Marca SóBahêa

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domingo, 1 de maio de 2016

Tá difícil, tá complicado

Sinceramente, espero que a Diretoria do Bahia, nosso treinador e nossos jogadores não se apeguem à falha do arbitro na marcação do pênalti para justificar mais esta derrota para o rival. Precisamos sim, reconhecer que nossa atuação foi pífia; que nosso meio-campo se escondeu do jogo; que nossas estrelas, se é que a temos, jogaram um futebol burocrático e não puxaram a responsabilidade quando preciso; e que nosso treinador foi pouco ousado, para dizer o mínimo, e se limitou a repetir o esquema tático que já tinha sido engolido no último jogo contra eles.

Criticar e achar soluções depois da derrota é fácil, mas estava na cara que Doriva teria de alterar o esquema do Bahia para este jogo. O resultado era nosso, tínhamos de ter povoado o meio e sair no contrataque, não precisávamos entrar com 3 jogadores na frente desde o início. Porra Doriva, arrisque mais, saia da mesmice e da zona de conforto.


O jogo começou com muita disputa e marcação, nada acontecia de nenhum dos dois lados, O time do Bahia, sem meio campo, se limitava a dar chutões para frente, algumas vezes com Lomba, outras com a zaga, em duas destas até chegamos, mas erramos os cruzamentos, facilitando o corte da defesa. Nosso meio foi incapaz de buscar a bola, Feijão pilhado, mas apagado, não se apresentava, Danilo Pires aberto pela direita não aparecia, e Juninho bem marcado por um dos volantes dele, estava sumido. Novamente, Mancini posicionou Marinho e Vander abertos pelas pontas, impedindo a nossa saída pelos lados.

Defensivamente, o Bahia anulava bem as tentativas de investidas do rival pelos lados, nossos laterais vinham dando conta do recado. No primeiro lance que Moisés deu espaço para o cruzamento, o juiz inventou um pênalti. Gol dos caras.

O jogo continuou na mesma toada, tivemos uma chance de empatar numa falha da defesa deles, mas Hernane adiantou muito a bola. Por outro lado, nossos laterais já subiam mais e começaram a dar espaço pela pontas, numa destas, eles chegaram ao segundo, depois de uma escapada de Vander e uma boa conclusão de Amaral. Entendo que Lomba não falhou, a bola fez uma curva saindo dele. Ainda tivemos mais duas chances, mas Edigar Junio concluiu a primeira como uma criança de escolinha e DP fez o que a teoria manda, cabeceou para baixo, mas a bola subiu muito.

O segundo tempo começou com os dois times mais dispostos, o Bahia começou a chegar mais, mas dava muito espaço para o contrataque dos caras, nossos laterais caíam antes de ser driblados, bastava a ginga e o cara despencava, ridículo. Luisinho entrou no lugar de EJ e desperdiçou uma grande chance, faltou calma e categoria. Juninho começou a aparecer e com ele os erros, Doriva se cansou e colocou Gustavo Blanco. Entendo que GB entrou bem, com boa movimentação, foi o primeiro meia do Bahia que veio buscar a bola na zaga. Henrique entrou no lugar de ThR e mostrou que tem de evoluir muito para ser útil.

Se o time do rival tivesse um pouco mais de qualidade, poderia ter decidido o campeonato hoje, pois a partir dos 30 minutos, o Bahia sumiu em campo, se tornou um time sem alma, sem vontade, sem brio e poder de recuperação, ou seja, um arremedo de equipe sem nenhuma organização tática. Errávamos um passe atrás do outro e demos diversas chances de contrataque, na única que acertaram, Lomba fez uma grande defesa.

Para mim a cara do Bahia no jogo foi Moisés, por duas vezes ele chegou em excelente condições pela esquerda, nas duas fez merda. Mostrando falta de capacidade técnica e, sobretudo, insegurança e medo de decidir. Na segunda era para afundar o goleiro, mas nosso lateral se aputou e decidiu cruzar passando a responsabilidade para outro decidir. Na marcação, ele era facilmente vencido com a maioria dos nossos "atletas". Ou seja, este foi nosso retrato hoje, a bola queimava em nossos pés, nosso jogadores queriam se livrar da mesma de qualquer jeito, além de sermos inseguros na marcação.



