Marca SóBahêa

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sábado, 20 de agosto de 2016

Faltam 12

Hoje me fez lembrar de quando eu ia mais cedo para a Fonte Nova ver o sub-20, os juniores, do Bahia brocar o Vice como aperitivo do triunfo no jogo principal, o famoso cabelo e barba. A preliminar de hoje foi pela medalha de ouro da Rio 2016, com o sub-23 do Brasil, reforçado por Neymar, não considero Weverton e Renato Augusto como reforços, contra a Alemanha. O jogo que vi foi de uma equipe de futebol jogando um bom futebol coletivo, a Alemanha, contra um amontoado de bons jogadores, mas sem nenhuma noção de coletividade, o Brasil. No final, nos pênaltis, deu Brasil, a primeira medalha de ouro da nossa história.


Vamos ao que interessa, no jogo principal da rodada, o Bahia duelava contra o Avaí lá em Floripa. Professor Guto escalou o time no mesmo esquema do jogo anterior com Alano e Edigar Junio formando o ataque com Hernane. Jackson entrou no lugar de Éder e Juninho no do suspenso Feijão. Sendo bem sincero, não gosto do Bahia com esta formação, acho que nosso meio fica mais fraco e com dificuldade de prender a bola. Ademais, Alano jogando pela direita fica torto e perde muito lance besta por isto (gosto muito de ver um canhoto jogando pela esquerda quando ele tem a qualidade para driblar para dentro e chutar, como por exemplo Robben e Douglas Costa).

Destaco que Luiz Antônio ficou mais preso ao lado de Juninho, assim o Bahia jogou com dois volantes, um pela direita, LA, e outro pela esquerda, Juninho. Quando Feijão joga, ele fica mais centralizado, e o Bahia joga com apenas um volante de proteção. Adicionalmente, LA e Juninho deram uma melhor qualidade na saída de bola. Em alguns momentos nosso time estava num clássico 4-2-4, com as linhas distantes e sérias dificuldades para a bola chegar na frente, mas em boa parte do tempo, ficamos no 4-2-3-1, com um time mais compacto e facilitando a aproximação entre os jogadores.

Não é porque ganhou que vou dizer que o Bahia fez uma esplendorosa partida, muito pelo contrário, o triunfo foi merecido, mas deve-se muito à fragilidade do adversário. Começamos melhor, nossos laterais apareciam bem na frente, chegamos duas ou três vezes com relativo perigo, porém nosso gol saiu numa jogada bisonha da defesa do Avaí após uma cobrança de escanteio, EJ que não tem nada com isto, empurrou para o fundo. Antes do Avaí respirar, Hernane recebeu de Cajá e chutou com muita categoria no canto do goleiro. Ainda chegamos mais uma vez, mas o gol não saiu. 2x0 merecido e nada mais aconteceu até o final da etapa inicial.

A segunda etapa começou na mesma toada, o Avaí até que tentava, mas criava pouco, e quando chegava a defesa do Bahia bem postada com Jackson e Thiago tirava, nas poucas vezes que passou, Muriel foi muito bem, fazendo pelo menos 3 grandes defesas. Em mais um escanteio pela esquerda, o Bahia chegou ao terceiro, LA cobrou e Thiago subiu bem e cabeceou como manda o manual. 



Ainda tivemos mais alguns bons lances de contrataque, contudo não chegamos ao quarto. O certo é que pela primeira vez, em trocentas rodadas, ganhamos uma partida fora de casa com autoridade e sem passar sustos.

Não é para empolgar, precisamos mais do que um triunfo, mas a forma segura que o time jogou trás novos alentos ao torcedor, agora faltam 12 triunfos em 18 jogos, é difícil, como disse no último post é uma missão quase impossível, mas não é impossível, que venha o Paraná.

Um comentário:

  1. Miguel,

    Foi um jogo em que o Bahia mandou e desmandou. Porém, o jogo deixou a dúvida se o Bahia melhorou acentuadamente ou se o Avaí não jogou nada realmente para que o domínio tricolor fosse tão escancarado. Eu gostei muito da dupla de volantes Luiz Antônio e Juninho, os quais deram uma melhor dinâmica na saída de bola e na movimentação. A defesa ficou mais desguarnecida sem Feijão, porém a dupla de defesa Thiago e Jackson se entendeu bem e tem tudo para se firmar. Não gostei de Renato Cajá, demonstrando que ainda está longe de ser o nosso principal articulador do meio.

    Eu continuo achando sem futuro este esquema 4-3-3 implantado no Bahia, especialmente pelo nível dos atacantes que dispomos no elenco. Eu prefiro que o Bahia jogue no 4-4-2 ou 4-5-1 na atual situação a ter que expor o time com um esquema, cujos atacantes mal olham para bola quando a perdem. Eu gostaria de ver um time com meias-atacantes ao invés de atacantes natos, pois aqueles recompõem a marcação e não ficam afunilados nas pontas o tempo todo, o que possibilita a entrada (lá ele) dos nosso laterais.

    Eu acho que ainda há espaço para Régis no time para qualificar o nosso meio e municiar Hernane. Não é possível que uma boa sequência de jogos não permita que ele renda mais do que Edgar Junio ou Alano.

    Vamos aguardar o jogo de sábado contra o Paraná para confirmar se o elenco tomou vergonha na cara e resolveu fazer um segundo turno diferente. O elenco ainda não passa confiança e não permite incendiar a torcida para jogar junto. Eles vão ter que comer muita grama para tirar o ceticismo da torcida e, pelo menos, fazer jus a um dos maiores orçamentos desta fraca série B.

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