Marca SóBahêa

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quinta-feira, 24 de março de 2016

Destaques: Bahia 1 x 0 Santa Cruz

Quem acumulou? Doriva e a direção tricolor jogaram a molecada ao mar, ainda bem que os tubarões eram banguelos, e a meninada enfrentou alguma turbulência, mas saiu viva do outro lado, não morreu na praia. Já me arrisco a dizer que o trabalho diferenciado com a base que a direção anunciou quando tomou posse começa a dar resultados. Nitidamente, alguns jogadores, em especial do meio para trás, estão subindo com condições de fazer parte do elenco principal, se serão titulares, destaques ou ídolos do time é precoce para dizer. 

Ontem, três se destacaram positivamente, Júnior, Luiz Fernando e Dedé, em especial os dois últimos. LF foi bem consistente na cabeça-da-área e fez uma coisa que me agrada muito, várias vezes veio buscar a bola no pé dos zagueiros, impedindo os velhos e improdutivos lançamentos, ou seria chutões. É certo que ele não deu nenhum lançamento ou passe em profundidade, se limitando a tocar para o lado, mas para uma estreia foi muito bem. 



Porém, meu destaque do jogo foi Dedé, o moleque foi tão bem que confundi com Éder,  tanto que escrevi todo o post da análise do jogo trocando um pelo outro, erro já corrigido. Gostei da personalidade do garoto na marcação aos homens de frente do Santinha e também do bate-boca no final com o mala do Alemão, mostrando que dentro da Fonte quem manda somos nós.

Quem ficou devendo? Como já disse, a molecada foi largada sozinha no deserto e sem um oásis a vista, por isto não escolherei quem ficou devendo, só tecerei breves comentários sobre três jogadores. 

Marlon foi bem na marcação no primeiro tempo, mas no segundo, ficou totalmente perdido, e nas suas costas nasceram as únicas jogadas de ataque do Santa, ademais em todo o tempo que permaneceu em campo, foi nulo na parte ofensiva. Ou seja, ainda não está pronto, tem de voltar para a base e ganhar mais cancha para poder figurar novamente no time de cima.

Itinga não apareceu, perdeu todas as bolas no alto e fez apenas um ou duas boas jogadas de pivô. Com certeza, oito gols na Copinha, e com a idade inferior aos adversários, o credencia a ser uma grande promessa, repito promessa, mas ainda muito longe de ser uma realidade. Precisa voltar para a base e lutar muito por posição com Jacó e Rodrigo Rodrigues. No estágio que se apresenta, jogar no time de cima é queimação pura.

Henrique começou empolgando a torcida com uma bela arrancada no princípio do jogo, depois foi caindo, caindo, até ser justamente substituído por Moisés. Sem dúvida, ele foi atrapalhado pelo longo tempo de inatividade, porém se mostrou bem atrapalhado em alguns lances. 

Finalizando, aproveitar a base é o caminho, é um círculo virtuoso, utilizando a molecada, atraímos bons jogadores para nosso clube. Porém, queimar etapas é perigoso, já vi vários sumirem do Bahia na mesma velocidade que foram lançados, notaram que Cristiano, promovido precocemente ao profissional, ontem não apareceu? Os torcedores precisam fazer sua parte, não adianta esperar um craque em cada jogador que sobe, é inconcebível vaiar a galera no primeiro tempo, temos de ter paciência. Lembro que queimamos Ananias, e depois tivemos de aguentar Jones Carioca, enquanto isto Ananias segue sua carreira de forma consistente em outras equipes.

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