Marca SóBahêa

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domingo, 28 de fevereiro de 2016

Era para ser uma festa, mas...

Durante todo o dia, o Facebook, o zap, e o Twitter foram inundados com mensagens do clube e da torcida do Bahia sobre o jogo contra o Orlando City. Todas as mensagens traziam a expectativa de uma grande festa e exaltavam a volta do Tricolor aos EUA. Assim como a Direção, a torcida esperava que este amistoso fosse a reabertura dos campos internacionais para o Esquadrão.

Contudo, se no campo do marketing, a Direção tricolor deu um show, na esfera esportiva  e política, foi de um amadorismo irresponsável, expondo o time ao ridículo de ser goleado por um time de segunda linha da MLS. Entendo que antes de fechar com os americanos, o Bahia deveria ter acordado com os russos da CBF e FBF, como diria Garrincha, um calendário adequado. O jogo contra o Colo-Colo deveria ter sido antecipado para o sábado, o contra o Confiança para terça no máximo quarta, para que os jogadores pudessem viajar e ter tempo para se recuperar antes do jogo. Se estas condições não fossem alcançadas, que não marcasse o jogo, a porta já estava aberta, era esperar uma nova oportunidade.

Com os 6x1 que tomamos, o amistoso serviu para fechar novamente as portas para nosso time; baixar a estima do time - o jogo contra o Confiança na quarta ganha uma importância que não tinha, passando a ser um termômetro de como os jogadores vão se recuperar desta goleada; e mais do que tudo, virou um motivo para a torcida e o clube serem zoados por um bom tempo.

Infelizmente, o que eu temia e expus no post "Amistoso nos EUA" aconteceu, era um risco jogar este amistoso com um time recheado de meninos e com os titulares exaustos, a chance de vexame existia e aconteceu.

Sobre o jogo, tenho pouco a falar, Doriva escalou o time pela primeira vez no ano com o esquema 4-2-3-1, o que é positivo, pois precisamos treinar alternativas ao esquema principal, mas o resultado não foi o esperado pelo técnico, Yuri e PR não conseguiram parar Kaká e Cia, tanto que no primeiro tempo, o Bahia já merecia sair perdendo. O segundo tempo, em especial o final, foi vergonhoso, estou tão puto que me falta palavras para descrever o que aconteceu, os gols dados por Hayner e Tinga foram típicos de fim de baba, aquele último já no escuro e com todo mundo pensando no chopp.

Chamou atenção a incapacidade da defesa do Bahia de anular o escanteio pela esquerda do City, além dos dois gols, foram criadas mais algumas chances sempre da mesma forma, bola no interior da pequena área, nossa zaga e goleiro batendo cabeça. Dos 6 gols que tomamos, nossos goleiros falharam em 3, nossos laterais em 2, e a zaga nos 6. Tomar 4 gols de zagueiro é foda.

Para piorar, enquanto o Bahia foi passear na Flórida, o Orlando City levou o jogo a sério, praticamente não alterou o time, e quando viu que tinha chance de golear, foi para cima e conseguiu seu intento.

De positivo, fica muito pouco, somente aprendizado, pois o jogo serviu para mostrar que: Jeanzinho e Cristiano ainda não estão pronto para integrar o elenco principal do Bahia; nosso banco precisa de reforços urgente em todas as posições e não somente na zaga; futebol é coisa séria, um amistoso pode custar muito caro para a história do time, infelizmente esta balaiada sempre será lembrada.

Prezado Presidente Marcelo Santana, o Senhor que sempre prega a importância do planejamento, no que está certíssimo, neste evento, se deixou levar pela empolgação e vaidade de levar o Bahia de volta aos gramados internacionais, e deixou de lado qualquer ensinamento teórico ou prático de planejamento esportivo, levando o Bahia a pagar um dos maiores vexames da sua história. Não se esqueça nunca que o Sr. administra o clube mais importante do NE do País, um clube bi-campeão brasileiro, um clube com uma imensa e apaixonada torcida que amanhã será motivo de chacota e se sentirá humilhada por um bom tempo, por isto mais respeito com esta instituição e com esta Nação de apaixonados. Minha vontade era terminar este post com um sonoro palavrão, mas por respeito à galera, ficarei só no VTNC MS.

Um comentário:

  1. Já que tem mensagem para o presidente (tomara que ele leia) complemento: O caminho adequado para divulgar a marca mundialmente é ganhar a libertadores. O fiasco expôs o lado fraco de jornalistas e administradores que se propõem a fazer futebol. Maxi e Valongo devem ter se acabado de rir assistindo a partida (esses dois deveriam estar lá, mostrando se sabem jogar bola)... Lembre presidente, do seu fiasco no ano passado e tente aprender com os erros.

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