Marca SóBahêa

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sábado, 18 de junho de 2016

Um jogo para esquecer num dia inesquecível

Para os torcedores do Bahia que moram em Brasília foi um dia histórico, jamais esqueceremos. De manhã, teve o baba, Zé Carlos jogou e deu show, infelizmente só joguei contra, mas vou por no meu Curriculum Vitae de babeiro que marquei Zé Carlos, verdade é que tentei, mas só a sensação de estar ali do lado, já é suficiente para contar para filhos e netos.

No evento a torcida deu show, local lotado, Zé Carlos e Beijoca reverenciados, como foi bom comemorar um gol do lado destes caras, jamais esqueceremos. Pena que os dois não estavam em campo.




Com um minuto já perdíamos de 1x0, mas eu nem notei, pois sabia que este dia tinha de ser coreado com um triunfo tricolor, meu placar era 3x1. Contudo, não fizemos nada, Régis e Thiago Ribeiro não existiam, e o time não andava em campo. Mas, Juninho me fez lembrar Pereira em 88, o que Zé Carlos confirmou, empatando o baba.

No segundo tempo, voltamos na mesma maresia, produção zero, algo tinha de ser feito, e Doriva fez, alterou o time, entretanto mexeu errado, não era para trocar 6 por 1/2 dúzia, era para alterar o esquema, bola fora da porra do nosso treinador. Colocar Luisinho no lugar de Thiago Ribeiro e Moisés no de João Paulo não era suficiente, faltou ousadia e leitura do jogo ao nosso treinador.

Mesmo assim, continuei acreditando no triunfo, entretanto quando Doriva botou Zé Roberto no lugar de Régis, pensei na hora, F.... Nada contra ZR, mas não era o que tinha de ser feito, Régis, mesmo numa tarde infeliz, era nosso homem da criação de jogadas, o único capaz de levar a bola ao ataque com velocidade e qualidade. O time com 3 atacantes nada fez.

O resto da história todo mundo sabe. Porém, este é um dia que marcou minha vida e é assim que vou levar, perdemos em campo, mas ganhamos de goleada fora. SÓ QUEM PRESENCIOU SABE E GUARDARÁ ESTE DIA NA MEMORIA. BBMP SEMPRE

2 comentários:

  1. Miguel,

    Foi um dia inesquecível realmente em relação à festa promovida pela Embaixada Bora Bahêa Brasília. Confirmou-se que nós, baianos e tricolores, somos diferenciados quando o assunto é curtir com alegria e camaradagem. Tomamos conta literalmente do espaço, sendo, inclusive, elogiados por pessoas que passavam pelo local e ficaram maravilhadas com tudo que acontecia.

    Nós fomos brindados pela presença ilustre de Beijoca e Zé Carlos. A chegada deles no Acarajé da Rosa foi uma das melhores emoções que senti nos últimos tempos. Eu colei as placas e ceguei em relação a tudo que estava fazendo e ao que estava ao meu redor. Ali estavam dois ídolos que se completaram: Zé Carlos mais comedido e demonstrando um certa timidez e Beijoca interagiu com vibração e, em alguns momentos, me pareceu que ele ia chutar o balde e voltar ao velho estilo Beijoca de ser.

    Quanto ao jogo, você definiu muito bem logo no título do post. Foi para esquecer e refletir se o Bahia, realmente, está focado na série B. Este negócio de dizer que o importante é ficar entre os quatro não está me agradando. Eu gostaria de assistir um time que ser campeão, protagonizando o campeonato e tendo o acesso como consequência da mentalidade vencedora. Porém, estamos vendo um time jogando de forma desconcentrada e, talvez, achando que ainda é cedo para garantir a vaga na série A. Pontos perdidos em casa têm que ser recuperados fora de casa para que o time não tenha que disputar ponto a ponto nas rodadas finais.

    Eu comentei, anteriormente, que estava gostando do padrão que Doriva deu ao nosso setor defensivo, que era uma das menos vazadas neste início. Porém, observei nos últimos dois jogos que ainda carecemos de um zagueiro que seja o xerifão da nossa área e de mais um volante perdigueiro para fechar o nosso bunker defensivo, especialmente quando Feijão não jogar. Lucas Fonseca e Paulo Roberto são dois jogadores que não dão conta do recado. Aliás, Lucas Fonseca não era nem pra ter vindo depois da trairagem do ano passado.

    Estamos carentes de laterais, principalmente na esquerda. Eu não sei que amor que Doriva tinha por João Paulo para colocá-lo como titular em detrimento ao Moisés. Não que este seja um lateral dos sonhos, mas, pelo menos, ele tem mais vigor físico para ir e voltar, além de ajudar na marcação das bolas aéreas. Na direita, Tinga é mais eficiente na parte defensiva, mas sofrível no apoio. Como seu reserva imediato é o imaturo Hayner, ficaremos com ele como titular até que a diretoria acorde e contrate outro.

    A escalação do nosso meio é a melhor formação que temos atualmente, apesar de Feijão e Cajá não terem jogado. Os seus substitutos foram muito aquém do esperado, comprometendo o rendimento de todo o meio de campo.

    Agora, o nosso problema maior tem sido achar um ataque que não seja improdutivo como os nossos atacantes. Ver Thiago Ribeiro enganando é pra chorar e matar de raiva a torcida. Ao seu lado, Hernane está atuando em uma faixa de campo que não é a sua. Procurar o jogo fora da aérea não me parece um boa alternativa. Ele não tem qualidade técnica para dominar a bola, fazer tabelas ou fazer o trabalho de pivô. O negócio dele é fazer gol e pronto.

    Concordo que as mudanças de Doriva foram troca de 6 por meia dúzia, mas eu duvido que algum treinador faria algo diferente com as opções de banco. Volto a afirmar que o Bahia tem um elenco desequilibrado, com o qual fica difícil tirar um coelho na cartola para mudar o panorama da partida. Insistir em ter reservas no elenco do naipe de Zé Roberto, Luizinho e Paulo Roberto é deixar o técnico pela bola sete para com a torcida.

    Espero que a diretoria não só contrate um técnico mais experiente, como reforce o elenco com jogadores que desçam no aeroporto para vestir a camisa de titular e tornem o Bahia um dos protagonistas da série B ao lado do Vasco para ser campeão. Se vai colocar estrela de prata ou não na camisa é outro assunto para depois de encerrado o campeonato. A meta é chegar em primeiro e atropelar os adversários.

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  2. Antônio, de fato a chegada deles foi um dos pontos altos da festa. E destaco que os dois fizeram questão de ir em todas as mesas do bar e cumprimentaram um a um dos tricolores, era inacreditável a reverência prestada aos caras, independentemente da idade do torcedor.

    Quando falo da troca do 6 por 1/2 dúzia no caso especifico deste jogo, foi porque o Joinvile estava anulando bem nossa esquema. A substituição que faria era tirar Paulo Roberto, mas uma vez numa partida discreta, para por Luisinho, recuando Danilo Pires. Entendo que com esta formação mais ofensiva, poderíamos incomodar mais o adversário que se sentiu tranquilo durante todo o jogo.

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