Marca SóBahêa

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quinta-feira, 31 de março de 2016

O insuportável pessimismo da torcida do Bahia

Ao invés do post sobre os destaques do jogo, na minha opinião Lomba foi quem acumulou; e Feijão quem ficou devendo, queria falar um pouco sobre a torcida tricolor, já toquei neste assunto nos posts "A necessária DR entre o Bahia e a Nação" (http://sobahea.blogspot.com.br/2015/12/a-necessaria-dr-entre-o-bahia-e-nacao.html) e "Destaques do jogo: Bahia 2 x 0 Confiança" (http://sobahea.blogspot.com.br/2016/02/destaques-do-jogo-bahia-2-x-0-confianca.html).

Lembro que na década de 80 ou 90 existia um livro chamado "A Insustentável leveza do ser". Se não me engano, foi feito um filme baseado no mesmo, ambos com relativo sucesso. A galera cabeça adorava, eu para me enturmar, tentava ler, mas não conseguia nunca passar do segundo parágrafo, minha cabeça de engenheiro não conseguia acumular o conteúdo filosófico da obra. Achei aquele livro chato para p... Segue link para quem quiser conhecer https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Insustent%C3%A1vel_Leveza_do_Ser.

Tabu é para se quebrar

Antes de começar o jogo, as rádios e o EI MAXX destacavam que o Fortaleza não perdia há mais de um ano no Castelão, mas como se diz, tabu existe para ser quebrado. Assim, o único time 100% da Lampions não considerou e brocou o Leão do Pici em sua própria casa.

O Bahia entrou em campo com o esquema 4-2-3-1 e claramente disposto a tocar a bola na frente, segurando o Fortaleza lá atrás, estratégia acertada e, inicialmente, bem sucedida. Aos 7 minutos, quando nos encontrávamos melhor em campo, Feijão falhou e o Fortaleza enfiou uma bola nas costas de Hayner, conforme previsto aqui no post "O caminho das pedras" (http://sobahea.blogspot.com.br/2016/03/o-caminho-das-pedras_29.html), e abriu o placar. Até por volta dos 25 minutos, o cenário do jogo não mudou, o Bahia continuou com a posse de bola, porém com pouca produtividade ofensiva. Como o Tricolor ciscava, mas não ameaçava, o Leão começou a se soltar um pouco mais, e até criou uma boa chance de gol.

quarta-feira, 30 de março de 2016

Time de baba

No último sábado, a galera do meu baba em Brasília fez um jogo contra um time de veteranos. Raramente, fazemos isto, nosso esquema é o tradicional baba 2 gols ou 12 minutos, todos juntos e misturados e vamos lá. Na hora do jogo, improvisamos nosso estilista como treinador e entramos bravamente em campo, no final foi um justo empate de 7x7, com ampla ajuda dos arqueiros. No churrasco pós-jogo, discutimos bastante sobre o desempenho coletivo da "equipe" e sobre o trabalho do nosso treinador. Lógico que fomos bastante críticos, mas  após ver o jogo da seleção da CBF, mudo radicalmente minha opinião, fomos bem, muito bem no sábado, pelo menos tentamos o jogo coletivo, algo impensável no amontoado de Dunga. É triste ver um monte de bons jogadores tão perdido em campo, sem noção alguma de coletividade, apenas na força de vontade e individualidade.

terça-feira, 29 de março de 2016

P.S.

O post anterior foi escrito ontem à noite, quando ainda não havia saído a relação de jogadores que vão para o confronto, infelizmente, sem a volta de Danilo Pires o que inviabiliza a adoção do esquema proposto no post. Ademais, Moisés, mais uma vez contundido, não vai para o jogo, espero que entre o recém contratado João Paulo Gomes, e não João Paulo.

Não acredito que com os jogadores que estão relacionados haverá mudança de esquema, assim continuaremos no 4-2-3-1. Entretanto, uma hora DP voltará e as opções listadas no post anterior poderão ser testadas.

O caminho das pedras



No domingo, assisti Fortaleza X Ceará, tradicional clássico cearense. Foi um jogo movimentado e com dois tempos bem distintos, no primeiro, o Ceará dominou amplamente, explorou bem o lado esquerdo do Fortaleza e criou várias chances de gol, saindo com um magro 1x0. Já no segundo tempo, o Fortaleza voltou com uma postura diferente, sufocou o Ceará, mesmo com um a menos desde os 12 minutos, empatou e por pouco não virou. 
Ou seja, o Fortaleza mostrou uma grande capacidade de reação e de se reinventar durante a partida, se no primeiro tempo foi um time acuado, no segundo tomou as rédeas e dominou amplamente o jogo. O mesmo já tinha acontecido na derrota para o Sport na Ilha do Retiro, após um primeiro tempo apagado, quando tomou dois gols, no segundo partiu para cima do Sport e colocou duas bolas na trave. Chamo atenção também que após a chegada de Marquinho Santos já são 6 jogos e nenhuma derrota e a torcida se faz presente e incentiva o jogo todo.
Por isto, entendo que vai ser um jogo duro para o Tricolor da Boa Terra, precisamos ter firmeza para parar o veloz ataque do Fortaleza, atacam muito bem pelas duas pontas, por isto temos de ter atenção redobrada pelo lado de Hayner;  o centroavante faz muito bem o papel de pivô, nossa zaga tem de antecipar, não pode esperar permitindo a tabela ou o domínio da bola; também temos de evitar faltas na entrada da área, o tal do Pio bate muito bem na bola. 

