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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

O Brasil na Libertadores: 2 em 1



Após publicar um post sobre o são Paulo, hoje, o alvo será o famoso Galo das Alterosas, time com torcida apaixonada como a tricolor e de história cheia de glórias e percalços como a nossa.

Vi o primeiro tempo contra o Melgar e o jogo completo contra o Independiente Del Valle. Nas duas partidas, o Galo fez um bom primeiro tempo, quando marcou seus gols e decidiu os jogos, mas caiu muito de produção na 2ª etapa.

Sobre o time, o Atlético tem um bom elenco com peças importantes de reposição, em especial do meio para frente. Quase todo o time principal tem passagens pelas seleções nacionais. Quando não está com a posse de bola, costuma atuar no 4-2-3-1, apertando o adversário na saída de bola, com suas 4 linhas avançadas (imagem a seguir) e recuando de forma compacta quando é atacado. O ponto fraco defensivamente é o lado direito, Marcos Rocha sobe muito, e Leonardo Silva, excelente nas bolas aéreas no ataque, não consegue cobrir a lateral de forma eficaz.



Quando tem a posse de bola, o Galo passa para um 2-4-3-1 e, muitas vezes para o 2-2-5-1, com os laterais ultrapassando a primeira linha de ataque. Independentemente do esquema ofensivo adotado, o que mais chama atenção na equipe atleticana é a constante movimentação dos atletas e o passe rápido e sempre com a bola no chão, bola aérea só quando Léo Silva está na área ofensiva. Leandro Donizete - destoa tecnicamente do restante da equipe, mas é importante na marcação e volume de jogo- e Rafael Carioca formam a primeira linha de ataque, sendo os responsáveis por fazer a bola chegar ao trio Luan, Cazares, e Patrick (futuramente Robinho). O último, o mais limitado dos 3, fica mais fixo pela esquerda, entretanto tem um jogada muito forte que é a infiltração fazendo a diagonal de fora para dentro, o que foi bastante usado no primeiro jogo, inclusive com gol; os dois primeiros não guardam posição, se revezam na direita e centro, sempre com muita velocidade no deslocamento e nos passes. A última linha formada por Pratos também tem muita movimentação, o atacante se desloca sempre para as laterais da área (não para as laterais do campo) e é fatal dentro dela, chama atenção que várias vezes, ele sai da área atraindo a zaga e abrindo espaço para os três do meio, foi assim o gol de Patrick  contra o Melgar. 

Reparem na imagem abaixo (lance do primeiro gol contra o Melgar), que mesmo jogando fora de casa, o Galo atacou com 8 jogadores, o que acabou resultando em espaço para a excelente finalização de Rafael Carioca.




Infelizmente, para a torcida atleticana, o descrito até o momento acontece somente no primeiro tempo dos jogos, no segundo o time recua mais e a movimentação no ataque cai muito.

Vamos ao jogo de ontem, antes de falar do time, cabe enaltecer o show dado pela torcida no primeiro tempo, entoando cantos e ajudando o time pressionar o adversário, porém, assim como o time, no segundo tempo, a torcida deu uma "broxada", só voltando a soltar a voz no final do jogo. O galo começou arrasador, logo aos 4 minutos, Marcos Rocha fez um cruzamento de manual para a conclusão de Lucas Prato que se posicionou muito bem entre os dois zagueiros (imagem a seguir).




Até os 20 minutos, o Galo pressionou e poderia ter marcado mais, só numa sequência de lances aos 15 minutos, foram 3 chances desperdiçadas, destaque para a jogada ensaiada no escanteio entre Cazares, o destaque do jogo, e Douglas Santos. Vejam que no início da jogada, DS está parado na intermediária adversária, sem chamar a atenção, se deslocando rapidamente, chegou livre na entrada da área para concluir a jogada.




Até os 30 minutos, quando o Independiente, teve a primeira chance nas costas de Marcos Rocha, o Galo só tinha dado dois vacilos em saída de bolas displicentes dos dois volantes. Entendo que o Atlético poderia ter aproveitado o embalo do primeiro tempo para marcar mais gols, mas me passou a impressão que os jogadores achavam que poderiam marcar quando quisessem e puxaram o freio de mão.

O segundo tempo foi bem diferente, os equatorianos melhoraram a marcação e com isto recuperavam e ficavam mais com a posse de bola, criando inclusive algumas chances, em uma delas, Vítor salvou o time. Por sua vez, o Galo continuava na mesma toada do final do primeiro tempo, para piorar a situação, o trio de meias sumiu em campo, só Cazares continuava aparecendo mas bem menos do que no primeiro tempo, sendo substituído equivocadamente por Robinho. O Rei das Pedaladas entrou bem, como de costume correu, pedalou e nada, mas mostrou muita vontade e poderá render frutos sua parceria com Cazares.

 É isto, como em breve, o Tricolor de Aço retornará à Libertadores, estou de olho para ver o que nos espera.

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