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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Um pouco da história tricolor na Lampions League

Após o carnaval, chega a Lampions League, torneio que reúne os principais times da Região Nordeste, sendo um dos principais campeonatos disputados no País no primeiro semestre. A torcida é o grande diferencial da competição, além de lotar os estádios, faz uma festa de encher os olhos, demonstrando toda a alegria e garra do povo nordestino. Apesar de ser um sucesso, o torneio já deixou de ser disputado algumas vezes, entretanto desde 2013 voltou ao calendário do futebol nacional e tem servido de exemplo para outras regiões, não por acaso, foi relançado o Sul-Minas, agora com a participação da dupla Fla-Flu.


O Esquadrão tem dois títulos, conquistados consecutivamente em 2001 e 2002 contra os eternos fregueses Sport e Vice, respectivamente. Na final de 2001 estive presente, sendo esta a última vez que assisti num estádio  a uma conquista do Tricolor, por isto será objeto de um post futuramente.

 
Também tivemos o artilheiro da competição por duas vezes, Uéslei, em 1999, com 10 gols, e Sérgio Alves, com direito a hat-trick e gol de bicicleta (https://www.youtube.com/watch?v=QzsasPWCFeU, o passe de Robgol é sacanagem) no triunfo contra o Fortaleza, em 2002, com 13. Nossa maior goleada foi em 2002,  10 x 2 Confiança (SE), e a segunda em 1998, Bahia 7 x 1 Fortaleza (CE).
Nas 3 últimas edições, pagamos vexame em 2013, quando ficamos em terceiro num grupo com ABC/RN e Ceará/CE; e em 2014, também em terceiro num grupo com CSA/AL e Santa Cruz/PE. Ser eliminado por Vovô e Santinha já é dureza, pelas letrinhas então é f... Porém em 2015, chegamos na final contra o Vovô que levou a melhor, 1x0 na Fonte, apesar da estupenda festa da torcida tricolor; e 2x1, no Castelão, em uma bela e merecida festa da torcida cearense.
Falando um pouco mais da competição de 2015, pois a mesma foi usada como parâmetro pela diretoria para a disputa da Série B, assim como o de 2016 será. Na primeira fase, caímos num grupo para lá de fraco, com o desconhecido Globo RN, o qual derrotamos duas vezes, mas com muito sofrimento; o Campinense/PB, para que ganhamos uma e empatamos a outra; e com o CRB/AL, time que não conseguimos derrotar. Passamos em primeiro com 12 pontos, contudo sem fazer nenhuma grande apresentação. A surpresa boa nesta fase foi ZeRo berto que sempre entrava no segundo tempo e fazia a diferença.
Na segunda fase, enfrentamos novamente o Campinense, 0x0 em Campina Grande, e 1x0 na Fonte, com um gol de Kieza logo no início do jogo, num lance duvidoso. Mais uma vez passamos de fase, mas o futebol apresentado não animava.
Aí veio a semi, nosso adversário era o Sport, único time nordestino da Série A, tendo no elenco o bom jogador Diego Souza. A primeira partida foi na casa deles, estádio lotado, pressão do carai, torcida inflamada, e a rivalidade BA X PE lá nas alturas. Jogo pra pirão, e o Bahia, pela primeira vez no ano, se portou como time grande que é, suportou a pressão do Sport, mas também chegou com perigo no ataque, Douglas Pires fez uma partida primorosa. Enfim, na minha opinião foi a segunda melhor partida do Bahia no ano - a primeira foi o triunfo sobre o mesmo Sport, 1x0, pela Sula em SSA.
Chegou a hora do jogo da volta, mais do que o time, a nação tricolor fez a diferença, registrei, mesmo antes da existência deste blog, este momento no post "Que torcida é esta, meu irmão?" (disponível na seção A Nação). A equipe também fez sua parte, após sair perdendo no primeiro tempo, virou o jogo no segundo com um hat-trick de Souza. Douglas Pires tomou um peru inesquecível, dando oportunidade para volta de Jeanzinho na final.
Veio a final, primeiro jogo, mosaico da Nação, torcida empolgada, mas time apático, pouco fez, sendo bem anulado pelo esquema do Ceará. Para piorar, Jeanzinho, assim como DP na semi, toma um frangaço que vai carregar para o resto da vida. Na segunda partida, o Bahia começou muito bem, pressionou o Ceará, criou chances, mas não marcou, resultado, em mais um mole da defesa - Jeanzinho falha no começo e Róbson na conclusão da jogada - o Vovô abre o placar. Depois disso, o Bahia tentou, entretanto pouco fez, e o título foi merecidamente para a terra da rede.
Entendo que as 4 últimas partidas foram num nível aceitável para a segundona, mesmo com a derrota na final, o que passou uma impressão para a torcida e, em especial, para a Direção que SS e o time estavam em um patamar acima do real, o que nos custou caro na Série B. Fiz questão também de chamar atenção para as falhas de Jeanzinho e Róbson, pois novamente o Bahia vai para o Nordestão e Série B com um elenco repleto de jogadores da base, por isto não podemos repetir o erro cometido com Jeanzinho, quando pulamos etapas, o que acabou queimando o arqueiro com a torcida.
Semana que vem, faremos um texto sobre a Lampions 2016, e o que esperar do Bahia.



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