Mas, sobretudo, temos de ter inteligência para explorar o lado esquerdo da defesa deles, vejam nas imagens abaixo que sempre há muito espaço nas costas do lateral. Outro ponto fraco da defesa do Leão do Pici é a bola aérea, vários gols aconteceram em bolas cruzadas na área.





O primeiro lance foi o do gol do Ceará no último domingo, os outros três não resultaram em gol, mas foram lances perigosos para a defesa deles.

Por fim, se Danilo Pires já estiver recuperado e pronto para aguentar em bom ritmo pelos menos 70 minutos, e considerando que Luisinho não vem bem desde a saída de Hernane, eu montaria o time no 4-2-2-2, com Lomba, Hayner, Lucas Fonseca, Éder e Moisés; Feijão e Paulo Roberto; Danilo Pires e Juninho; Thiago Ribeiro e Edigar Junio. 

Vejo que com esta formação, quando estivermos sem a bola, vamos congestionar o meio, ganhando poder de marcação dando mais tranquilidade à zaga, e conseguiremos reforçar a marcação pelo nosso lado direito. Com a bola nos pés, poderemos explorar a fragilidade do lado esquerdo deles com triangulações entre Hayner, DP e Thiago Ribeiro, sendo fundamental os bons lançamentos de Juninho na diagonal da esquerda para a direita pra nosso lateral; ademais, ThR e EJ poderão jogar mais próximos ao gol, alternando entre os lados e o meio, confundindo a defesa deles, tendo Juninho de novo papel fundamental para municiar o ataque enfiando a bola no meio da zaga para nossos avantes que fecham do lado para o meio, como no lance do primeiro gol no último jogo. Sei que o time nunca jogou com esta formação, e perderemos a opção de puxar o contrataque com Luisinho, mas mesmo assim arriscaria.



O melhor da volta de DP é aumentar o leque de opções para Doriva que pode voltar ao esquema 4-1-4-1, com DP no lugar de PR e ThR fazendo o papel do Brocador; manter o esquema atual, 4-2-3-1, deixando DP como opção para o segundo tempo; ou arriscar um novo esquema como proposto aqui. De qualquer forma, o time precisará manter a posse de bola nos primeiros 15 minutos, evitando a pressão inicial do Fortaleza e ter muita paciência para tocar a bola e esperar o melhor momento para se arriscar no ataque.

domingo, 27 de março de 2016

Que venha o Touro do Sertão

Com a decisão do Premiere e Tv Bahia, ambos das Organizações Globo, de não transmitirem o jogo do Tricolor, novamente não é possível fazer uma análise completa do jogo, mas os melhores momentos revelam alguns detalhes que gostaria de dividir aqui no blog.

1- Moisés tem se mostrado um lateral muito eficiente no apoio. Após a assistência para o gol de Zé Roberto no jogo contra o Santa, Moisés deu mais uma assistência agora para Edigar Junio e fez mais uma bela jogada no final do primeiro tempo. Apesar do pouco tempo em campo, se não me engano hoje foi sua primeira partida completa, já vem se mostrando bem mais útil do que nosso antigo titular, o improdutivo João Paulo.



2- Ao contrário de Luisinho que sentiu muito a saída de Hernane, caindo bastante de produção, Edigar Junio cresceu bastante e vem assumindo o papel de brocador do time. Com os dois gols de hoje, EJ assumiu a artilharia do baiano com 5 gols. Mas, mais do que isso, sua intensa movimentação, fechando sempre para dentro da grande área, jogando mais perto do gol, vem transformando EJ na principal peça ofensiva do time. Com a entrada de Thiago Ribeiro no time, a tendência é que os dois se revezem entre o lado e o centro do ataque confundindo a zaga adversária e criando oportunidades de gol para a equipe.

No primeiro gol, EJ fecha na diagonal da esquerda para a direita e recebe excelente passe de Juninho (cada vez mais a vontade e produtivo como meia), o que vem se transformando numa marca registrada da dupla; e no segundo, se posiciona como um típico centroavante e só empurra a bola para a rede após boa assistência de Moisés.



Por fim, com o resultado de hoje, garantimos, como já era esperado, a vantagem até as finais do Baiano. Nosso próximo adversário é o Fluminense de Feira que eliminou com certa tranquilidade o Galícia. Do outro lado da chave, se a justiça for feita, se enfrentarão Flamengo de Guanambi e Juazeirense. Ou seja, caminho tranquilo para o TRI BAIANO.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Nosso caminho até o Tri do Nordeste

Na quinta-feira, foi realizado o sorteio para as fases finais da Lampions. De um lado ficaram Campinense, Sport, CRB e Salgueiro; do outro, o grupo da morte, Bahia, Fortaleza, Ceará e Santa Cruz. 



