Marca SóBahêa

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sábado, 30 de julho de 2016

Não temos tempo a perder

Depois da sequência absurda de maus resultados do Bahia, só me restava apegar ao grande sucesso "Tempo Perdido" da maior banda de rock do Brasil, Legião Urbana, que tem como primeira estrofe.
Todos os dias quando acordo
Não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo

Porém, a cada jogo que passa só nos resta não ter mais o tempo que passou. Ou seja, não temos mais todo o tempo do mundo para mudar a realidade do Bahia no campeonato, cada jogo disputado é um triste evento para se esquecer.


Pela manhã, comecei escrever um post sobre a necessidade do triunfo hoje para confirmar que o novo Bahia nos traria uma nova realidade na Série B, queria demonstrar que mais importante do que galgar posições é ganhar os jogos para aumentar a confiança do time e da torcida no acesso, mas acabei me envolvendo com meu filho e descartei o post. Durante o dia, fiquei no maior dilema, ir bater o baba ou ver o jogo, o amor pelo Bahêa falou mais alto e fiquei em casa para ver o jogo.


O jogo começou com a torcida do Bahia dominando o cenário fora de campo, enquanto o time se mostrava apagado e sem poder de criação, nosso meio estava muito mal, Cajá e Luís Antônio sumidos e Juninho aparecendo e errando, só Feijão se salvava. o Bragantino mostrava toda sua limitação e se limitava, desculpem a repetição, a lançar bola alta no meio da nossa zaga. Só fomos chegar aos 10, mas num lance sem maiores consequências.

Braga chegou aos 20, mas a defesa cortou para escanteio, teve uma discussão entre os os jogadores, e na cobrança do corner Luís António fez merda, deu uma cotovelada no adversário, mas o juiz não viu. O time da linguiça chegou de novo aos 24, aproveitando que Eduardo ficou caído em uma disputa no meio. Verdade seja dita, o Braga entendeu primeiro o jogo, e percebeu que explorando a velocidade dos pontas levaria perigo, em especial pela esquerda da nossa defesa.

Enquanto isto, no único contrataque que encaixamos, Juninho caiu. Alano se movimentava na frene, HB distante da área HB errando tudo, assim chegamos pouco e não assustamos a defesa deles. Melhoramos depois dos 40, mas ainda insuficiente para passar confiança para a Nação. Nossa melhor jogada foi aos 41, mas a zaga cortou o cruzamento de João Paulo, depois de uma boa troca de passes do nosso time. Ainda tentamos mais algusn ataque, mas com baixa eficiência.


Professo Guto voltou com Moisés no lugar de Juninho, eu tiraria LA, mas não acho que ele errou, pois JP podia dar velocidade ao meio e a marcação do lado esquerdo precisava ser reforçada. Com esta alteração o time ficou mais equilibrado e começamos a chegar mais. Teve uma boa jogada de Alano aos 5, Cajá bateu bem, mas Felipe defendeu. O Bahia chegava, mas faltava qualidade. Aos 22, Moisés deu uma boa arrancada, mostrando para PG que não pode ser reserva neste time, mas o lance não deu em nada.

Quando o Bahia era melhor, o Braga marcou num lance de falha da defesa do Bahia, nosso lado direito deixou cruzar e nossa zaga bateu cabeça. Depois disso mostramos nossa velha incapacidade de reagir. PG ainda pôs Regis no lugar de JP, o que reputo acertado, e colocou João Paulo no lugar de Cajá, o que entendo ter sido um equívoco, LA era uma peça nula no jogo, Cajá pelo menos tentava algo e é nosso único meia de articulação.

Voltando ao princípio, o Bahia teve aproximadamente 20 dias para treinar após a derrota para o Vila Nova, jogadores chegaram, outros saíram, mas desperdiçamos este precioso tempo, Gordiola ainda não mostrou a que veio, e a Série B de 2017 está cada dia mais próxima. Agora, teremos mais um longo tempo de treinamento, novos jogadores chegarão, talvez alguns sairão, mas por enquanto só posso dizer que o Bahia precisa se inspirar no Legião, aprender com o que acontece e seguir sempre em frente, sabendo que não tem tempo a perder.

Todos os dias antes de dormirLembro e esqueço como foi o dia Sempre em frenteNão temos tempo a perder





Um comentário:

  1. Miguel,

    Infelizmente, eu cheguei à triste conclusão que, no momento, temos que nos preocupar mais em se afastar da série C do que com a possibilidade mínima de acesso. Não vejo poder de reação no segundo turno até porque nas bastará apenas pontuarmos na tabela. Teremos que secar (e muito) os adversários que estão na nossa frente.

    O jogo contra o Bragantino foi a tônica do Bahia na série B, ou seja, um time que está no limite da sua capacidade. Eu já vi elencos fracos, ótimos, guerreiros, sacanas, mas confesso que nunca vi um tão sem sal como o deste ano. Não empolga, não tem poder de reação e não dá a mínima chance para a torcida ter um fio de esperança contínuo.

    Os erros na formação do elenco e na gestão de pessoas marcaram mais uma vez um ano que começou muito promissor, porém que está prestes a se encerrar antes do dia 31 de dezembro para o futebol do Bahia.

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