver o que nos espera.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Amistoso nos EUA

Grande sacada do setor de marketing tricolor, jogar nos EUA, país com mercado consumidor gigante, no qual o soccer vem ganhando cada vez mais espaço tem muito a acrescentar em termos de mercado e valorização da marca ao tricolor, quem sabe não se abre uma ponte para uma parceria entre o Bahia e o Orlando City, incluindo intercâmbio de atletas da base, possibilidade que deve ser explorada pela direção tricolor. A ida do Robô do Baêa, também foi acertada, com certeza chamará muita atenção na entrada do time em campo.

Por outro lado, tecnicamente este amistoso é uma furada, pois será uma  viagem desgastante, alguns atletas, o time principal, viajará na madrugada da sexta para jogar no sábado; parte do elenco atuará na quinta e no sábado, 48 horas de intervalo; quebra o ritmo de competição, pois amistoso é sempre disputado num ritmo mais lento; corremos o risco, por causa do cansaço do time titular e da utilização forçada dos garotos, de deixar uma péssima impressão em campo; por fim, não acrescenta nada para ganho de ritmo e entrosamento do time, e ainda vai desgastar bastante o elenco, espero que não a ponto de perdermos o fio da meada.

Porém, o ponto mais importante deste amistoso passa longe dos ganhos de mercado e do campo de jogo, mas influencia diretamente nos dois. A nossa fragilidade política junto a FBF e CBF foi, simplesmente, escancarada, o que estão fazendo com o Bahia, é no mínimo putaria, nada justifica a manutenção do jogo contra o Confiança na quinta-feira, poderia tranquilamente ser antecipado para a quarta; colocar dois jogos no mesmo dia e horário é criminoso, um poderia ser na terça outro na quinta, estava resolvido o problema, mas não, teremos de jogar os dois na quarta, se f... os atletas e a torcida; tudo poderia ser resolvido se o Bahia só estreasse na Copa do Brasil em abril, como boa parte dos times fará, porém estrearemos dia 16, quando só acontecerão dois jogos. Poucas vezes falo dos bastidores políticos do futebol aqui no blog, pois é um assunto chato e, sobretudo, nojento, prefiro me concentrar na bola rolando, mas o que fizeram com o Bahia foi sacanagem.

A Direção tricolor tem de abrir os olhos, as coisas poderão se complicar na Série B, aí não tenho salário em dia, jogadores nível Série A, sócio torcedor, campanha de marketing, ou nosso robô para nos salvar do que estão preparando para nosso time. Sem querer levantar falsas acusações, entendo que o Bahia paga o preço de querer ousar e procurar uma divisão de recursos mais justas entre os times, enfrentando uma parceria antiga e "vitoriosa" entre a CBF e a sua principal parceira. Abre o olho MS, senão você e o Bahia serão engolidos. A grande questão que fica é, a Nação terá paciência para aguentar o tranco ou pedirá a cabeça do técnico, jogadores e finalmente da Direção?

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

O jogo a que assisti (Bahia x Colo Colo)

Prezados tricolores, reproduzo o texto de  Joca Neri – Membro da Embaixada Tricolor de Aracaju, sobre o jogo contra o Colo-Colo.

Para conhecer mais textos de Joca, acessem http://embaixadatricoloraracaju.com.br/

