Marca SóBahêa

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domingo, 15 de maio de 2016

Esperava mais

Começou a Série B, o grande objetivo do Bahia em 2016. Ganhamos, mas não convencemos; os três pontos vieram, entretanto o bom futebol não apareceu; a torcida apoiou, mas o time não empolgou. Enfim, agora faltam 62 pontos, 17 triunfos e 11 empates.

O Bahia entrou com o mesmo esquema do último BaVice e começou o jogo ligado, foram bons os 5 primeiros minutos, conseguimos abafar o Avaí e até criamos chance. Contudo, a partir daí, o jogo ficou equilibrado, com os dois times alternando ataques, mas sem criar grandes chances. Aos 20 minutos aconteceu o lance que ia definir o ritmo do jogo, o defensor do Avaí, Alemão, quase arranca a cabeça de Paulo Roberto com as travas da chuteira, sendo justamente expulso. PR sem condições de jogo saiu para entrada de Juninho. Estranhei o fato de Juninho ficar mais recuado e Feijão mais próximo a área, sinceramente, faria diferente.


A partida virou um ataque contra defesa, o Bahia tocava a bola de um lado para o outro e explorava bem os lados do campo, mas se equivocava nos cruzamentos, sem dúvida faltou mais ousadia ao time e, sobretudo, criatividade ao meio-campo. Não fomos capazes de criar grandes chances, o que é preocupante, pois o adversário era frágil e era 11x10 a nosso favor. O Bahia foi bem pelo lado direito com Danilo Pires e Tinga aparecendo muito, mas o último passe nunca saía na medida.

A torcida apoiava, mas já começava a pegar no pé de Zé Roberto. Aqui cabe uma reflexão, apesar de ZR ser capaz de atuar nas 3 do ataque, ele é um atacante de ponta, acaba saindo muito da área e não tem a presença dos matadores. Entretanto, coube a ele marcar nosso gol em um bom cruzamento de Moisés. 



O início do segundo tempo foi muito ruim, o Bahia se acomodou com o 1x0 e o Avaí não tinha força para reagir. Doriva percebeu e colocou Luisinho no lugar de Feijão. Com esta alteração, Juninho e Danilo Pires passaram a jogar em linha, mas em posições invertidas Juninho pela direita e DP pela esquerda; na frente dos dois Thiago Ribeiro, se movimentando muito, mas produzindo pouco, e João Paulo, apagado durante todo o jogo, só um bom chute no primeiro tempo; e Luisinho e ZR no ataque. O Bahia melhorou e começou a pressionar mais, o que resultou no segundo gol em um bom cruzamento de Tinga, após passe de Luisinho, com uma conclusão de letra de ZR. Gol para lavar a alma do moleque, de longe, o jogador mais perseguido pela nossa torcida.

Com os 2x0, o jogo continuou na mesma toada, o Bahia com a bola no pé, mas criando pouco e os Catarinas abatidos. Ainda colocamos Gustavo Blanco no lugar de JP, GB entrou se movimentando bem pelo meio, mas criou pouco. Quando o jogo já se encaminhava para o final, numa falha coletiva do nosso meio e zaga, o Avaí diminuiu.

Já ia esquecendo do estreante, não tenho como avaliar Jackson, uma vez que o Avaí não chegou. Entretanto, chamo atenção que ele mostrou uma qualidade rara em zagueiro, a capacidade de lançamento, fez dois nos pés dos atacantes no primeiro tempo. Em compensação, mostrou está sem ritmo de jogo, errando dois passes básicos.

Longe de empolgar ou de transmitir segurança, a partida mostrou que ainda precisamos evoluir muito, em especial na criação das jogadas, aumentando a expectativa e a responsabilidade sobre Cajá. Enfim, as estrelas da noite foram a torcida e seu desafeto Zé Roberto com seus dois gols que garantiram os 3 pontos em uma noite com um futebol pouco inspirado do Bahia.

Um comentário:

  1. Miguel,

    A velha deficiência de criação do Bahia foi escancarada mais uma vez no jogo de sábado. Thiago Ribeiro está fazendo o papel de meia aproveitando o seu bom passe e movimentação, mas está longe de ser o armador que o time e torcida merecem. Vou aguardar a estreia de Renato Cajá para ver um sopro de qualidade no nosso setor de criação finalmente. Depois de Robert em 2004, apenas alguns lampejos de Morais em 2010 deram um toque mais refinado no nosso meio campo.

    Mais preocupante ainda é olhar para o banco de reservas e não enxergar jogadores capazes de mudar o panorama de uma partida.

    O jogo não foi empolgante, porém os 3 pontos vieram para nossa alegria e para mostrar que o triunfo em casa tem que ser sempre uma meta num campeonato longo. Com sufoco ou não, o que importa é que começamos com o pé direito e que já demos o primeiro passo ao sonhado acesso.

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