Marca SóBahêa

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terça-feira, 14 de junho de 2016

Jogo quente no frio catarinense

Tem uma máxima que sempre ouço em luta de boxe entre pesos pesados, "quando o adversário sentir, parta para cima e termine a luta". Pois é, esquecemos de aplicar este ensinamento hoje e entramos numa fria no inverno do sul.

O Bahia entrou com o mesmo esquema que vinha dando certo, 4-4-2, com Moisés no lugar de João Paulo, e Thiago Ribeiro no lugar de Luisinho. Confesso que entraria no 4-5-1, com Régis no lugar de ThR, mas reconheço que o esquema armado por Doriva funcionou e o Bahia foi melhor a maior parte do jogo. 


O Tigre começou mostrando suas garras, e logo aos 4 minutos botou uma bola na trave após cobrança de escanteio. Sentindo o bom momento adversário, Lomba caiu em campo e esfriou o time deles. Com o passar do tempo, o Bahia mostrou ser um time melhor individualmente e  coletivamente, e controlou o primeiro tempo, sem passar sustos, mas foi incapaz de criar jogadas ofensivas, Cajá ainda não está conseguindo dar sequência nas jogadas. Na primeira que criamos, Juninho fez uma excelente virada de bola, Danilo Pires cruzou e Hernane brocou. Após nosso gol, eles ainda chegaram numa boa escapada pela esquerda, mas Gustavo, guardem este nome, cabeceou para fora.

Gostei muito do nosso sistema defensivo, anulamos bem praticamente todas as tentativas de ataque deles, transformando Lomba num mero espectador. Porém, achei o time tímido na criação de jogadas e na saída do contrataque, ThR fez uma boa etapa inicial, mas não conseguiu puxar com velocidade nossos ataques. Nossos laterais ficaram mais presos, por isto e com a atuação apagada de Cajá, criamos pouco.

Começamos muito bem o segundo tempo, logo no início, Tinga fez uma jogada de DVD, driblando vários adversários, mas concluiu mal. Nossa defesa estava soberana, até Lucas Fonseca estava bem, e Lomba continuava assistindo o baba. Controlamos e ditamos o ritmo da partida, mas não fizemos o que recomenda os pugilistas, botamos o adversário na corda, mas não derrubamos.  Com isto, aos 14 minutos, num lance isolado nas costas de Moisés, Gustavo recebe o cruzamento e decreta o empate.

O Bahia não sentiu e continuou golpeando, no minuto seguinte, colocamos o Tigre novamente na lona com um gol de Moisés, num frango do goleiro adversário. Aí ficou fácil, nossos jabes passavam facilmente pela defesa adversária, e num cruzado, Luisinho, tinha entrado no lugar de ThR, colocou a bola na trave. Régis entrou no lugar de Cajá, nitidamente cansado e sem perna, e continuamos a castigar o oponente. Mas, de novo, não fomos capazes de nocautear. Num contragolpe tomamos uma no queixo, novamente com Gustavo, e apagamos.

O apagão durou até o fim da peleja. Neste período, assistimos ao Criciúma tocar a bola, perder um pênalti, bem defendido por Lomba, virar o jogo, e passar por nossa defesa como quis. Gustavo, o nome do jogo, ainda foi expulso, mas já era tarde.

Apesar da derrota, gostei do Bahia na maioria do tempo, mostrou ser um time capaz de enfrentar qualquer adversário da Série B com personalidade e com o controle do jogo. Porém, nos faltou ousadia para matar o jogo quando tínhamos o domínio, e paramos em campo após o gol de empate, foi um apagão de 15 minutos que nos custou o quarto triunfo seguido na competição. Preocupante foi a queda de produção da equipe, em especial da defesa, no final do jogo, falhamos feio no gol da virada deles.

Enfim, foi uma derrota dolorida pelo que aconteceu no jogo, mas continuamos no G4. Agora é partir para cima do Londrina e retomarmos o caminho dos triunfos.

#juntosvoltaremos

6 comentários:

  1. Nos últimos jogos o Bahia tem recuado após fazer vantagem, e jogando desta maneira tem sido um adversário muito perigoso no contra golpe...

    Após o segundo gol do esquadrão o Criciúma montou um esquema suicida em busca do ataque. Passou mais de dez minutos sem nenhum meio campo... até fazer o gol.

    Mas parece que Doriva pensava em como jogaria sábado sem Cajá e Feijão... não percebeu como seria fácil ganhar o jogo atual e mexeu no time como se fosse um jogo treino.

    No início da transmissão Doriva encerrou a entrevista da seguinte forma:
    " e espero que todo o time jogue bem para que mereçamos a vitória."

    E realmente ele estava quase certo... acho que merecíamos a vitória, só que ela não veio... espero que ele tenha aprendido a lição... e também que leia este post.

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    1. Achei que Doriva tirou as peças certas. ThR já não mantinha o ritmo do primeiro tempo, e Cajá me parecia muito cansado, aquele chute dele na entrada da área foi bisonho.

