Marca SóBahêa

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terça-feira, 21 de junho de 2016

Bahia, um barco a deriva


Já diz o famoso fado português "navegar é preciso, viver não é preciso". Por isto, uma jornada de navio conta com toda uma programação prévia, com equipamentos e GPS que ajudam na navegação e mostram o rumo a ser seguido, e sobretudo de um capitão capaz de controlar e orientar a equipe da embarcação. Assim, deveria ser também a programação de uma equipe do porte do Bahia para a disputa de um campeonato, mas pelo que vemos, o tão propalado planejamento tricolor ainda não chegou ao futebol, continuamos com a imprecisão dos passes de um bêbado, 1 para frente, 2 para trás, não chegando a lugar nenhum, enfim somos um barco a deriva.

Se eu escrevesse tudo que estou com vontade, tenho certeza que o administrador do blogger expulsaria o Sobahea do seu domínio. Por isto, vou falar na língua das siglas, VSF, PQP, VTNC a direção e o elenco tricolor. O time precisou tomar dois gols do limitadíssimo Tupi para poder demonstrar vontade de jogar, na maior parte do tempo, o Bahia foi um time sem alma, raça, garra e gana, time de moleques para dizer o mínimo. Vou passar o post falando do jogo, pois se fosse falar como torcedor que sou, ia escrever muita merda, é melhor então evitar. 



Até os 8 minutos, o Bahia dormia em campo, acordou com uma boa troca de passe, mas que não resultou em nada. Começamos a pressionar a saída de bola do Tupi, Thiago Ribeiro roubou a bola do lateral, tocou para Juninho que soltou mais uma das suas bombas, na sobra Hernane perdeu um gol incrível, chutando de forma displicente em cima do goleiro. Na cobrança do escanteio, Danilo Pires, meio sem querer, cabeceou para uma boa defesa do goleiro.

Porém, paramos por aí e voltamos para a soneca do início do jogo. A bola era nossa, DP foi mole no lance e perdeu para Hiroshi, entendo que não foi falta, na sequência o atleta do Tupi se livrou facilmente de Hayner e Feijão e soltou a bomba no canto. Era uma bola defensável, mas Lomba falhou, permitindo a abertura do placar pelo limitado time de Juiz de Fora.

Depois do gol, o que se viu foi um Bahia abatido emocionalmente, perdido em campo, sem nenhuma jogada coletiva, sem velocidade, perdendo a bola infantilmente (Hayner foi o campeão) com os jogadores tomando as decisões erradas (Cajá em dois lances tentou a enfiada a bola pelo alto no meio da defesa, quando era mais fácil abrir o lance para as laterais), ou seja, um arremedo de equipe de futebol. Nesta toada, Hayner deu mais um passe errado, o Tupi aproveitou a defesa aberta, mas Lomba salvou.




O Bahia continuou nesta melancólica sintonia até aos 44, quando em uma bola roubada por Juninho, ThR tocou bem para Cajá que soltou o petardo na trave. Primeiro tempo medíocre, individualmente ninguém se salvou, com isto coletivamente fomos irreconhecíveis.

Inacreditavelmente, voltamos com a mesma formação. Aos 4, Moisés tabela com ThR, e faz uma merda, até agora não sei se tentou cruzar para HB ou bateu no gol, só sei que a bola foi bater na bandeirinha de escanteio. Na sequência, Feijão dormindo o sono eterno da Branca de Neve, perdeu a bola na entrada da área, já tinha perdido umas 3 no primeiro tempo, obrigando a zaga parar a jogada com falta. Na cobrança. Lomba foi com mão de alface na bola, deixando a mesma bater na trave, na volta 2x0.

O Bahia continuou incapaz de reagir, não criou nada, por incrível que pareça, ThR era o atacante que mais tentava, porém com qualidade técnica de aprendiz de escolinha.  Assim, o Tupi chegou aos 18 e 21 com muito perigo. Aos 20, nosso técnico resolveu mexer, entrou Régis e João Paulo Penha, saindo Hayner, já foi tarde, e ThR. 

JPP e Régis deram mais velocidade ao Bahia, passamos a incomodar mais a defesa adversária, mas sem criar grandes chances de gol, pois continuamos falhando nos fundamentos básicos do futebol, domínio e passe. Vou destacar HB, domínio de bola horrível, passes medíocres e finalizações bisonhas, este foi o cardápio do Brocador hoje. Ademais, JPP foi para o CSA e voltou com a mesma deficiência na conclusão das jogadas, perdeu duas de cabeça da entrada da pequena área.