Olhando pelo lado da tradição, sem dúvida, o Sport é o grande favorito do lado 1. Ademais, o Sport conta com um bom time, está na Série A, e, ainda, entrará reforçado com Diego Souza e, provavelmente, Fernandinho, aumentando ainda mais seu poderio ofensivo. Contudo, os pernambucanos ainda não engrenaram na Lampions, foram 3 triunfos, 2 empates e 1 derrota na 1ª fase. Até meados do segundo tempo da última rodada, o Sport estava fora das quartas. Posso até queimar minha língua, e até torço para isto, mas não acredito que o CRB (3 triunfos, 2 derrotas, e 1 empate na fase de grupos)  consiga eliminar o Sport.

Na minha opinião, o Campinense aparece como única ameaça ao Leão da Ilha, pois vem de uma primeira fase exemplar (5 triunfos e 1 empate), está invicto no ano e tem o artilheiro do Brasil. Lembro que na Lampions 2013, o Campinense foi o campeão eliminando o Sport nas quartas, e em 2015, deu trabalho para ser eliminado pelo Tricolor da Boa Terra na mesma fase. 

Se tivesse de apostar, cravaria Sport na final.

Do lado da morte, são 4 times com grande tradição no futebol nordestino, o Santa está na Série A, Bahia e Ceará na B e Fortaleza na C. Teremos um confronto duro entre Ceará, último campeão da Lampions, e Santinha, com leve favoritismo para o Vovô que atravessa melhor fase e joga a última em casa. Na 1ª fase, o Ceará fez 13 pontos (4 triunfos, 1 empate e 1 derrota para o Bode conquistense), contra 10 do Santa (3 triunfos, 1 empate e 2 derrotas para o Esquadrão). O Santinha só teve um triunfo em casa, acaba de demitir o treinador e, pelo que vi nos jogos contra o Tricolor, o time ainda não se acertou, tendo no veterano Grafite seu jogador mais lúcido, mas que não aguenta manter o ritmo durante os 90 minutos. Por seu lado, o Ceará fez uma campanha impecável em casa, ganhando os 3 jogos que disputou, contando com o decisivo apoio da sua torcida e tendo em Bill uma grande referência ofensiva.

O Bahia enfrentará o Leão do Pici que vem de uma primeira fase irregular com (3 triunfos, 1 empate e 2 derrotas), tendo conseguido a classificação em um pênalti duvidoso nos últimos minutos contra o Ríver/PI, ressalto que foi fora de casa. Dentro de casa, o Fortaleza mostrou força ao bater o Sport, rival de peso, mas se enrolou com o fraco Botafogo/PB. O time é treinado por Marquinhos Santos, campeão baiano de 2014 com o tricolor, treinador que adora improvisar, o que às vezes dá certo, como no baile que o Bahia deu no Vice na primeira final de 2014, mas na maioria das vezes, o próprio time não consegue sair da armadilha colocada pelo técnico. 

Por sua vez, o Bahia vem de uma campanha irretocável na Lampions. Entretanto, ainda não conseguiu empolgar a própria torcida, e vem sofrendo com um arredio, exigente (as vezes chato) e ausente público. O Bahia vem com pelo menos 3 reforços para a fase final da Lampions, Lucas Fonseca (LF), João Paulo Gomes (JPG) e Thiago Ribeiro (TR), a direção prometeu mais dois até terça, acho difícil, mas promessa é dívida. Não gosto de LF, acho no máximo do mesmo nível de Gustavo, mas boa parte da torcida gosta e aprovou a sua contratação, espero ser o errado da história. JPG vem para brigar por posição com Moisés, espero que João Paulo, o que vem jogando, seja renegado a 2ª reserva. A favor de JPG pesa a maior experiência e a boa temporada no Flamídia. O reforço de peso é TR, chega para ser o comandante tricolor nas finais do Baiano e do NE, e para dividir a responsabilidade com HB na Série B. A grande força do time é o conjunto, mesmo sem fazer uma partida que empolgasse, o Bahia mostrou uma regularidade impressionante, mesmo quando jogou com o time mesclado por vários jogadores do sub-20. Ademais, Doriva vem mostrando que conhece e controla bem as peças do elenco, sabendo suprir as diversas carências apresentadas pela equipe

O momento é todo do Esquadrão que entra com amplo favoritismo para eliminar o Fortaleza com um empate no primeiro jogo e um triunfo tranquilo no segundo. Entendo que também somos favoritos para passar à final independentemente do adversário da semi. Prefiro o Santa, pois não costumamos dar sorte contra os cearenses. Sem dúvidas, deste lado da Lampions, cravo Bahia para chegar à grande final.

