Marca SóBahêa

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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O Bahia botou sal na batida de limão

Nos últimos anos, surgiram bons nomes no cenário musical brasileiro, dentre outros Lenine, Zeca Baleiro, Ana Carolina e São Jorge. O último é interprete da canção "Aquilo que era mulher" que conta a história de um cara que tinha uma mulher exemplar, mas pisou na bola e foi dispensado. O Bahia não chegou a tanto, mas vinha em lua de mel com a Nação, não podia ter dado esta broxada hoje.
O dia foi atípico, me despedi da fantástica equipe que trabalhei nos últimos 4 anos, para assumir novos desafios amanhã. Logo cedo, um broder de Salvador que estava em Brasília entrou em contato para irmos assistir o jogo com a turma da Embaixada Bora Bahêa, porém nosso tradicional point vacilou feio, e a galera não estava afim de ir lá, mas como baiano não se aperta, rapidamente acertamos um novo local para ver o Tricolor. Por sinal, a música ambiente era show, por isto este post musical.

O Bahia entrou no mesmo esquema, 4-2-3-1, ou de uma forma mais simplória no 4-3-3, o Joinvile tentou dar uma pressão inicial, mas o Bahia bem postado em campo não deixou, tanto que até os 15 minutos, as duas melhores chances tinham sido nossas, na primeira Edigar Junio chegou atrasado, na segunda, Moisés se assustou com a bola e cabeceou para fora. O Joinvile teve apenas uma chance com Jael cabeceando após um escanteio.

O melhor momento do Bahia em campo não tardou a render frutos, aos 19, em um cruzamento de Eduardo, o lateral furou feio pelo alto e EJ não vacilou, não "entrou no chuveiro de terno e sapato", muito pelo contrário, dominou bem e tocou de esquerda na saída do goleiro, 1x0. Logo depois, de novo Eduardo cruzou e EJ concluiu, mas foi para fora.



Mas a partir daí, o Bahia passou a lembrar o personagem da música, tinha tudo para matar o jogo, mas ficou de bobeira e faltou a gana e vontade do segundo tempo contra o Paraná, começamos a achar que o segundo gol sairia a qualquer momento, acabamos dando um "tiro no próprio irmão", pois no último lance do primeiro tempo, em uma bola isolada e facilmente dominável na lateral esquerda, deixamos sair o cruzamento e Jackson, parecia estar de olho "na viúva do velório", pulou mas não alcançou, deixando o Cruel decretar o 1x1.
Descrição da pesquisa
O início do segundo tempo foi terrível, fizemos tudo errado, demos "lavagem ao macaco, banana pro porco, osso pro gato, sardinha ao cachorro, cachaça pro pato". Antes do 1º minuto, Muriel já tinha nos salvado em dois momentos num mesmo lance. Nitidamente, os adversários cresceram com o gol e conseguiram dar pressão em nosso time, mal passamos do meio-campo antes do 15 minutos. Professor Guto percebeu e fez logo de cara duas substituições e conseguimos equilibrar o jogo. Até terminamos melhor do que eles, mas um time que vinha na nossa crescente não podia ter dado o mole que demos.

Gostei do futebol consistente de boa parte do primeiro tempo, mas o início do segundo tempo acende um sinal de alerta para a irregularidade da equipe. Individualmente, Muriel, Eduardo e EJ foram bens, Cajá e Hernane deixaram a desejar, e Jackson novamente, talvez por não estar esperando o cruzamento, deu espaço para o 9 adversário.

Caímos uma posição na tabela, a distância para o G4 voltou a ser de 5 pontos, mas o que interessa é que estamos na briga e vamos chegar.

Um comentário:

  1. Miguel,

    Mais uma vez o futebol apresentado fora de casa foi aquém da capacidade que o time precisa mostrar para almejar o acesso. A campanha do Bahia fora de Salvador é ridícula. Em 11 jogos, ganhamos 2 e empatamos 2; um aproveitamento de 24%. Um nada para quem tem esperança no acesso.

    O Joinville jogou com a defesa quase reserva e em função do oportunismo de Jael exclusivamente. Mesmo assim, o Bahia não fez por onde para ter o domínio da partida. O nosso miolo de zaga voltou a falhar nas bolas aéreas. A entrada do péssimo Lucas Fonseca gerou uma insegurança em Jackson, que vacilou feio no gol de Jael.

    Vou insistir na minha oposição ao esquema 4-3-3 adotado por Guto Ferreira. Acho que o Bahia precisa de um meio de campo mais compacto e que saiba ficar com a posse de bola, principalmente quando sofre pressão. O time não tem equilíbrio para aguentar pressão. O peso da criação está todo em Renato Cajá, que tem sido de uma tremenda instabilidade. Acredito que um volante marcador e o adiantamento de Juninho poderia ser testado com o intuito de melhorar a evolução do meio de campo.

    Outro ponto que está me chama a atenção é a forma que Guto Ferreira está colocando o tal do Vitor Rangel em campo. Não vi cacoete nenhum nele para jogar aberto na ponta. Pelo que me consta, ele foi contratado para ser o reserva de Hernane e não para ser um atacante de beirada. Vitor Rangel para até queimar minha língua, mas, pelo que vi até agora, dificilmente vai mudar o panorama de uma partida se jogar da forma que Guto está o escalando.

    Sábado pegaremos o Vasco e teremos que ganhar para manter a média de pontuação do segundo turno e continuar na caça aos nossos concorrentes à vaga para a série A.

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