Meus amigos,

“A sorte me acompanha, tenho corpo fechado à inveja, a intriga não me amarra os pés, sou imune ao mau-olhado” (Jorge Amado, in “Navegação de Cabotagem”).
Nada mais justo que homenagear aquele que divulgou e imortalizou a aprazível cidade litorânea de Ilhéus/BA, palco onde se realizou a partida de futebol entre o Colo-Colo e o Bahia.
Pena que a partida em si, o estádio, o gramado, a FBF, o trio de árbitros, os comentários televisivos (…) não merecem tamanha homenagem. Jorge Amado deve estar se revirando no túmulo de tanta vergonha, ou não, acostumado que era a criar e conviver com todo o tipo de personagem, a quem dava vida, em suas belíssimas obras.
Pois é, o jogo não foi bom.
Apesar de movimentado, pela quantidade de gols se extrai, a qualidade da partida deixou a desejar. Jogo truncado, recheado de faltas, muitas bolas aéreas, ligação direta e algumas trombadas. Erros grotescos de arbitragem. Gramado péssimo. Não era jogo para uma equipe mais técnica como a do Bahia, contudo prevaleceu a melhor qualidade técnica dos jogadores, com uma boa pitada de sorte.
Um horror de arbitragem. Quase complicou o jogo modificando o resultado final da partida.
Não gosto muito de falar de arbitragem, mas é impossível não comentar sobre tal. Somente no primeiro tempo, um assistente nominado Bregalda, este sobrenome me lembra um árbitro muito ruim de décadas passadas, que vivia fora de forma física, do Rio de Janeiro, chamado de Pedro Bregalda. Capaz até mesmo de ser parente. O xará da Bahia (nem sei se é da Bahia mesmo) assinalou três impedimentos inexistentes em claro prejuízo ao Esporte Clube Bahia. Afirmo sem medo de errar, pois vi e revi os lances, em câmera lenta e parada, para verificar o posicionamento de quem fez a recepção dos lances e o momento exato dos lançamentos. Fez mais, fez vistas grossas à falta sofrida por Luisinho, bem embaixo de seu nariz, além de ter marcado uma saída de bola inexistente em contra-ataque puxado por pelo lateral Tinga. Não satisfeito com tudo isso, podem observar, a sua visão de “lince” só não serviu para detectar irregularidade no gol de empate da equipe ilheense, posto encontrar-se em posição irregular, no lance havia dois jogadores impedidos, incluindo o zagueiro que fez o gol.
O árbitro central, para ser castigado, ainda que Jorge Amado tenha afirmado não acreditar em mau-olhado, foi quem, involuntariamente, deu o passe para que Rômulo acertasse o cruzamento para o segundo gol do zagueiro Robson (em tarde inspirada e feliz), como a compensar pelo pênalti ridiculamente assinalado em desfavor do Tricolor de Aço.
Frise-se que a invencionice do péssimo árbitro  (já observei muitas lambanças dele pelo Brasil afora, mas que, inexplicavelmente, continua a merecer a confiança da CBF) estaria a prejudicar não apenas o clube, mas também a atuação do jovem defensor Robson que fez o corte limpo, na bola.
Dessa vez, desculpe-me, Jorge, o mau-olhado do torcedor tricolor funcionou.
Para finalizar sobre a arbitragem, no segundo tempo, com o jogo em 2 x 0, desta feita, o outro assistente – o menos irregular do trio – assinalou espantosamente um impedimento do atacante do esquadrão, o qual partiu sozinho em direção ao gol, quase da linha que divide o campo, porém, ao receber a bola, estava posicionado bem atrás do zagueiro adversário.
Embora faça um esforço para entendê-la como um mero acaso ou infelicidade desse trio de arbitragem, a atuação deve ser duramente contestada pelo Esporte Clube Bahia junto à Federação Baiana de Futebol. Em sendo a partida contra uma equipe mais forte, contra o nosso rival, por exemplo, o Esporte Clube Vitória, uma arbitragem desse tipo pode destruir todo o trabalho de uma temporada.
Enfim, indecente a arbitragem. Não há como enxergar de outra maneira.
Quanto ao futebol e à qualidade do jogo.
O Bahia voltou a desenvolver um futebol apenas razoável, pois salvo pela qualidade de alguns jogadores e pela atuação destacadas de outros atletas. Como que por obra do destino, dois dos mais contestados atletas que ascenderam da base: Robson e Zé Roberto.