Com relação à final, se Bahia e Sport confirmarem o favoritismo, entendo que será um confronto muito duro, com o Sport levando uma ligeira vantagem pelo elenco que tem. Contudo, a campanha no ano e o histórico do confronto, devolvem o favoritismo ao Bahia. Na vez que se encontraram em um final da Lampions, em 2001, o Bahia levou a taça em jogo único, numa exibição de gala na Fonte e com um gol antológico de Preto Casagrande, mas isto é assunto para outro post.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Destaques: Bahia 1 x 0 Santa Cruz

Quem acumulou? Doriva e a direção tricolor jogaram a molecada ao mar, ainda bem que os tubarões eram banguelos, e a meninada enfrentou alguma turbulência, mas saiu viva do outro lado, não morreu na praia. Já me arrisco a dizer que o trabalho diferenciado com a base que a direção anunciou quando tomou posse começa a dar resultados. Nitidamente, alguns jogadores, em especial do meio para trás, estão subindo com condições de fazer parte do elenco principal, se serão titulares, destaques ou ídolos do time é precoce para dizer. 

Ontem, três se destacaram positivamente, Júnior, Luiz Fernando e Dedé, em especial os dois últimos. LF foi bem consistente na cabeça-da-área e fez uma coisa que me agrada muito, várias vezes veio buscar a bola no pé dos zagueiros, impedindo os velhos e improdutivos lançamentos, ou seria chutões. É certo que ele não deu nenhum lançamento ou passe em profundidade, se limitando a tocar para o lado, mas para uma estreia foi muito bem. 



Porém, meu destaque do jogo foi Dedé, o moleque foi tão bem que confundi com Éder,  tanto que escrevi todo o post da análise do jogo trocando um pelo outro, erro já corrigido. Gostei da personalidade do garoto na marcação aos homens de frente do Santinha e também do bate-boca no final com o mala do Alemão, mostrando que dentro da Fonte quem manda somos nós.

Quem ficou devendo? Como já disse, a molecada foi largada sozinha no deserto e sem um oásis a vista, por isto não escolherei quem ficou devendo, só tecerei breves comentários sobre três jogadores. 

Marlon foi bem na marcação no primeiro tempo, mas no segundo, ficou totalmente perdido, e nas suas costas nasceram as únicas jogadas de ataque do Santa, ademais em todo o tempo que permaneceu em campo, foi nulo na parte ofensiva. Ou seja, ainda não está pronto, tem de voltar para a base e ganhar mais cancha para poder figurar novamente no time de cima.

Itinga não apareceu, perdeu todas as bolas no alto e fez apenas um ou duas boas jogadas de pivô. Com certeza, oito gols na Copinha, e com a idade inferior aos adversários, o credencia a ser uma grande promessa, repito promessa, mas ainda muito longe de ser uma realidade. Precisa voltar para a base e lutar muito por posição com Jacó e Rodrigo Rodrigues. No estágio que se apresenta, jogar no time de cima é queimação pura.

Henrique começou empolgando a torcida com uma bela arrancada no princípio do jogo, depois foi caindo, caindo, até ser justamente substituído por Moisés. Sem dúvida, ele foi atrapalhado pelo longo tempo de inatividade, porém se mostrou bem atrapalhado em alguns lances. 

Finalizando, aproveitar a base é o caminho, é um círculo virtuoso, utilizando a molecada, atraímos bons jogadores para nosso clube. Porém, queimar etapas é perigoso, já vi vários sumirem do Bahia na mesma velocidade que foram lançados, notaram que Cristiano, promovido precocemente ao profissional, ontem não apareceu? Os torcedores precisam fazer sua parte, não adianta esperar um craque em cada jogador que sobe, é inconcebível vaiar a galera no primeiro tempo, temos de ter paciência. Lembro que queimamos Ananias, e depois tivemos de aguentar Jones Carioca, enquanto isto Ananias segue sua carreira de forma consistente em outras equipes.

A base esmagou a Cobra Coral

Confesso que fiquei temerário com o time escalado por Doriva e entendo ser uma irresponsabilidade da Diretoria e Comissão Técnica a escalação de um time recheado de garotos (Jean, Marlon, Dedé, Júnior, Luiz Fernando, Rômulo, Zé Roberto e Itinga) e com 3 estreias (Lucas Fonseca, João Paulo e Henrique) num clássico regional, sendo que o adversário dependia do resultado para garantir a classificação, e nós também dependíamos do triunfo para manter a primeira posição no geral.

O Bahia entrou no mesmo esquema dos últimos jogos, o 4-2-3-1, com Luiz Fernando e Júnior fazendo as vezes de Feijão e PR. Mas, falar da parte coletiva da equipe que entrou em campo é querer demais, pois o time mal fez um treino, por isto, farei uma análise individual.

Falando primeiro dos estreantes, Lucas Fonseca jogou pela esquerda da zaga, com Dedé pela direita. LF começou dando duas bragas seguidas, mas depois se impôs e fez um bom primeiro tempo, saindo logo no início do segundo tempo, no seu lugar entrou Rodrigo Becão que não comprometeu e ainda deu uma boa cabeçada no ataque. João Paulo não comprometeu, mas também não chamou a atenção, apenas um bom cruzamento, não aproveitado por Zé Roberto, e mais nada na primeira etapa. Na fase final, sentiu a falta de ritmo e acabou o jogo jogando mais na frente. Por fim, Henrique mostrou ter habilidade, fazendo algumas boas jogadas no início do primeiro tempo, mas depois sumiu e quando apareceu não foi bem, foi substituído no segundo tempo por Moisés que acabou fazendo a assistência do jogo.

