Marca SóBahêa

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segunda-feira, 23 de maio de 2016

EC. Bahia: avanços e erros que se repetem

Bastaram dois jogos, um triunfo em casa e um empate fora, para decretarmos a demissão do treinador, a queda do Bahia para a Série C, a necessidade de contratar um jumbo de jogadores, o fim da carreira de Thiago Ribeiro, e mais outras previsões apocalípticas. Em parte, acho que os críticos estão certos, a incapacidade de marcar gol do Bahia preocupa, faltou um na Lampions, um no Baianinho, um no Paraná e dois contra o Coelho pela CB. 

Mas, por outro lado, dos 5 jogos citados acima, fomos superiores em 4  quando dominamos e criamos chances claras para marcar; somente no jogo do Santa, em especial no segundo tempo, fomos inferiores ao adversário. Ainda que de forma tímida e insuficiente, o time apresenta algumas evoluções importantes que mostram uma evolução do conjunto, vejamos algumas:


1- nossos laterais estão apoiando muito mais e chegando na linha de fundo adversária com frequência, tem tempo que não vejo nossos lados tão atuante. Mas, como nem tudo são flores, todos 4 pecam no fundamento cruzamento. Não sei se por orientação do treinador ou opção dos atletas, a maioria dos cruzamentos é rasteira, facilitando o corte da zaga contrária. Vejam os mapas de calor abaixo, notem como em ambos os jogos da Série B, os laterais do Bahia atuaram adiantados e chegaram várias vezes próximos a área adversária.

Sem dúvidas, a chegada dos laterais tem propiciado a maior parte das chances de gol durante o jogo. Segundo informações do footstats.net, os 4 juntos fizeram 32 cruzamentos, sendo 11 assistências para finalizações, incluindo as duas que findaram nos gols tricolores.

Destaca-se que pelo lado direito, Danilo Pires tem sido muito mais efetivo no apoio aos laterais do que JP pela esquerda, como já demonstrado anteriormente.



2- Após a saída de Talisca, o Bahia ficou carente de cobradores de falta. Ano passado, a esperança era Souza, mas me lembro de poucos acertos. Nos dois últimos jogos, Juninho acertou a trave duas vezes em cobrança de faltas, trazendo esperança para a volta dos gols de falta. Apesar desta evolução, Juninho caiu muito de produção no último mês, espero que com a entrada de Cajá, e atuando mais atrás com mais liberdade, Juninho volte a acertar os lançamentos e chegue como homem surpresa para concluir os lances. No jogo contra o Paraná, entendo que sua entrada foi fundamental para o crescimento do Bahia no segundo tempo, vejam a diferença de movimentação entre ele e PR. Contra o JEC, entraria com ele como titular.




3- O preparo físico do time melhorou sensivelmente. Ano passado, não era raro ver o Bahia desaparecer no segundo tempo. Este ano, o time vem aguentando correr os 90 minutos, destaco que no jogo contra o América/MG até o final os jogadores correram atrás do resultado que não veio pela falta de competência dos mesmos na conclusão das jogadas, não por falta de luta e disposição.

4- A entrada de Jackson deu mais segurança ao setor defensivo. Ao contrário de Gustavo que estreou de forma bisonha no ano passado, Jackson, se não chegou a empolgar, fez partidas seguras e sem erros comprometedores. Adicionalmente, o esquema com dois volantes, e o crescimento de Feijão permitiram uma maior proteção da zaga e cobertura dos laterais, consequentemente, temos passado menos sustos durante as partidas. Incrivelmente, tenho ouvido e lido poucas críticas ao nosso setor defensivo ultimamente.

5- Mesmo sem estrear seu principal meia e seus dois atacantes mais efetivos do ano, o Bahia conseguiu criar diversas chances de gol, não por acaso, a maior parte das críticas que ouvimos ao time é pela incapacidade de marcar gols. Aqui cabe um registro, Thiago Ribeiro que veio para ser uma das estrelas do time tem decepcionado, está longe, muito longe de ser o jogador incisivo e decisivo que todos esperamos, não é de hoje que venho criticando este atleta aqui, concordo com aqueles que pedem um banco para acordar ThR. Por outro lado, Luisinho começa a aparecer mais nos jogos dando alternativa ao ataque.

Para encerrar, apesar destes avanços registrados aqui, ainda estamos distantes do que precisamos para subir no final do ano. O que mais me irrita é ter começado a Série B ainda precisando improvisar jogadores, cito os casos de Zé Roberto, um típico atacante de lado, jogando de centroavante, veja no mapa de calor que ele buscou o lado esquerdo do campo, ao invés de jogar pelo meio; e de João Paulo jogando como meia, em algumas partidas ou em alguns momentos até para surpreender o adversário sou totalmente favorável a esta improvisação, mas desde o início em todos os jogos, mostra uma nítida carência do elenco.



Um comentário:

  1. Miguel,

    Concordo sobre os avanços do time depois do desastre do primeiro Ba x vice da final. O time está mais consistente defensivamente e apresenta mais volume de jogo apesar da falta de criação do meio de campo.

    Os laterais, Tinga e Moisés, que são fortes e altos, estão ajudando na marcação das bolas aéreas, fato que a gente não via nos laterais do ano passado e nos que começaram o ano de 2016.

    Um coisa que está me incomodando é o fato de Thiago Ribeiro cobrar falta e escanteios. Ele, como atacante, tem que estar presente na área nas cobranças de falta e escanteio. Ele tem altura e inteligência para tentar o cabeceio. Não vejo justificativa plausível para ele ser o cobrador das faltas e escanteios.

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