      Concordo com vc que o Bahia tem recuado de forma inteligente e se tornado forte no contragolpe, mas sempre corre o risco de tomar um gol numa bola isolada, quase tomamos um contra o Goiás, e ontem acabamos tomando os dois de empate.

      Não sei o que de fato aconteceu, mas o time sentiu muito o segundo empate e apagou em campo, este fato não pode se repetir, até a zaga que vinha muito bem, começou a dar uma braga atrás da outra.

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  2. Ontem eu tive a convicção que temos um time, mas não um elenco para tentar o acesso. O time titular está se definindo com a formação 4-4-2 e saindo-se bem enquanto os titulares têm fôlego. O problema, hoje, está nas substituições que são necessárias até que o time titular atinja o nível ideal para suportar o ritmo intenso das partidas.

    Pelo que observei nas substituições feitas por Doriva, chamou-me a atenção que Cajá e Régis podem se completar em campo, porém um não serve para substituir ao outro. Enquanto Cajá tem um jogo mais cadenciado e organizador, além de ajuda na marcação, Régis é mais de carregar a bola e partir para cima do adversário.

    As outras duas substituições, Danilo Pires por Zé Roberto e Thiago Ribeiro por Luizinho, são dois belos exemplos de que não criemos expectativas de que os dois substitutos vão mudar panorama de jogo ou, pelo menos, manter o nível dos titulares. Luizinho pode ser até um excelente cara de grupo, porém é o típico jogador peladeiro. Zé Roberto pode morrer de amor pelo Bahia, mas não passa de mais um jogador da base que, dificilmente, terá carreira longa e de sucesso no futebol.

    A diretoria tem que atentar para estes problemas na formação do elenco e qualificá-lo com o intuito de minimizar os erros de avaliação do técnico quando tem que mudar o panorama de uma partida.

    A derrota de ontem pode ser considerada como normal dentro da meta estabelecida para a série B. Vamos perder outros jogos nesta caminhada e espero que seja poucas vezes. Porém, temos que ser mais protagonistas nos jogos, especialmente nos dentro de casa para que o acesso seja sem sustos antes das rodadas derradeiras. Nocautear cada adversário o mais rápido possível fará um bem enorme para o fígado da torcida, principalmente a parte mais crítica e pessimista.

    PS: cartão amarelo para o colega Popó. No seu comentário, ele referiu-se duas vezes à palavra que faz menção à cachorra do aterro sanitário. Tal palavra é uma afronta ao ambiente tricolor. Portanto, temos sinônimos (resultado positivo, êxito, conquista, triunfos, glória, 3 pontos) que podem ser mencionados quando o Bahia ganha. Fica a dica. rsrsrsrsrs.

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    1. Temos de levar em conta que EJ não estava à disposição ontem, pois Luisinho e ZR são 3ª e 4ª opções. Prefiro não julgar ZR por ontem, entrou já no final e com o time atordoado em campo.

      Mas, concordo que ainda precisamos nos reforçar em algumas posições, ainda faltam 29 rodadas, a jornada é longa.

      Acho que é questão de tempo Cajá e Régis jogarem juntos, Doriva só deve estar em dúvida de quem sai, um atacante ou DP, pois Juninho e Feijão estão bem na contenção e saída de jogo, repare que o número de chutões dos zagueiros diminuiu consideravelmente.

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  3. KKKKKKKKK
    Uma delas foi Doriva irmão, só fiz transcrever..., na sequência me distraí e repeti... foi mal. rsrsrs

    ****************

    Ah Miguel,
    Doriva realmente TIROU as peças certas mas mexer no time corretamente é também COLOCAR a peça certa e POSICIONAR o time de acordo com a mudança...
    quanto a Thiago Ribeiro eu acho que ele mantinha o mesmo ritmo do primeiro tempo (parecia um jogador a menos). Mas ele vinha jogando tão mal anteriormente quando titular que realmente mereceu os elogios pelo primeiro tempo que fez...

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  4. Eu não ia tocar neste assunto, ainda mais porque quando escrevi ontem já começava o segundo tempo de ABC x Gama, e eu estava curioso para ver o que aconteceria...

    A sequencia do jogo me fez pensar... tenho o mesmo sentimento em relação à seleção brasileira que você Miguel (apesar de já ter assistido a um daqueles jogos torcendo por Viola que jogava no Valencia), e por isso até vibrei com o gol de mão, pois o 0 x 0 estava classificando injustamente o Brasil devido ao erro de arbitragem no primeiro jogo salvando o time da derrota e prejudicando o Perú, o seu ridículo adversário daquele momento.

    Essas catástrofes quando tem que acontecer é melhor acontecer logo... eu acho que o bando de Dunga estava prestes a ficar fora da copa, o que seria um vexame ainda maior.

    E sinto que com o Bahia esse apagão não poderia vir em melhor hora... o clima de otimismo estava insuportável... agora com pés no chão, mantendo a terceira colocação...BORA BAHÊA!!!

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