Marca SóBahêa

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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Amanhã é dia do Bahia em Brasília

18/06/2016 não será um dia qualquer em Brasília, será o dia do encontro da Embaixada Bora Bahêa Brasília com seus ídolos Beijoca e Zé Carlos; será um dia de confraternização, de rever velhos e fazer novos amigos; de assistirmos e torcermos juntos pelo Esquadrão; dia de ajudar a quem necessita com doação, ação que já começou hoje, dia 17/06, com a doação de sangue por vários membros da EBBB; será um momento para se associar ao Esquadrão; será um dia de bater baba, suar para aumentar e sede e marcar gols; será um dia de ouvir música baiana, comer acarajé, caruru e beber uma relembrando os velhos tempos de SSA e do Bahia com os colegas. Enfim, será um dia tricolor, um dia de festa, um dia para celebrar amigos, o BAHIA e a vida.


Falar de Beijoca e Zé Carlos é tão fácil que fica complicado. São tantos momentos bons para lembrar que é impossível escrever e descrever todos aqui. Por isto, vou lembrar dois fatos que me marcaram, um de cada. 

Corria o ano de 1984, mal ia para a Fonte acompanhado, sozinho nem pensar, e o Bahia enfrentaria o temível Galo Mineiro. Se não estou enganado, o Tricolor nunca tinha vencido o adversário pelo Brasileiro. Nossa esperança de gol era ele, Beijoca, ídolo inconteste dos anos 70, que retornava ao Bahia, após um tempo fora. Não fui a Fonte, ouvi pelo rádio, e vencemos com dois gols dele. No outro dia meio-dia, eu vibrava vendo o replay como se estivesse vendo o jogo ao vivo, nunca esquecerei da antológica narração de Fernando José, SARAVÁ BEIJOCA, infelizmente não achei o vídeo com a narração citada, mas achei um com os gols



Não lembro da campanha naquele ano, não deve ter sido das melhores, mas a quebra deste tabu ajudou o time a almejar coisas maiores no Brasileirão, na sequência fizemos boa campanhas em 85, 86 e conquistamos a segunda estrela em 1988. Para conhecer melhor Beijoca e seu amor pelo Bahia, recomendo assistir os vídeos do Bahia dos Sonhos com o artilheiro.




Beijoca partiu do Bahia, mas não ficamos muito tempo sem um grande ídolo. Em 1986, no time da alegria, surgiu Zé Carlos, jogador esbelto, jogava pela direita, cobrindo o lateral, o fantástico Zanata, o homem dos cruzamentos mágicos. Não tenho dúvidas, muito do que Zanata, Bobô e Cláudio Adão fizeram em 1986 se deve a presença de Zé Carlos, pois ele com sua movimentação constante, ajudava a bola chegar com qualidade no ataque e ainda auxiliava muito na marcação e retomada de bola.

O grande momento do garoto Zé Carlos no Bahia foi sem dúvida em 1988. Naquele fantástico meio formado por Paulo Rodrigues, craque de bola, Gil Sergipano, excelente segundo volante, Bobô, a estrela da companhia, e Zé Carlos, o nosso 10, cabia a Zé Carlos pela direita e Marquinho pela esquerda, parar os laterais adversários quando o Bahia estava sem a bola, e levar o time à frente. Era um time praticamente imbatível em SSA, perdemos uma para o Botafogo, e empatamos 3, sendo duas com o Sport, em casa, todos os outros jogos foram triunfos convincentes e com show em algumas partidas.

É impossível não lembrar do gol de Zé Carlos contra o São Paulo no Morumbi, que petardo de fora da área, era metade do campeonato e aquele gol foi importante para dar confiança ao conjunto tricolor no restante do campeonato. 



Mas, o que não consigo esquecer mesmo é o cruzamento para o gol de empate na final contra o Inter, aquela curva merece uma tese acadêmica. Eu estava sentado no meio-campo e até hoje não acredito no que vi, Zé Carlos avança pela intermediária, para e coloca "com a mão" a bola na cabeça de Bobô, talvez no momento que mais representa a música de Caetano, cantada por Bethânia, "quem não curtiu a elegância sutil de Bobô". Gol que abriu o caminho para o título, gol de um time que jogava bola e honrava a camisa tricolor, gol para nunca esquecer, gol do Bahia porra. O lance do gol está aos 2:36 do vídeo.


Finalizando, estão todos convidados para relembrar estes e outros momentos amanhã, não precisa confirmar, basta chegar e fazer a festa. Parabéns aos organizadores, em especial a Nilson que acreditou e nos fez acreditar na realização deste dia, e obrigado ao EC. Bahia por trazer nossos ídolos e a taça de 88.

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