Marca SóBahêa

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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Carta aberta aos jogadores do Bahia

Prezados atletas,

Vocês não imaginam a felicidade que fico quando leio declarações como estas:


"Sabemos da dificuldade, contamos com o apoio do torcedor. É difícil chegar no estádio e a torcida estar contra. Se juntar time e torcida, o objetivo será conquistado no fim da temporada.” Hernane Brocador.
 "A gente veio jogar aqui em Salvador contra o Bahia e a torcida é de arrepiar. Um dos motivos foi poder ter toda essa energia do nosso lado, se multiplicando positivamente. Onde a gente passa, essa parceria sempre foi diferenciada." Guto Ferreira
 "Joguei contra o Bahia duas vezes e vi tanto a qualidade no elenco quanto a força que o clube tem. Na Fonte Nova deu para ver o carinho que a torcida tem, a força que tem." Juninho

É bom saber que vocês reconhecem nosso valor, nossa importância, nos admiram e respeitam nossa força. Posso falar de carteirinha, pois fui um dos milhares que acreditou no milagre e estive junto a Gilson Gênio, Léo Oliveira e Toninho Taino nos 5x0 sobre o Santinha; bati palmas e estive junto com Marinho, Leandro e Ronaldo Marques na boa campanha do Brasileirão em 85; vibrei e estive junto com Bobô, Zé Carlos e Paulo Rodrigues no título de 88; fui um dos que não abandonou o time e ajudou Raudinei a marcar o gol do título no último minuto em 94. Ou seja, somos sim necessários, fortes e importantes e merecemos o respeito e a admiração de vocês.

Não exijo gol de placa, passes mirabolantes, jogadas geniais ou defesas espetaculares, nada disso. Contudo, para estar ao seu lado, preciso de entrega, determinação, vontade, raça e superação, o que os times citados acima tiveram de sobra.




Vocês não imaginam como é difícil para nós vaiá-los ou xingá-los, o tanto que brigamos entre nós quando isto acontece. Contudo, não levem isto para o lado pessoal, enxerguem como um desabafo, ou como a necessária bronca que um pai dá num filho.

Também não exijo que vocês amem o clube, este é o nosso papel. Entendo e respeito o lado profissional de vocês, mas peço em troca respeito à gloriosa história do Bahia e ao amor da Nação por este time. Joguem com profissionalismo, honrem o manto, isto basta para nós.

Sei que novos tropeços e novas derrotas virão. Contudo, percam lutando, buscando o triunfo com a cabeça erguida. Não se entreguem, não abaixem a cabeça e não se acovardem como em derrotas recentes. É só disto que precisamos.

Enfim, quero estar junto nesta caminhada, quero vibrar e cantar xalalaia, mas me convidem para a festa e me respeitem quando eu chegar. E quero em breve poder falar estive junto com Hernane Brocador, Juninho e Guto Ferreira no acesso em 2016.

#juntovoltaremos

Um comentário:

  1. Miguel,

    Parabéns por colocar o coração neste texto, demonstrando tudo que se espera dos jogadores que vestem o nosso manto. Confesso que, depois de tanta frustração e humilhações dentro de campo, eu me embruteci como torcedor fervoroso e deixei o amor incondicional hibernando.
    Hoje, eu ajo mais com a razão do que com o coração quando o assunto é acreditar em dias melhores para o Bahia. A politicagem tomou conta do clube e tem refletido nos resultados em campo.
    Como você afirmou, o jogador não precisa amar o clube, mas espera-se respeito ao clube e, principalmente, ao torcedor. Aquele filme "Bahêa, minha vida" deveria ser obrigatório para todo o elenco e a qualquer jogador que ficasse em dúvida se deveria vir jogar no Bahia. É o maior tributo a um clube e uma torcida que já se produziu no futebol mundial. Garanto que muito jogador ia pensar duas vezes antes de enganar e es culpam bar em campo.

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