Dessa feita, porém, posso relacionar vários fatores que, entendo, prejudicaram sobremaneira a atuação do conjunto, a iniciar pelas péssimas condições do gramado, como se pudéssemos chamar aquilo de gramado.
Na verdade, um pasto, como o que temos visto nos estádios onde se pratica futebol no interior da Bahia. Uma vergonha. A bola lá quica, não corre livremente. Impossível a prática do futebol de qualidade ali. O toque de bola, que já estávamos percebendo no Bahia de Doriva, deixou de existir. Um pasto desses consegue nivelar por baixo as equipes.
O outro fato impeditivo da prática do bom futebol já foi exaustivamente comentado em tópico específico, logo acima: a arbitragem.
Os constantes erros praticados em face do Tricolor de Aço não permitiam que o Bahia encontrasse e jogasse seu melhor futebol. Some-se a tudo isso a ausência do perigosíssimo atacante Hernane, o Brocador, embora o seu substituto, Zé Roberto, tenha realizado uma excelente partida.
Por outro lado, a destacar a grata surpresa pela atuação individual de alguns jogadores.
Chamou-me a atenção especialmente a de dois atletas oriundos da base, mas que, amiúde, vêm (ou vinha) sendo duramente criticados por boa parte da torcida tricolor. Trata-se dos atletas oriundos da base: Zé Roberto e Robson.
Quem já não mais esperava de Zé Roberto – com suas inúmeras e incontáveis chances de mostrar algo, porém sempre a decepcionar – imagino, deva ter ficado satisfeito com a atuação dele no dia de ontem, ainda mais porque substituía um dos mais importantes jogadores do elenco, Hernane, o Brocador.
Até os 20 minutos iniciais, mostrou-se apagado. A partir daí parece ter acordado, pois até o final do primeiro tempo já havia executado quatro ou cinco lances importantíssimos não apenas para o resultado, mas para atuação do time e sua própria, a saber:
-No primeiro lance, em jogada rápida pela direita, livrou-se do defensor e bateu para o gol, com o arqueiro adversário fazendo uma bela defesa.
-No segundo lance, colocou Luisinho em posição clara de gol, que finalizou, indo a bola chocar-se contra o travessão superior do arqueiro do Colo-Colo.
-No terceiro, executou papel de verdadeiro atacante que joga de costas para o gol, como um pivô no Futsal, servindo o bom atacante Luisinho que, desta feita, não perdoou, marcando o seu 2º gol com a camisa tricolor, mas sem que, antes, o Bigode tenha deixado de executar um belo drible no zagueiro.
-No quarto lance, preferiu o arremate de fora da área ao passe. Recebeu de Juninho uma bela bola. Livrou-se do zagueiro e chutou para o gol, colocado, que visava a parte superior da meta do Colo-Colo. Talvez, um lance de individualidade, pois poderia ter passado para Luisinho, mas diante de tantas bolas que serviu para consagrar outros jogadores (Luisinho e Edigar), entendeu que tinha o direito. E acho que tinha.
-No quinto, deixou Edigar Júnior, na cara do gol, que não teve a categoria necessária (a frieza de um Romário, por exemplo) para encobrir o goleiro. Ainda teve oportunidade para deixar Edigar, mais uma vez, em excelente oportunidade para marcar, tendo este novamente desperdiçado a chance.
Furado o bloqueio da equipe da terra de Gabriela e do cacau, Zé Roberto recomeça a sua odisséia na temporada. Ontem, sob nova ótica, pois se mostrou mais confiante. Partiu para praticar mais peripécias contra a defesa adversária. Com uma visão de jogo mais apurada, esquecendo-se, momentaneamente, da característica individualidade, fez-se mais importante para equipe, para o conjunto, apesar de alguns deslizes. Como fato negativo, nomeio o lance bobo em jogada de ataque, sem qualquer perigo, em que cometeu infração, do mesmo modo, desnecessária. Findou por levar um cartão igualmente bobo. Aliás, ele é vezeiro em tomar cartões desnecessários. Faça-se um alerta.
Em suma, Zé Roberto, com uma inesperada, mas excelente apresentação, tornou-se um dos maiores destaques da partida.
Outra surpresa agradabilíssima foi a atuação do zagueiro Robson.