Aos 35, quase tomamos o 3º num bom lance do centroavante deles. Na sequência, Cajá (vinha aparecendo e tentando os lances, mas morreu fisicamente) foi substituído por Luisinho que no primeiro lance diminuiu o placar aos 38. O gol foi o retrato do Bahia no jogo, típico lance de baba.

Depois disto, pressionamos desordenadamente e pouco assustamos, na única chance real, HB cabeceou com tanta displicência que nem posso falar que ele perdeu o gol, VSF.

O resultado e o desempenho de hoje mostram que precisamos URGENTEMENTE de reforços e de uma chacoalhada no elenco, não é possível um time profissional jogar da forma insolente e sem vontade como o Bahia atuou, fomos um time de MOLEQUES IRREPONSÁVEIS, pois profissionais que se respeitam tentam ao menos honrar a camisa que vestem, isto é o que penso.

MS, Pedro Henriques e Pandolfo, sejam homens e assumam de vez o controle da nau tricolor, senão o naufrágio é certo no final do ano, joguem aos tubarões os FDP que não querem honrar a camisa tricolor, mostrem ao elenco que o Bahia é bem maior que qualquer jogador. Infelizmente, a triste história de 2015 começa a se repetir.

Um comentário:

  1. Miguel,

    Sobre o jogo, eu só vi os gols porque, para a felicidade do meu fígado, eu não o assisti por estar centrado em outro compromisso. E pelos gols tomados por Lomba, eu posso concluir a vergonha que foi. Os dois gols foram frutos das deficiências contínuas deste goleiro que muitos torcedores apelidaram de "paredão". Eu já afirmei anteriormente que o único fundamento que presta nele é o reflexo nos chutes na curta distância. Estatisticamente, ele deve ter um balaio de gols tomados por falhar nos chutes de longa e média distância. E isto é fruto do mau posicionamento e da falta de envergadura dele. As minhas restrições com Lomba já vem desde quando foi contratado pois ele foi dispensado do Flamengo sem pestanejar e após ter a grande chance de substituir Bruno.
    Fica difícil um clube que quer voltar à série A ter um goleiro tão instável. Aquela máxima de que todo grande time começa com um excelente goleiro não se aplica ao Bahia porque o titular é apenas um goleiro de fase e se sustenta em um fundamento.

    Sei que o maior objetivo do seu blog é comentar sobre o desempenho do time em campo, mas não tem como deixar de falar dos bastidores do clube neste momento de turbulência. Não é possível que a torcida vá deixar o presidente/vice-presidente relaxados na zona de conforto até o fim do mandato. O departamento de futebol, carro-chefe do clube, está sendo gerido com o mesmo amadorismo das administrações anteriores. A gestão ridícula está exposta nos resultados nos campeonatos disputados pela atual diretoria. Foram oito campeonatos finalizados até agora (2 baianos, 2 Copas do Brasil, 2 Nordestes, 1 sulamericana e 1 série B) e somente um sucesso (1 baiano). Muito pouco para que se elegeu sob a bandeira que era a vez do futebol. Mais um insucesso (série B) está a caminho se não forem tomadas atitudes severas no departamento de futebol. Ficar bradando em entrevista que está com vergonha de sair de casa não vai melhorar em nada o ambiente de crise. Não foi nestas 3 seguidas derrotas que as fragilidades do elenco foram expostas. O problema já vem se arrastando desde a derrota vergonhosa para o Boa Esporte no ano passado quando, após o jogo, o presidente falou que naquele dia estava iniciando o ano de 2016 para o Bahia.

    A coordenação do futebol foi entregue a dois aprendizes (Eder Ferrari e Preto Casagrande) e a um diretor que parece querer agradar mais a empresário de jogador do que a torcida. A experiência conta muito no futebol para lidar com um ambiente extremamente ardiloso e recheado de jogador mimado.

    Hoje, tenho certeza que muitos tricolores que votaram em MS estão arrependidos. Na ânsia de limpar o Bahia do conservadorismo, elegeu-se um paraquedista e aventureiro sem nenhuma história dentro do clube. Após eleito, ele, com seu ego inflado e deslumbre pelo poder, achou que a experiência de tricolores que conhecemos bastidores do clube não era útil e resolveu administrar com um plano de gestão debaixo do braço que é vago e mais parece um trabalho de conclusão de curso de graduação.


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