Sobre os garotos estreantes, Marlon se limitou a fechar o lado direito, pouco se arriscou no ataque no primeiro tempo. No segundo, foi nosso ponto fraco, quando foi facilmente vencido pelo ponta deles. Saiu para a entrada de Jeferson que deu conta do recado.  Dedé foi muito bem, anulou o experiente Grafite e Bruno Moraes, foi o jogador mais regular do jogo, mostrando uma segurança de veterano. Luiz Fernando foi uma grata surpresa, jogou com a cabeça erguida, com bom posicionamento e tranquilidade na saída de bola, mas pelo excesso de confiança perdeu uma bola no meio proporcionando um bom contrataque para o Santinha. Júnior não apareceu no primeiro tempo, praticamente não ouvi seu nome, no segundo tempo apareceu um pouco mais. Itinga pouco apareceu, mostrando que ainda está verde para jogar no profissional, ainda tem de comer muita grama na base.

Sobre os jovens veteranos, Jean foi bem quando exigido, contudo continua sem passar confiança.  Rômulo começou bem, depois caiu muito de produção, entretanto no segundo tempo voltou a se ligar no jogo e fez uma excelente assistência na cabeçada de Rodrigo. Zé Roberto estava mais apagado do que de costume e displicente como sempre, porém sua estrela brilhou e marcou o gol que garantiu nosso 100% de aproveitamento na Lampions.

Comentando brevemente a partida, o Tricolor surpreendeu no primeiro tempo, mesmo com o time completamente reserva, fez um bom primeiro tempo e controlou muito bem a posse de bola, mesmo contra o time principal do Santinha. Se criamos pouco, fomos muito bem defensivamente e não passamos susto. 

O segundo tempo foi diferente, nos 15 primeiros minutos, a experiência e tarimba dos jogadores do Santa pesaram, e o Bahia não passou do meio-campo, sendo sufocado pelo Santa que criou duas ou três boas oportunidades. Porém depois dos 15, a Cobra Coral se acomodou, passando a impressão que os jogadores achavam que marcariam um gol quando quisessem. Entretanto, quem marcou foi o Bahia, num bom cruzamento de Moisés, Zé Roberto se antecipou ao zagueiro e cabeceou sem chance para o goleiro. Chamo atenção para o deslocamento de ZR no gol, no início do lance ele está na intermediária, disparou, se antecipou ao zagueiro e brocou.





Finalizando, o Bahia fez uma campanha irretocável, ganhou os 6 jogos que disputou, mesmo jogando as duas últimas partidas com o sub-20. Superou minhas expectativas que esperava uma pontuação entre 13 e 15 pontos. Agora é aguardar o sorteio, poderemos pegar  o CRB, Santa, Fortaleza ou Salgueiro. Entendo que temos chance de brocar qualquer um deles. Se não vacilarmos, teremos a vantagem até a final do torneio e faremos a final na nossa casa.

domingo, 20 de março de 2016

Nosso Xará não é páreo

Infelizmente, a internet pregou uma peça e não consegui assistir o jogo, apenas ouvi pelo rádio, com isto a análise será feita com base no vídeo dos melhores momentos. O que prejudica em muito a avaliação da partida, mas os lances do primeiro jogo me permitiram chegar a algumas impressões que gostaria de dividir com vocês:

1- Paulo Roberto, mesmo sendo 1º volante de origem, começa a se sentir mais a vontade no papel de segundo volante. No jogo de hoje, chegou três vezes dentro da área adversária em condições de marcar. Chamo atenção para a primeira das chances, vejam nas imagens abaixo que na hora da cobrança do escanteio, PR está fora da área, dando a impressão que lutaria por um possível rebote, mas enquanto a bola viaja, ele dispara e chega em reais condições de concluir o lance a gol. Reparem que o marcador não esperava, e mal aparece na 2ª imagem.



2- Juninho enfim vem mostrando o potente chute de fora da área, uma das qualidades que levou o Bahia a contrata-lo. No jogo contra o Santa Cruza, 1º da Lampions, Juninho já tinha marcado, mas ali foi um lance isolado que não se repetiu mais naquela época. Mas, nos últimos jogos, ele vem arriscando cada vez mais, já tinha soltado um petardo no BaVice, e hoje, novamente soltou dois, o primeiro para uma excelente defesa do goleiro, porém para nossa sorte e alegria, o segundo foi saco. No primeiro lance, Juninho recebeu a bola de Zé Roberto, deslocado pela esquerda, já matou ajeitando para o chute. No segundo, Juninho roubou a bola no meio, arrancou e driblou, fugindo das suas características, e soltou um forte chute da entrada da área, GOLAÇO.




