Marca SóBahêa

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segunda-feira, 13 de junho de 2016

Ô, ô, ô, ô, nada mudou

Quando o Brasil ganhou de 7x1 do poderoso e inexpressivo Haiti, pensei em escrever um post sobre o que tinha mudado entre os dois 7x1. Porém, reconheço que a preguiça mental para pensar ou escrever qualquer coisa sobre a seleção foi mais forte e desisti. A preguiça e a indiferença estão tamanhas, que não consegui assisti mais do que um tempo dos últimos 4 jogos do time da CBF.

O resultado de ontem, a derrota para o Peru, só ratifica o título deste post e o que eu pensava escrever, NADA MUDOU, continuamos um bando sem nenhuma organização em campo e fora dele. Vou levantar somente alguns pontos pra refletirmos:


1- o presidente da CBF, Marcos Polo Del Nero, não consegue acompanhar a equipe em nenhuma competição ou partida fora do País, dizem que tem medo de ser preso pelo FBI. NADA é feito em relação ao cara, nossas federações e times continuam convivendo com esta situação como se normal fosse, mas não é, é uma vergonha os grandes clubes brasileiros aceitarem esta situação, terem suas vidas conduzidas por uma Confederação cujo presidente é um prisioneiro em seu próprio País. Para piorar, de tempos em tempos, ele faz uma manobra e coloca uma laranja para conduzir a CBF no seu lugar.

2- O treinador da seleção não tem currículo para estar ali. Reconheço que fez uma boa campanha da outra vez que ocupou o posto, mas de lá para cá, NADA fez que recomendasse sua volta, ao contrário, fracassou no comando do Internacional de Porto Alegre, sua única experiência como técnico após 2010. Um treinador que comanda o time com o fígado e não com o cérebro; deixa de fora jogadores como Thiago Silva e Marcelo por questões alheias ao campo de jogo; não consegue armar um esquema para suprir a principal carência do nosso futebol, um 9 que marque gols e imponha respeito aos adversários; ou seja, um despreparado para ocupar o cargo. Permanece a dúvida, quem foi o responsável pela boa campanha pré-2010 Dunga ou seu auxiliar Jorginho?

3- Continuamos com um calendário esdrúxulo, tendo de desfalcar os times nacionais dos seus melhores jogadores durante a disputa do principal torneio do País. Vejam o caso do Santos, perdeu Gabriel e Lucas Lima seus expoentes, e, por isto, vem oscilando bons e péssimos momentos no campeonato. Um calendário que permite os times serem desmontados logo no segundo mês de campeonato, vem aí a janela internacional, quantos atletas saíram do País, os dois citados anteriormente, Gabriel Jesus, Pratto, Calleri, dentre outros, são nomes quase certos para partirem para a Europa ou para o Novo Eldorado do futebol mundial, a China. Enquanto isto, trazemos de volta jogadores com prazo de validade vencido ou a vencer em período próximo, e nossos principais times passam 5 meses do ano disputando "clássicos" contra os times do interior, nos fracassados e intermináveis campeonatos estaduais.

4- Os clubes se comportam como se vivessem na terra de Murici, cada um por si. Não conseguem se unir para definir e defender uma agenda conjunta, vejam a zona que foi a chamada Primeira Liga, saiu a forceps; vejam a negociação dos direitos de tv, corremos sério risco de em 2019 só termos parte dos jogos transmitidos, pois hoje os direitos de transmissão estão divididos entre dois  canais, e nossa confederação assiste aos nossos bravos, mas inconsequentes dirigentes, de digladiarem e enfraquecerem ainda mais os clubes aos quais deveriam defender os interesses.

5- Nossos treinadores continuam no século XX, não a toa perdemos as últimas Libertadores para times bem mais limitados financeira e  tecnicamente falando, mas que nos deram baile no aspecto tático e de organização em campo. Desafio aos leitores me dizerem qual o esquema de jogo dos principais times do País, pois por mais que me esforce, não consigo enxergar nos jogos que assisto na Série A, vejo apenas dois times com muita disposição, em alguns jogos nem isto temos, mas nada de jogadas ensaiadas ou de organização tática em campo.