Marcelo Santana e Companhia, independentemente do que aconteça no próximo jogo, estejam cientes que precisamos nos reforçar muito para a Série B. Concordo que o primeiro semestre é realmente para se contratar pouco e fazer testes, que tivemos um bom desempenho nas fases classificatórias, mas na hora do vamos ver, da onça beber água, de mostrar a diferença dos vencedores para os perdedores, estamos tomando pau repetidamente, assim vai ser difícil ser aprovado no final do ano.

Encerrando, desde antes a saída de Sérgio Soares que defendo a contratação de Doriva para ser nosso treinador, mas depois dos nós que ele tomou de Mancini, Marquinhos Santos e Milton Mendes, começo a ter dúvida se ele está prepara, se é o cara certo para nos conduzir na Série B. O que mais me preocupa é que em nenhum dos jogos, ele mostrou capacidade de alterar o cenário do jogo, em todos assistiu passivamente o time ser dominado pelo adversário.

No mais, ainda não acabou, o time deles tem falhas que podem nos levar ao título no próximo domingo. Derrotado, mas não vencido. BBMP

2 comentários:

  1. Atuações pífias foram em todos os jogos. Raros momentos de futebol de alguma qualidade. Nossa forte de alimentação até então, foi à ruindade alheia. Quando a festa o traje exigido era calça comprida fomos barrados no baile. Quanto ao técnico. Concordo, fraco e fracassado em duas oportunidade este ano. Finalizado o Campeonato Baiano teria que ser demitido, exceto que se vencesse a espécie de triangular ou quadrangular com o Vitória que na verdade e a exata tradução do Campeonato Baiano.

    Mas sabemos: O estilo “quebrador de paradigma” do presidente do clube, será mantido assim como preconiza e recomenda os livros de gestão esportiva, guia espiritual do clube. Portanto, Doriva ficará com qualquer resultado no Domingo e na própria Serie B, o exemplo Sérgio Soares ainda vive. Falcão fez um belo trabalho fim de Campeonato brasileiro no Sport, perdeu para o Campinense, já era se foi e a fila andou.

    Sim, o inicio de ano é para contratar e testar jogadores, vou além, e técnico também. Este foi testado e reprovado. O

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  2. Domingo, o Bahia foi tão irritante quanto no jogo contra o santa Cruz, que nos desclassificou do Nordestão. Um time previsível, que se deixou abater completamente depois que tomou o primeiro gol. Aliás, tem sido assim nos últimos Ba x vices. O time começa com uma breve empolgação, mas se entrega quando toma o primeiro gol e não demonstra poder de reação.

    Miguel, discordo que não houve falha de Lomba no segundo gol. Ele está se especializando em tomar gol em chute no alto e de fora da área. Ele tem um excelente reflexo e é um paredão em chutes de curta distância ou a queima roupa, como na defesa que fez no voleio de Kieza. Porém, ele é um goleiro que sempre joga adiantado e se posiciona mal nos chutes de fora da área. Apesar da felicidade do chute do jogador do time do aterro sanitário, Lomba se posicionou totalmente no lado esquerdo e demorou para voltar ao meio do gol a fim de se colocar melhor. Muitos vão dizer que a bola foi indefensável, mas chutes deste tipo tem sido sempre indefensáveis para Lomba. O que faz um goleiro top de linha é fazer milagres nas situações mais inusitadas e mostrar equilíbrio em todos os fundamentos. E outra deficiência clara de Lomba é nas cobranças de pênalti. Ele chega a ser ridículo e amador. Todo pênalti é bola em um canto e Lomba fora da foto. Espero que os nossos goleiros da divisão base não estejam se espelhando nele neste quesito.

    Quanto ao técnico, eu fui favorável a que o Bahia trouxesse um técnico mais cascudo no início do ano, tipo Abel Braga, Nelsinho Batista ou até Luxemburgo, desde que este viesse amarrado com um contrato por produtividade e sem onerar os cofres do clube com o staff que o acompanha. Para tratar com jogadores jovens e os jogadores "puta véia" que se acham donas do clube, nada melhor do que um treinador que imponha respeito e que tenha experiência necessária para se fazer entender. Sou contra a vinda de treinador com perfil de aposta ou emergente. Isto deve ocorrer quando se tem uma diretoria competente e casca grossa para servir de blindagem ao treinador, principalmente nos revezes. Não é o caso da diretoria atual do Bahia, que, a cada rodada, demonstra que o slogan de campanha "A vez do futebol" não foi pra valer.

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