3- João Paulo já era não grande coisa em 2015, mas em 2016 tá de matar o torcedor de raiva, mesmo o Bahia jogando mais pela esquerda no primeiro tempo, não vi nenhum com a participação de JP, definitivamente, os bons cruzamentos, o único ponto forte dele, sumiram. Para piorar, o cara ainda sempre toma bola nas costas (lá ele) e quase complica o Bahia, ou seja, não ataca e nem defende. Quarta, Doriva tem de colocar Moisés em campo, não podemos mais contar com JP. Vejam o buraco que ficou a nossa lateral, proporcionando a melhor chance do Xará de Feira. Reconheço que não vi o lance todo, mas já vi vários outros similares como o mostrado no post "Nada é por acaso" (http://sobahea.blogspot.com.br/2016/01/nada-e-por-acaso.html)



4- Nosso lado forte mudou. Nos primeiros jogos da temporada, o lado direito do Bahia se destacava com a triangulação entre Hayner (Tinga), Danilo Pires e Luisinho, foram alguns gols e várias chances que saíram por aí, mas a contusão de DP, e a mudança de esquema de jogo acabaram com estas jogadas, pois PR, substituto de DP, não tem a mesma função em campo, e mesmo se tivesse não teria a mesma mobilidade e capacidade de ultrapassagem. Com isto, nosso lado esquerdo, apesar de não termos um lateral esquerdo, começa a se destacar. No jogo de hoje, praticamente todas as chances do primeiro tempo foram criadas por este lado, destaco que EJ vem se mostrando cada vez mais adaptado a função, fez até jogadas de ponta, e aparecendo cada vez mais no jogo. Por sua vez, Juninho vem municiando bem EJ com bons passes, como o do lance abaixo, infelizmente, na conclusão da jogada EJ baixou a cabeça, não viu ZR chegando e concluiu mal.




5- A queda de rendimento de Luisinho assusta, nos melhores momentos do jogo de hoje, só tem um belo passe de calcanhar para Paulo Roberto, em um dos 3 lances citados no item 1. Concordo com todos que dizem que a saída de DP foi fundamental para o fato, só gostaria de acrescentar que a saída de Hernane também, e quase com o mesmo peso da de DP. Aqui mesmo no blog, já mostrei diversos lances nos quais HB saía da área e tabelava com Luisinho, muitas vezes deixando o companheiro à vontade para concluir, vejam um exemplo no post "Gols de gente grande" (http://sobahea.blogspot.com.br/2016/02/gols-de-gente-grande.html).



sábado, 19 de março de 2016

Este veio para resolver

Enfim o Bahia mudou o patamar das suas contratações, após 12 contratações no ano, quase todas de jogadores desconhecidos, desembarcou em SSA Thiago Ribeiro, atacante destro, com boa habilidade, velocidade e potente chute. Não é necessário falar muito sobre este jogador, quem acompanha futebol já o o viu jogar várias vezes,no Brasil o mesmo atuou pelo São Paulo, Santos e na dupla Mineira, e na Itália, pelo Cagliari, time da primeira divisão da Bota, em todos estes times fez um bom papel e deixou saudade, atuou em 368 partidas e fez 96, média de 1 gol a cada 3,7 partidas.



Quem ainda não conhece ou esqueceu de como atua este atleta, basta entrar no Youtube que encontrará dezenas de vídeos postados, não apenas os tradicionais de empresário. Segue o link de um delas https://www.youtube.com/watch?v=KDyGeUYdrUs

Por suas característica, TR pode atuar nas três posições do ataque, em especial pelos lados. Com a ausência de HB, o ataque pode ser formado com Luisinho, EJ e TR; ou Luisinho, TR e EJ, caso Doriva continue com os esquemas atuais (4-1-4-1 ou 4-2-3-1); mas, caso resolva mudar para o 4-4-2, eu formaria o ataque com TR e EJ (Luisinho), e colocaria o meio com Feijão, PR (Yuri), DP e Juninho. Apresento esta alternativa, pois entendo que nosso meio foi engolido pelo do Vice, precisando urgentemente ser encorpado para os jogos finais da Lampions e do Baianão. Com a volta de HB, ataque formado TR e HB, podendo ser complementado por Luisinho (EJ).

Voltando a TR, os mapas de calor, extraídos do site http://meu.footstats.net/, mostram que o lado preferencial do atleta é o esquerdo, como pode ser visto no MC do jogo Atlético x Inter, mas também pode variar por todo o ataque, conforme o MC de Galo x Coritiba.


Os números, obtidos no http://meu.footstats.net/, mostram um jogador com boa precisão na finalização, são 20 certas para 23 erradas, com 9 gols. A primeira figura abaixo mostra que TR finaliza de todas os lados do ataque e de fora e dentro da área, nota-se que praticamente todos os chutes dados de dentro da área foram no gol. A segunda figura mostra que a maioria dos gols de TR foram no lado esquerdo do goleiro.



Algumas informações complementares, TR não é um bom em cruzamentos errou 64 e acertou apenas 15, ou seja 4 erros para 1 acerto; e fez apenas 2 finalizações para gol, apesar de 24 para finalizações dos companheiros; e foi o vice-artilheiro do Galo na Série A.