6- Nossa imprensa continua fazendo seu papel na história, alguns bravos, mas poucos reclamam e criticam a situação atual. Entretanto, a maior parte continua convivendo com jabá, promovendo jogadores limitados e defendendo treinadores ultrapassados e dirigentes incompetentes. NADA diferente do que sempre fez, pois é claro, precisam defender os interesses das suas emissoras e os seus próprios, o futebol, ah o futebol, este que se lasque.

7- Por fim, nossos jogadores não são nem sombra do que foram no passado. Para quem teve Careca, Romário e Ronaldo ter de conviver com Jonas, é de doer. Mas, entendo que são os menos culpados na história, pois em sua maioria fazem bom papel nos times que jogam na Europa, longe de serem os protagonistas de outrora, mas estão lá defendendo e bem seu clubes. A safra pode não ser das melhores, virou um chavão esta expressão, mas poderiam render bem mais se fizessem parte de uma estrutura bem montada, onde imperassem a dignidade e a competência, mas como isto é penas um sonho, continuamos sonhando com os craques e futebol do passado.

Como o vexame ocorreu no dia dos namorados, encerro com a frase de Léo Jaime na famosa canção NADA MUDOU.

Ela me dá um beijo na testa
E quer que eu tenha um dia legal

Impossível ter um dia legal com esta zona que impera no futebol brasileiro, a derrota foi apenas o retrato do que vemos no dia-a-dia  na condução da CBF e do seu combalido time.

2 comentários:

  1. A seleção brasileira está despertando tanto interesse em mim que fui prestar atenção no jogo só depois que assisti ao novo capítulo da 6ª temporada de Games of Thrones. E mesmo assim forçando a barra para não pegar no sono logo.

    O apanhado de jogadores medianos convocado por Dunga não representa mais a essência do futebol brasileiro, que sempre superou momentos difíceis com a técnica e habilidade intrínseca no nosso jogador.

    É nítida a falta de identidade da maioria dos jogadores em representar o país em uma competição. São jogadores que estão satisfeitos com a oportunidade única que a vida ofereceu para que alcançassem o sucesso financeiro por meio do futebol. Na minha visão, o jogador que escolhe jogar em países de futebol incipiente (China, Rússia, Ucrânia, Arábia Saudita) não deve ser lembrado nas convocações porque demonstram que o importante é ganhar dinheiro em detrimento de qualquer projeção profissional. Não acredito que um jogador do Spartak ou de um time da China jogue com mais pressão do que um jogador de Corinthians ou Flamengo. Portanto, não há nenhum motivo aparente para convocar os Hulks da vida. Por sinal, este Hulk é a cara do que Dunga quer para a nossa seleção: jogador que tem apenas força física como virtude. E pensar que ele foi colocado no jogo de ontem como solução para a nossa falta de pontaria.

    Eu já fui contra a vinda de um técnico estrangeiro para treinar a seleção, porém hoje eu mudei meu conceito. Diante da nossa safra horrível de treinadores, tenho certeza que um treinador estrangeiro fará bem ao nosso decadente futebol. Pelo menos, ele virá com novos conceitos e com uma avaliação mais detalhada dos jogadores brasileiros no exterior. E quem sabe olhar mais para o futebol interno e perceber que um Nenê, apesar da idade avançada e de jogar a série B, é o melhor jogador em atividade no país e que tem uma técnica acima da média que pode contribuir para resgatar o verdadeiro futebol brasileiro.

    Mas para isso, a mentalidade dos nossos dirigentes têm que mudar. É difícil pensar em mudança com uma CBF dominada pelo atraso e pela corrupção.

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    1. Só torço e vibro em jogo de Copa,nos demais assisto com o mesmo envolvimento de Villareal x Valência pelo Espanhol, ou seja, nenhum. Entendo que o problema maior está na estrutura, isto desmotiva o jogador, já vimos algo assim no Bahia, os caras entravam em campo por obrigação, sem nenhum compromisso com o resultado.

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