Marca SóBahêa

Marca SóBahêa

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Vencemos, mas não convencemos

Como bom baiano que sou, não resisti ao convite de ir comer um acarajé no Guará (cidade satélite de Brasília), recomendo, desceu muito bem. Por isto, só comecei ver o jogo aos 15 minutos do primeiro tempo, quase tive uma indigestão com o futebol apresentado pelo Bahia nesta etapa da partida. Sem dúvida o desempenho do Bahia despertou os piores pesadelos do torcedor, alguns fantasmas reapareceram, parecia um time de várzea, os jogadores mostraram todas as deficiências possíveis, passes errados, domínio equivocados, posicionamento de time amador, ou seja nada se salvou. 

O Bahia foi um time sem nenhum fundamento técnico e sem nenhum sentido coletivo. A zaga falhou por cima, por baixo e na antecipação; Lomba estático debaixo das traves, assistia a bola cruzar nossa área de um lado ao outro; no apoio nossos laterias pareciam ter 16 pernas cada, se atrapalhavam com a bola; nosso meio não marcava e não acertava um passe; e nosso ataque não existiu.

O primeiro lance que vi foi a bola na trave do Fluminense, ainda bem que o juiz marcou impedimento, mas chamo atenção que lances similares se repetiram durante todo o jogo, na cobrança das faltas laterais à nossa área, sempre aparecia um ou dois jogadores do Touro livre. O primeiro bom lance do tricolor foi aos 23 minutos, em um bom contrataque puxado por Edigar Junio e Juninho, terminando na conclusão de Danilo Pires em cima da zaga. O Bahia chegou novamente aos 29 minutos, mas Moisés furou após cruzamento de Tinga. Na sequência do lance, o Flu de Feira teve uma boa chance, mas o atacante demorou para chutar e Róbson travou o lance. 

A etapa inicial foi realmente para assustar o torcedor, fomos lentos, ruins tecnicamente e dispersos durante os 45 minutos. A tranquilidade de poder perder de 2x0 trouxe o marasmo e a preguiça; a derrota para o Santa Cruz nos tirou a confiança e nos deixou com a insegurança e o medo de arriscar uma jogada. Nitidamente, o psicológico do grupo estava abalado, por isto apresentamos um futebol burocrático e sem brilho. Merecidamente a torcida vaiou no intervalo.

No segundo tempo, o Bahia melhorou, longe de ter feito um grande jogo, mas pelo menos mostrou mais disposição, encaixou alguns bons contrataques e, mais importante, brocou e garantiu o triunfo. Aos 5 minutos, tivemos a primeira chance, em um contrataque puxado por Luisinho e Juninho, mas EJ isolou na conclusão do lance. Contudo, EJ não demorou a se recuperar, no lance seguinte fez uma excelente jogada pela esquerda e rolou com açúcar e afeto para Thiago Ribeiro marcar seu primeiro gol com a camisa do Bahia. 



Peço licença para abrir um parênteses, estes dois lances e mais alguns no segundo tempo me dão segurança para dizer que Doriva errou nos 3 últimos jogos ao escalar EJ pela direita, sem dúvida ele se sente mais a vontade e rende mais pela esquerda. Se Doriva entende que ThR é o titular pela esquerda, saque EJ do time e coloque Luisinho.

Logo após o gol do Bahia, o Touro do Sertão empatou num golaço. Eu já ia elogiar Lomba pela saída para cortar o cruzamento, mas não deu tempo, Luquinhas pegou o rebote e sem deixar a bola cair soltou um petardo, belo gol.

O jogo continuou mais interessante do que na primeira etapa, os dois times criaram e tiveram algumas chances de gol. Entretanto, quero destacar o excesso de individualismo dos atletas do Esquadrão, em vários lances, o certo era tocar, mas nossos jogadores insistiam em tentar o drible, Moisés e EJ passaram dos limites. 

Paulo Roberto jogou mal novamente, e Danilo Pires estava apagado, Doriva optou por tirar o segundo e colocar Feijão, apostando que o futebol de PR cresceria no esquema 4-2-3-1, mas não foi isto que se viu. Só restou ao treinador sacar PR, vaiado pela torcida na saída do campo, e colocar Gustavo Blanco, voltando ao 4-1-4-1. Entendo que Feijão e GB entraram bem, melhorando nosso meio, mas GB sentiu a longa inatividade e errou alguns passes básicos.

Aos 22 minutos, o Bahia marcou o segundo com Luisinho, destaco o preciso lançamento de ThR. No final da partida tivemos dois lances idênticos, mas no primeiro ThR chutou para a defesa do goleiro, e no segundo Luisinho isolou.



Valeu pela recuperação no segundo tempo, depois de uma primeira etapa medíocre; pelo triunfo; e pela classificação para a final. Contudo, não podemos repetir o futebol da etapa inicial, pois não tem vantagem de dois resultados iguais para sustentar tanta mediocridade e ruindade. Basta foco e tranquilidade, estamos a 2 empates do TRI.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Prezados leitores, todos os comentários são bem vindos e enriquecerão as discussões. Entretanto, solicito moderação, evitando termos agressivos e acusações sobre jogadores, comissão técnica e direção do Esquadrão.
Solicito também respeito aos demais leitores, não sendo permitido postar xingamentos.
Os comentários que não atenderem as recomendações acima não serão aprovados.