Não digo apenas pelos gols que proporcionaram o triunfo do Bahia, mas pela atuação em si, sem falhas. Bem que o árbitro central tentou prejudicá-lo ao assinalar um pretenso pênalti cometido pelo criticado defensor, pois este fora limpo na bola, tendo desviado a bola e o atacante simulado o penal. O árbitro estava bem perto do lance, porém, para surpresa geral, resolveu punir o Bahia e o zagueiro com a marcação indevida da penalidade.
Para fechar com chave de ouro a sua atuação, o zagueiro ainda fez dois gols. Coisa rara de se ver no futebol, um defensor marcar dois gols em apenas uma partida. Oxalá consiga recuperar a confiança que tinha ao ser lançado nos profissionais.
Parabéns aos dois atletas da base que ontem, finalmente, fizeram boas apresentações.
Com relação ao jogo em si, os momentos acima relacionados, já podem traduzir que, mesmo sendo uma partida sofrível, teve o domínio quase que completo do Esquadrão de Aço. Foram muitas chances perdidas, especialmente pelo atacante Edigar júnior. Uma bola na trave e vários impedimentos mal marcados que implicavam em reais chances de gols.
Não pode passar ao largo um fato, corriqueiro no Bahia, mas que preocupa. Frise-se, o Bahia parece não conseguir jogar contra uma equipe inferiorizada numericamente. A equipe cai de produção vertiginosamente. Incrível como isso acontece. O Bahia vencia por dois gols de diferença, mas não conseguia emplacar contra-ataques estando nessa situação.
Deve ser corrigido urgentemente, caso contrário, vamos torcer para que jogador adversário não seja excluído do jogo. A pressão do adversário se inicia a partir da inferioridade numérica. Ainda que tenha havido irregularidade nos lances de gols tomados, trata-se de fragilidade que fica exposta.
O pênalti mal marcado foi crucial para que o Bahia se perdesse em campo.
Por seu turno, o gol de empate, além de também irregular, contou com a falha do volante do Danilo Pires que rebateu muito mal a bola cruzada, devolvendo-a ao adversário. Friso que o volante em questão, na tarde de ontem, estava muito pouco inspirado. Desligado, visivelmente fora de jogo. Foi bem substituído.
As substituições, por sua vez, não surtiram o efeito esperado, ainda que Rômulo tenha sido o assistente, todavia foi lance de pura sorte, uma vez que a bola lhe foi devolvida pelo árbitro, involuntariamente. Não entendo, todavia, que as substituições foram errôneas. Ao contrário, os substituídos mereceram sair, com exceção de Juninho, creio que este poupado, para a entrada de Rômulo. Danilo Pires e Edigar Júnior em jornadas infelizes. O segundo – Edigar Júnior – até que se apresentou para o jogo, recebeu várias bolas, mas desperdiçou incríveis oportunidades de “matar” o jogo. Se  quiser um lugar ao sol, que treine bastante finalização, pois um atacante não sobrevive com tantos gols perdidos.
O final do jogo nos fez lembrar tempos áureos, quando se ouvia junto ao grito de gol, marcado aos 49’ do tempo derradeiro, interjeições de alívio e gritos de alegria. Implosão da raiva contida diante da desastrosa arbitragem. Mas não se pode comemorar muito um jogo que estava nas mãos e quase o entregou de bandeja.
Em resumo, apesar de um jogo ruim, foi bem movimentado.
Valeu pelo resultado e pela qualidade individual de alguns atletas.
Permissão apenas para pensar nos três pontos; na manutenção da liderança isolada; na tranqüilidade que vai ter para viajar aos EUA e participar de uma partida amistosa contra a equipe de Kaká, o Orlando City.
Na oportunidade, vamos ensinar aos americanos o nosso grito de guerra já anunciado ao mundo e, quem sabe, convencer Kaká a vir jogar no glorioso Tricolor de Aço (Rss). Bem, se pretenderem uma tradução literal do grito, ou uma versão da baianidade, poder-se-ia ensinar aos gringos: “C’mon Baêa My Blood” ou “C’mon Baêa Cum of Mine” ou ”Let’s go, Baêa, My Squad”, todavia, se soar estranho,  simplesmente, ensinamo-los a pronunciar, em bom “baianês”, a nossa marca registrada:
BORA BAÊA MINHA PORRA!
Enfim, vamos às avaliações individuais:

