Marca SóBahêa

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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Outro empate com gosto de triunfo

O jogo começou morno, o Santa Cruz não fez a pressão que se esperava, e o Bahia segurava bem na defesa, voltando ao esquema 4-1-4-1, e tinha liberdade para tocar a bola, mas não acertava o passe após o meio-campo. Até os 20 minutos, o único fato que chamou atenção foi o choque de cabeça entre Grafite e Lucas Fonseca, com o zagueiro do Esquadrão levando a pior, com um corte no supercílio, tendo de ser substituído mais na frente.


Aos 20, Edigar Junio rouba a bola no meio, toca para Danilo Pires, a finalização saiu forte, no rebote do goleiro Hernane Brocador, sempre ele, abriu o placar. Logo após o gol, o Bahia chegou mais uma vez pela direita, mas desperdiçou a chance. Os dois lances mostraram a importância de DP no esquema tricolor, pois além de marcar, ele chega no ataque, ajudando nas jogadas pela direita.

Parecia que o Bahia ia dominar e marcar o segundo, entretanto paramos, o Santa acordou e foi para cima. Não chegou a ser uma pressão, mas o Esquadrão não conseguia mais segurar a bola no ataque, a bola batia e voltava. Só chegamos mais uma vez no primeiro tempo, numa cabeçada de HB que bateu na trave e saiu.

Para piorar, parece que Doriva e os jogadores não viram as fitas dos jogos do Santinha, pois Keno, o melhor jogador deles na temporada, começou a fazer a festa em cima de Hayner, na primeira meteu nas canetas do nosso lateral, driblou LF, mas Danilo Pires travou o chute; na segunda, recebeu de Grafite e tocou para trás, João Paulo chegou afastando; mas na terceira, não teve jeito, ele se livrou de três jogadores do Bahia e bateu cruzado para empatar o jogo, praticamente no último lance do primeiro tempo. Só um detalhe, no início do lance DP perdeu a bola no ataque e ficou caído, HB que voltou para ajudar Hayner.

Enfim, começamos com o controle do jogo e acabamos pressionados. Ademais, voltamos a ser um time capenga, jogando só pela direita, Juninho, ThR e JPG não fizeram uma só jogada pela esquerda.

O segundo tempo começou, mas o Bahia não voltou do vestiário, assistimos o Santa jogar, Keno continuou fazendo a festa pela nossa direita, e as chances de gol se sucediam. Aos 12, veio a justa virada do Santinha com Grafite, numa bola que nossa zaga deixou o ataque do Santa dominar a área.

Depois do gol, o Santa recuou um pouco e o Tricolor pôde enfim respirar e segurar a bola. Luisinho entrou no lugar de EJ, e no primeiro toque na bola teve a chance de empatar, mas bateu na zaga. Juninho e ThR continuavam sumidos. O Santa, mesmo com o freio-de-mão puxado e com a saída de Keno, continuou mais perigoso.

Contudo, o jogo só acaba quando termina, já disse o filósofo, o zagueiro do Santa deu uma pixotada e fez um pênalti ridículo. Na cobrança, Luisinho Bigode bateu no alto e empatou.

Enfim, continuamos invictos na Lampions, contudo a atuação do segundo tempo mantém a luz amarela acesa no jogo de volta contra o Fortaleza, pois nossas laterais continuam duas avenidas, nosso meio, apesar da boa partida de DP, continua incapaz de prender a bola e armar o jogo, e nosso ataque continua vivendo de lampejos, por sinal ThR não entrou em campo hoje.

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