Marca SóBahêa

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terça-feira, 31 de maio de 2016

A montanha russa tricolor

O Bahia entrou em campo com o time que a torcida pediu, Juninho e Cajá no meio para armar o time e o trio de atacante formado por Luisinho, Hernane e Edigar Junio. Com esta escalação, com os jogadores bem colocados em campo e demonstrando muita vontade, o Bahia dominou completamente o Timbu, criou várias oportunidades, porém mais uma vez faltou competência para marcar. Infelizmente, este cenário só durou os 45 minutos iniciais, depois do intervalo, com 5 minutos já era possível afirmar que o Bahia voltou sem a mesma pegada.


Na etapa inicial, Juninho fez aquilo que se espera dele, buscou a bola no pé da zaga, deu qualidade na saída de bola do Bahia, acertou lançamentos e arriscou três bons chutes. Cajá, por sua vez, sentia a falta de ritmo, mas mesmo assim, fazia um bom papel na armação do time, além de ser responsável pela melhor oportunidade do Tricolor no primeiro tempo. No ataque, Hernane bem, abrindo pelas pontas e fazendo bons lances individuais; já EJ insistia em prender a bola e várias vezes foi facilmente dominado, além de perder a primeira chance do jogo, em um belo passe de Feijão; Luisinho estava apagado e prejudicado pela falta de Danilo Pires e pelo péssimo futebol de Tinga.

Na parte defensiva, fomos bem, o Náutico só tinha duas jogadas, lançamento longo, só acertou um, com Roni ganhando de Feijão na corrida, mas concluindo mal; e cobranças de falta na área, mas sem nenhum perigo.

Em suma, tivemos muito volume de jogo, ganhamos todas as segundas bolas, criamos oportunidades, mas pecamos na finalização e no passe final e, mais uma vez, o goleiro adversário foi bem.

No intervalo, Doriva tirou Feijão e colocou Danilo Pires, como dito anteriormente, o time voltou sem a pegada da primeira etapa e o Náutico começou a ganhar a segunda bola e consequentemente a encaixar o contrataque. Com 14 minutos, Doriva sacou Cajá, extenuado e já sem a capacidade de armar o time e colocou Zé Roberto. DP e ZR entraram mal na partida, com isto, até os 30 minutos, só deu o Timbu, mas, para nossa sorte, o ataque deles também não acertou o pé, no único chute com endereço certo, Lomba fez uma boa defesa.

Doriva fez a última troca, Henrique no lugar de EJ. Na boa, Henrique não acerta nada, drible, chute, cruzamento, cabeçada, tudo parece difícil para ele, deu uma furada no final do jogo que o pé dele deve ter parado nos Orixás do Dique. A partir dos 30, o Bahia, mesmo sem apresentar o futebol da primeira etapa, criou algumas oportunidades, na melhor delas, Juninho cobrou falta com maestria, a redonda chocou no poste e voltou na cabeça de Luisinho, imagino que toda a torcida gritou gol, mas nosso avante cabeceou de forma medonha, a bola nem perto da trave passou.



Finalizando, o resultado foi péssimo, perdemos os primeiros dois pontos em casa, contudo o que mais preocupou foi a queda de rendimento da equipe, pareciam dois times diferentes. Hoje, vou ter de me render aos comentaristas da ABC, o Bahia do segundo tempo foi ridículo, time de várzea, sem organização, sem capacidade de reagir ao domínio do adversário. Não culpo apenas Doriva pelo resultado, apesar das 3 substituições não darem resultado, os jogadores também possuem uma boa parcela de culpa pelo 0x0, não se pode perder tanto gol impunemente. A diretoria tem de se fazer presente e cobrar da comissão técnica e dos jogadores um futebol mais convincente e regularidade dentro da partida.


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