Marcelo Lomba
Sem culpa nos gols levados. Uma bela saída por cima do zagueiro e outra boa defesa. Tem se mostrado mais ativo nas saídas de bola.

Nota: 7,0
Tinga
Ele já havia estreado muito bem na partida anterior com boas investidas pelo seu lado, além de uma boa marcação e assistência para gol. Um pouco diferente neste jogo, todavia observei um detalhe que me impressionou sobremodo. Trata-se de posicionamento como um volante quando a bola está do lado inverso ou partiu para o contra-ataque. Os laterais que o antecederam não conseguiam fazer esse papel. Talvez seja o dedo do treinador, mas gostei de ver exercendo essa função. Forte na marcação. O jogo truncado não o ajudou no apoio. Boa atuação.

Nota: 7,5
Robson
Uma partida que ele jamais esquecerá. Injustiçado pelo árbitro em razão da marcação equivocada de um penal não cometido, pois foi limpo na bola. Não cometeu erros. Para coroar sua atuação, fez dois gols que deram o triunfo ao tricolor.

Nota: 10,0
Gustavo

Não foi tão bem quanto seu companheiro, mas também não foi mal. Fez algumas ligações diretas. Experiente, mas não soube esfriar o jogo quando deveria. Partida razoável. Não comprometeu.

Nota: 6,0
Moisés

Como estréia e jogo em campo ruim não decepcionou. Foi bem na marcação e alguns lampejos no apoio. Não comprometeu. Aguardemos mais jogos em campos decentes. Deu mostras de que pode ser útil. Discreto.

Nota: 6,0

Feijão

No jogo anterior, foi excelente. Nesse jogo notou-se um decréscimo na produção, mas sem comprometer no futebol. Foi mais faltoso, além de ter errado alguns passes. Ainda assim, foi superior ao seu companheiro de volância, Danilo Pires. Forte na marcação. Importante.

Nota: 7,0

Danilo Pires

Como já comentado no bojo do texto, partida apagada. Fora de ritmo. Sem muita disposição. Foi substituído com razão. E ainda foi quem rebateu mal a bola na área para o gol do empate. Espero que se condicione melhor para os próximos jogos, caso contrário, Gustavo está no encalço que, aliás, além da bela atuação no jogo anterior, entrou muito bem ontem.
Nota: 3,0
Juninho

Típico do jogador que sente demais o gramado ruim. Jogador técnico e de boa bola parada. Quase fez um golaço, mas não chegou a atuar tão bem quanto em partidas anteriores. Bola parada mais uma vez resolvendo. Cobrança de escanteio e gol de Robson.
Nota: 6,0

Zé Roberto

Até os 20 minutos iniciais estava escondido no jogo até que, finalmente, nasceu para o jogo e nasceu nova esperança. A torcida já bem desconfiada por tantas oportunidades desperdiçadas, imagino, está demorando em deglutir a belíssima atuação do jovem Zé Roberto. Claro que um joga apenas não garante o sucesso, mas pode dar um alento, confiança ao próprio jogador. É da base, se der certo, será ótimo para o Bahia. Uma atuação excelente. Serviu aos companheiros como quase nunca vemos; finalizou; fez papel de pivô e de meia. Muito boa a atuação. Merece o destaque. Ressalva apenas quanto ao comportamento infantil. Leva cartão amarelo quase todo o jogo, contudo não retira a condição de destaque. Ontem fez por merecer.
Nota: 9.0

Substitutos:

Luisinho

Jogador vibrante. Recuperado da tristeza que o abateu nos últimos dias, fez uma partida muito boa. Aguerrdiido, finalizador, driblador, cavador de faltas. Fez gol, infernizou a defesa adversária e ainda teve fôlego para ajudar na marcação.

Nota – 9,0

Edigar Júnior

Não reputo a sua atuação como muito ruim. Apareceu para os lances e demonstrou muita disposição, todavia foi somente isso. Demonstrou ter dificuldades para finalizar. Um atacante que desperdiça muitas chances, fatalmente perde o lugar ao sol. Ainda mais que Zé Roberto, o concorrente direto, no dia de ontem jogou muito.

Nota – 4,0

Substitutos

Rômulo

Não havia demonstrado nada até então. Um escanteio e a volta da bola em um passe involuntário do árbitro. Dessa vez, cruzou na medida. Valeu pela assistência.
Nota: 6,0
Gustavo Blanco

Entrou no decorrer do jogo em lugar de Danilo Pires. Entrou bem. Fez boas jogadas pela direita. Passou com um pouquinho de força para Edigar Júnior, em excelente jogada pela direita. Lutou
Nota: 6,0
Doriva

Mostra coerência nas substituições. Vê-se que o time tem treinado defensivamente. Fica na média do grupo.

Nota: 6,5
 Joca Neri – Membro da Embaixada Tricolor de Aracaju