Encerrando, não se trata de uma aposta, é jogador para descer no aeroporto com a camisa de titular, assim terá de entrar em campo e puxar a responsabilidade do jogo e decidir, é isto que esperamos da nova contratação tricolor. Finalizo afirmando que TR é, até o momento, a melhor contratação do ano no futebol nordestino, QUE VENHAM MAIS DESTE NÍVEL. BBMP






quarta-feira, 16 de março de 2016

O novo atacante tricolor

Como o Bahia insiste ou só tem condições de trazer jogadores desconhecidos do grande público, só nos resta pesquisar no youtube e footstats para conhecer um pouco melhor o atleta. Desta vez, o Esquadrão anunciou Henrique, atacante revelado e com poucas chances no Galo, que disputou a Série B 2015 pelo Paraná Clube. Se este atleta atuou nos dois jogos contra o Bahia não me chamou atenção.

Só encontrei um curto vídeo com lances do atleta (https://www.youtube.com/watch?v=aBDFBtmLIUY), deu para constatar que se trata de um jogador rápido que atua mais pelo lado esquerdo do campo. Dos 5 gols marcados pelo atleta, tem um belo gol de letra, demonstrando oportunismo e capacidade de improvisação, e um golaço quando corta da esquerda para o centro e da quina da grande área mete a bola no ângulo esquerdo do goleiro. Concluindo, pelo vídeo é impossível chegar a uma conclusão sobre o atleta.

Vamos aos números, foram extraídos alguns dados do atleta no footstats.net e comparados com os de Maxi. Para isto foram utilizados alguns indicadores que tentam medir a precisão do atleta em finalizações, passes, capacidade de reter a bola, participação no jogo e ajuda na marcação.

Para medir a precisão, foram feitas relações entre passes, finalizações e cruzamentos certos e errados. Pelos números, Maxi errava menos passes e cruzamentos, mas Henrique era mais preciso nas finalizações.


O segundo ponto medido foi a capacidade do atleta de reter a posse de bola. Foram somados os dribles certos e faltas recebidas por jogo, além de ver o número de posses perdidas. Os números aqui preocupam, pois Maxi era um dos jogadores do Bahia que mais perdia a bola, irritando a torcida com sua incapacidade de reter a bola, mas neste quesito ele ganha fácil de Henrique que perde quase 10 bolas por jogo. Henrique demonstra uma capacidade maior de drible, sendo também mais parado por faltas.



Por fim, medimos a participação do atleta no jogo, em termos ofensivos e defensivos. Como se pode ver, Henrique tem uma participação mais efetiva, fez mais assistências e ajudou muito mais nos desarmes do que Maxi.


Finalizando a análise, os números e o vídeo não me empolgaram, resta torcer que o atleta veja esta oportunidade no Bahia como uma chance de deslanchar na carreira e entre nos jogos com sangue nos olhos como gosta a torcida. Abaixo seguem os números completos dos dois atletas.






segunda-feira, 14 de março de 2016

Destaques: Bahia 0 x 2 Vice

Quem acumulou? Quando se perde para o maior rival é difícil enxergar algo positivo na equipe, mas quero destacar o bom primeiro tempo de Edigar Junio, buscou o jogo, puxou a responsabilidade para si, e não se escondeu como em outros jogos, acabou sendo atrapalhado pelo parceiro João Paulo que pouco fez. Entretanto, o escolhido de ontem é Juninho, teve a missão inglória de armar o time sem um companheiro ao lado, já que Feijão, Paulo Roberto e Rômulo pouco ajudaram nesta função, foi responsável também por um belo chute de fora da área, e foi o homem da bola parada tricolor.

Outro destaque positivo foi nossa torcida, compareceu e tentou empurrar o time, mas mais uma vez saiu abatida do estádio. Aqui em BSB, a Embaixada Bora Bahêa Brasília fez um grande evento no Acarajé da Rosa lotado, com sorteios de brinde e música ao vivo, porém o destaque foi a campanha de arrecadação para doação a uma entidade filantrópica. Pelo que vi no Twitter, estes eventos das embaixadas aconteceram em diversas localidades. Eu que venho sempre batendo na Nação, cobrando uma postura diferente, hoje tenho de parabenizar.

 Imagem: Globo.com
 

 Quem ficou devendo? Os leitores habituais do blog sabem que sou bastante comedido nas críticas aos atletas, aceito numa boa erros, pois fazem parte da atividade profissional de qualquer um, o que mais me irrita é a omissão. Ontem, JP, o famoso João Paulo, conseguiu unir os dois, errou tudo que tentou e se omitiu no ataque de forma vergonhosa. Os atacantes do Vice, espertamente Mancini revezava os dois nas costas de JP, fizeram a festa, aquele lance de Marinho foi de lascar, para acabar de f... tudo, JP ainda se joga no chão simulando uma contusão, o que já tinha feito no primeiro tempo. PQP, como se diz em SSA, "se não aguenta vara, pede cacetinho" ou "pede para cagar e saia", mas ficar dentro de campo enterrando o baba é sacanagem. No meu entendimento, ontem JP selou sua sorte no Bahia, ou seja reserva até maio e depois rua.

 Imagem: Globo.com

domingo, 13 de março de 2016

Ainda bem que acabou a temporada de amistosos

Se levarmos em conta a tabela do campeonato, o jogo era um mero amistoso para o Bahia, pois a primeira colocação já estava garantida, como não valia nada, fizemos um bom primeiro tempo mas sumimos no segundo,  repetindo o jogo contra o Orlando. Contudo, era um clássico contra o Vice, não existe esta de amistoso, o time tem de jogar 90 minutos aceso e com gana de vencer, por este ponto de vista, nosso segundo tempo foi medíocre, o time se aputou com o gol dos Vices, isto é inadmissível para um grupo que quer ser vencedor e levar o Bahia de volta à Série A.

