Marca SóBahêa

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domingo, 24 de julho de 2016

1x0 é goleada

Um novo Bahia entrou em campo contra a Luverdense, eram 6 novidades em relação ao time que vinha jogando, sendo 5 estreias. De cara nova, o futebol foi renovado e o time voltou a ganhar. Não foi uma partida de encher os olhos, o futebol apresentado não foi exuberante, mas foi suficiente para garantir o triunfo e dá novo alento a torcida na briga pelo acesso.

Professor Guto, um Eisten da nova era futebolística, como diz minha filha, entrou com o time no 442, com um losango no meio, com Feijão mais atrás, Luiz Antônio pela direita, Juninho pela esquerda, e Cajá mais na frente. Este esquema funcionou bem, Cajá se movimentou bastante, concluiu ao gol várias vezes e fez sua melhor partida com a camisa tricolor; Juninho, como esperado, apareceu mais na frente e deu alguns bons chutes a gol; Luiz Antônio era o que menos aparecia, mas coube a ele fazer o único gol da partida, em uma bela conclusão da entrada da área. Detalhe que no início do lance, ele está na entrada da área, percebe o buraco no lado esquerdo da defesa, e aparece livre para dominar e soltar o petardo.



Atrás, Eduardo e Tiago foram bem, mostrando que poderão ser úteis na campanha tricolor. Eduardo mostrou muita personalidade, inclusive na rodinha antes do jogo. Por sua vez, Tiago mostrou ser um zagueiro seguro, entendo que facilmente ganhará a posição de Lucas Fonseca. Com a boa atuação do quarteto defensivo e dos volantes, Muriel foi um mero expectador. Só permitimos duas chegadas, ambas pelo lado esquerdo, na primeira, Tiago salvou no momento da conclusão.

Na frente, Alano bem aberto pela direita (estranhei este posicionamento, pois ele jogava pela esquerda no Cruzeiro), se movimentou e participou muito do jogo, porém faltou melhor qualidade técnica, inclusive perdendo um gol feito no início do jogo. Destaco que o lance começou com o Bahia pressionando e roubando a bola na saída deles.

Foram dois tempos distintos, no primeiro o Bahia não deu espaço para o Luverdense, lembrou o jogo contra o Náutico, quando as chances foram surgindo e sendo desperdiçadas uma após a outra. O goleiro deles também foi bem, salvando bolas difíceis. A segunda Etapa já foi mais equilibrada, com a vantagem o Bahia reduziu o ritmo, diminuiu a pressão na saída de bola do adversário. Esta nova postura e as substituições que não surtiram o efeito desejado pelo treinador, Régis e Luisinho não mantiveram o ritmo dos que saíram e não foram capazes de puxar os contrataques, permitiram um crescimento da Luverdense, mas não corremos grande risco.

Como se diz, na fase atual, 1x0 é goleada, e esta foi a sensação que tive quando o arbitro encerrou a partida. Mostramos evolução, os novos contratados demonstraram qualidade e entrega, e Cajá enfim estreou. Contudo, ainda temos muito a evoluir e precisamos melhorar o último passe e a conclusão a gol, não podemos nos dar ao luxo de perder tanta chance. Agora é brocar o time da linguiça para ganhar confiança e continuar galgando posições rumo ao acesso.

Para variar, a Embaixada Bora Bahêa Brasília deu mais um show, além do encontro no point tradicional, também invadimos e agitamos um restaurante em Águas Claras.

Um comentário:

  1. Miguel,

    As estreias deram uma chacoalhada no moral do elenco. Assisti um time mais vibrante e com vontade de virar a página de derrotas. Ainda não foi uma atuação com a nova roupagem esperada com Guto Ferreira, porém eu senti que as laranjas podres, que foram afastadas, realmente estavam prejudicando o ambiente. Reforço meu ponto de vista com a declaração covarde e sacana que o tal Paulo Roberto fez ao se apresentar ao Sport. Ouvi um áudio do ídolo Zé Carlos sobre o assunto e comungo da mesma opinião. Um jogador que faz corpo mole em um clube, fatalmente o fará em outro que não haja cobrança por resultado. E o elenco do Bahia estava cheio deste tipo de jogador vagabundo que não respeita a profissão que escolheu para ganhar o sustento.

    Uma atitude simples no final do jogo me chamou a atenção. Foi quando Hernane, ao ser substituído, tirou a faixa de capitão e a entregou a Feijão, um jogador com forte identificação com o clube. A torcida, que já vinha se comportando com cumplicidade durante o jogo, foi ao delírio. Não sei se Hernane fez isso por orientação do treinador ou por iniciativa própria, mas, certamente, foi um gesto que indicou que existe luz no final do túnel.

    Dos novos contratados, eu gostei das atuações do lateral Eduardo e do zagueiro Thiago. Luiz Antônio e Alano foram bem enquanto tiveram fôlego. Aliás, o Bahia tem que melhorar o condicionamento físico, pois o time cansa a partir dos 20 minutos do segundo tempo. Quanto ao Muriel, foi uma estreia sem ser testado. Ele saiu bem para socar duas bolas alçadas e só. Pelo menos, vi que ele teve a audácia para sair do gol, fundamento que Lomba era uma zero à esquerda.

    Vamos encarar o Bragantino, time que sempre foi encardido contra nós. Lembro dois jogos que marcam a minha memória, pois estava presente na antiga Fonte Nova: 3 x 2 em 1990 e 2 x 2 em 2007. Em ambos, o Bahia teve dificuldades para se impor ao Bragantino. Assisti parte do jogo deles contra o Vasco e percebi que é um time limitado, porém bem treinado por Marcelo Veiga. Espero que o Bahia continue com a mesma vontade e supere as dificuldades com mais um triunfo.

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