Marca SóBahêa

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sábado, 13 de fevereiro de 2016

O que esperar do Esquadrão no Nordestão

Em post anterior, foi destacado um pouco da história tricolor na Lampions League, neste, será apresentado um exercício de futurologia sobre a nossa trajetória no torneio que se inicia neste final de semana. É preciso frisar que qualquer colocação abaixo dos 4 primeiros é vexaminosa, nossa história, nossa tradição, o peso da camisa, nosso potencial de investimento, o poder da torcida, e o nível dos adversários já são mais do que suficiente para nos garantir na semi.

Destacando o grupo do Esquadrão, composto por Confiança/SE, Juazeirense/BA e Santa Cruz/PE. Na boa, qualquer pontuação abaixo de 13 pontos é ruim, não tem como fazer menos de 10 pontos contra os dois primeiros, admito até um pequeno tropeço fora de casa, um empate com um dos dois, mas tem de ser no mínimo 3 brocanças. Contra o Santinha, a história é mais dura, o retrospecto geral é a nosso favor, mas o recente a favor deles, por isto mesmo, ganhar em casa é obrigação, temos de nos recuperar do vexame na Série B quando perdemos as duas. Como torcedor, espero os 18 pontos, mas acho 13 a 16 uma pontuação mais realista. Ser primeiro é obrigação, pois o segundo já depende de comparação com os outros grupos para passar a próxima fase.

Não tem como saber o adversário das quartas, pois a Lampions usa o critério de pontuação, assim o primeiro com maior pontuação joga contra o pior segundo, e assim segue para definir os 4 jogos das oitavas. Lembro que ano passado, nossa pontuação nas duas primeiras fases nos garantiu a semi em casa contra o Sport, mas não na final contra o Ceará.

Sobre os adversários, reconheço que é muito difícil saber o nível atual dos mesmos, mas entendo que os dois de Pernambuco -Sport e Santinha - pois são times da Série A, e mais o Ceará e a Bolívia venham fortes. Posso até queimar minha língua, mas acho que o Bahia e 3 dos 4 citados farão a semifinal. Os demais times, que me perdoem os torcedores, farão figuração. Até torço para uma boa campanha do tricolor do Peci, o Leão cearense, mas se chegar na semi, é zebra.

Sobre o Bahia, temos um time titular razoável para o torneio, contudo com carências na defesa, e nosso elenco deixa a desejar. Imagino o desespero do treinador quando olha para o banco e ver somente a meninada como opção. Quem entra se Luisinho se machucar? Jeam, Zero Berto ou Mário, sem desmerecê-los os dois primeiros já foram testados e não deram liga, já o último carece de maior cancha.

O esquema montado por Doriva é o 4-1-4-1, com PR sendo o 1 do meio, e HB o do ataque. Segundo o treinador, a primeira linha de 4 deverá jogar adiantada, o que com certeza reduzirá o espaço para o adversário tocar a bola, mas permitirá lançamentos nas costas dos nossos zagueiros como aconteceu contra o Juazeirense. É cedo para aprovar ou queimar o esquema, mas com os zagueiros que temos, acho arriscado o posicionamento proposto, pois o poder de recuperação e a velocidade da nossa zaga deixam a desejar. É o ponto fraco do time até o momento, pois não dá para confiar nem nos titulares, imagine nos suplentes.

No meio, entendo que PR ainda não disse a que veio, não protegendo a zaga como se espera dele, nem dando qualidade na saída de bola. Por outro lado, DP é a grata surpresa até o momento,  voluntarioso na marcação e bem presente no ataque. Juninho fez duas boas apresentações, mostrando que pode ser o armador do time, faltando aparecer mais e jogar com mais intensidade (nem sei que porra os comentaristas querem dizer com isto, mas todos falam). Rômulo entrou muito bem contra o Juazeirense, podendo ser uma opção. No mais, Yuri e Feijão podem substituir PR, pelo que jogou até agora, a altura, e GB Ninho também não deixará o nível cair muito se entrar em campo. 

Defensivamente, as duas linhas de 4 não podem ficar afastadas, pois cria um espaço para os meias adversários trabalharem a bola. No mais, com exceção de HB, todos precisam ajudar e principalmente ocupar os espaços, em especial, no jogo contra o Santinha.



No ataque, HB está sendo o brocador de 2013, sempre presente na área para concluir a jogada. Luisinho foi muito bem no primeiro tempo contra o Santos, se movimentando e dando opção de jogada aos meias e lateral, mas não repetiu o mesmo nível no jogo seguinte (talvez o problema do pai já o estava afetando); e EJ começou a mostrar a que veio contra o Juazeirense, mas não apareceu contra o Genérico, ainda não sei o que esperar do mesmo. Entendo que os 3 poderão render muito bem com um maior entrosamento, sendo nosso ponto mais forte, porém o grande problema é o banco, nenhum tem substituto a altura.

Ofensivamente, os meias precisam chegar mais e distribuir melhor o jogo, além de contar com o apoio dos laterais. A triangulação pelos lados, aliada a boa presença de área de HB, pode ser nosso diferencial e ponto forte. Entretanto, amanhã, eu prenderia mais Hayner, pois Wallisson, apesar de mascarado e preguiçoso, é um bom jogador e no mano-a-mano com Gustavo pode complicar.


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