O que me deixa mais puto é a cegueira da comissão técnica do Bahia, sou apenas um mero torcedor, e cantei a pedra aqui ontem, mesmo sem ter visto nenhum jogo deles, que os Vices jogariam nas costas dos nossos laterais, e isto aconteceu durante os 90 minutos, Doriva vem fazendo um excelente trabalho no Bahia, mas hoje foi engolido por Wagner Mancini, mesmo no primeiro tempo, quando tivemos mais chances, 4 contra 2, o meio-campo foi deles e nossos laterais sofreram para anular Vander e Marinho

Para amenizar o lado de Doriva, é importante reconhecer que as ausências de Hernane e, sobretudo, de Danilo Pires pesaram muito hoje. Sem HB, perdemos nossa referência no ataque, Zé Roberto fez um bom primeiro tempo, mas não impõe respeito à zaga adversária, nem transmite confiança para os companheiros e torcida. Sem DP, nosso time fica sem sua principal jogada de ataque que é a triangulação dele com Hayner e Luisinho, além de perder o volume de jogo dado pelo mesmo.

Falando sobre o jogo, o Bahia começou com dificuldade para por a bola no chão, recorremos muito a ligação direta de Lomba e dos zagueiros, a bola não passava pelo nosso meio. EJ era nossa melhor opção, mas assessorado por João Paulo ficou complicado. Até os 15, chegamos uma única vez numa bola roubada por Juninho, que sobrou para ZR passar para Luisinho que chutou por cima. 

O Bahia acordou após os 20 minutos, a bola começou a rolar no gramado, com isto igualamos e até passamos a dominar o jogo, tivemos chance aos 23 com Paulo Roberto que demorou a concluir, mostrou que não é a dele entrar na área adversária; aos 28, num belo chute de Juninho, para grande defesa do goleiro deles, melhor jogador em campo;  e aos 32, numa cabeçada de Luisinho, após uma assistência de EJ, para mais uma boa defesa de Caíque. O Vice teve uma chance com Tiago Real, na qual a bola passou tirando tinta, e outra com Robert que cabeceou livre rente a trave. 

Ou seja, o jogo foi equilibrado, o resultado justo, mas podíamos ter saído na frente. Destaco que o Vice distribuiu muita pancada, contando com a complacência do árbitro.

Aí vem o segundo tempo, e nosso pesadelo começa antes do 1º minuto, EJ perde a bola pela esquerda, a bola sobra no meio, Gustavo corta de carrinho, e bola sobra para Amaral que de primeira lança para a esquerda, lançamento meia-boca da porra, era para Hayner cortar facilmente, mas nosso lateral falha e a bola sobra para Vander que concluiu bem. Destaco que Gustavo ainda estava voltando do carrinho e nossa defesa estava aberta, por isto sobrou espaço para a conclusão da jogada pelo atacante do Vice.

Imagem: Globo.com

Nosso time se apequenou, melhor se aputou, depois do gol. Marinho entortou JP que ficou no chão simulando uma contusão, na sequência Gustavo cortou bem. Nosso último suspiro foi aos 6 minutos, excelente cabeçada de Zé Roberto, mas lá estava o arqueiro que salvou os caras. Depois disso, sumimos em campo, só deu eles, antes de marcar o segundo, tiveram 3 chances claras.

Sobre o segundo gol, foi mais uma braga nossa, Feijão apertado por Tiago Real poderia ter isolado a bola, mas rolou para dentro da área para o lento Gustavo que chegou atrasado e fez pênalti não marcado em Robert, na sequência teve a chance de isolar a bola, mas preferiu tocar para a entrada da área para Juninho, Marinho roubou facilmente, e a bola sobrou para uma bela conclusão de Tiago Real.

Como visto, nos dois gols deles, tivemos a posse de bola por três vezes e entregamos de volta de forma displicente e amadora. 

Depois chegamos mais três vezes, mas não fomos capazes de marcar um gol. Destaco que as substituições técnicas realizadas por Doriva não surtiram efeito, Rômulo entrou no lugar de PR, mas nada fez; e Jacó no de ZR, não me lembro de tê-lo visto tocar na bola.

A derrota doeu, perder os 100% contra o Vice e com dois gols de ex-tricolores foi a pior forma disto acontecer, mas nada está perdido, pelo primeiro tempo mostramos que temos time para vencê-los, e perdemos quando podíamos perder. Ademais, como tudo na vida, a derrota tem também um lado positivo, serve como aprendizado, e também para a comissão técnica e diretoria enxergarem que precisamos de reforços, não podemos ter um time e sim um elenco. Acorda MS, até o momento foram 4 BaVices com 3 derrotas.

Por fim, o retrato do Bahia no segundo tempo foi uma falta na intermediária cobrada bisonhamente por Éder, mostrou todo nosso desespero, falta de organização e comando dentro de campo.