Marca SóBahêa

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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

A dor e a delícia de ser Bahia

No primeiro semestre deste ano, publiquei um post querendo saber qual a real identidade do time do Bahia, usei como metáfora o famoso livro O médico e o monstro (leia em: http://www.sobahea.net/2016/05/qual-verdadeira-face-do-bahia.html). De lá para cá, já se passaram longos meses, trocentos dias e infinitas horas; trocamos de treinador; substituímos dirigentes; dispensamos atletas; contratamos um caminhão de novos jogadores; contudo o enigma continua, qual o verdadeiro Bahia, o pragmático e eficaz do primeiro tempo contra o Vasco e do jogo com o Avaí, o avassalador e matador das etapas finais contra o Paraná e Goiás, o remendo de time que jogou contra o Papão, o inexpressivo do jogo contra o Náutico, ou o covarde e atabalhoado dos 10 minutos finais contra o CRB?

Esta oscilação do time causa um rebuliço e uma inquietação na Nação, vamos da euforia à depressão em apenas 90 minutos, no último sábado em 5. Sempre estamos esperançosos que nos próximos jogos enfim virá a sequência de triunfos que nos garantirá na Série A em 2017, mas nada, é uma no cravo e outra na ferradura. O tempo passa e noto que a torcida já está mais cética, perdendo a esperança que o time enfim vai deslanchar. A reação depois do vexame de sábado é muito mais negativa do que a que verifiquei após a derrota para o Papão, quando percebi que o torcedor estava do lado do time e entendia aquela derrota como um tropeço que seria facilmente recuperado, e a prova disto foi o show da nação no jogo contra o Goiás e a ida ao aeroporto para passar bons fluidos aos atletas na viagem para Maceió. Já esta semana, leio textos e ouço áudios bem mais contidos, ressabiados e negativistas, como se o empate do CRB no final do jogo tivesse nos jogado novamente para o fim da fila, já não vejo empolgação para ir na Fonte, já leio vários dizendo que não vão mais, textos descendo a lenha nos jogadores e treinador, enfim, sintomas preocupantes, pois sem a Nação do lado, o time não terá forças para superar os adversários e garantir o acesso.

Nosso ânimo em relação ao Esquadrão está numa constante gangorra, uma hora lá em cima, outra lá em baixo, representando bem o papel desempenhado pelo time em campo, fomos da euforia, com o otimismo lá no alto, nos jogos contra Paraná e Goiás à deprê total nos jogos contra o CRB. O cenário é mais ou menos o representado na foto abaixo, somos apenas passageiros em uma gangorra gigante, a qual não conseguimos conduzir, e sob o sombrio céu da segunda divisão.



Não é por acaso, mas sim pela força da nossa torcida, que temos a melhor campanha em casa dentre todos os times do campeonato. Nosso torcedor vibra e empurra o time como poucos, e é exatamente isto que nosso inconstante time corre sério risco de perder por causa de seus vacilos, pênaltis infantis, displicência, e resultados aquém do que podemos e necessitamos contra adversários inferiores.

O título deste post é sugestão do grande amigo Paulo Veiga, filho do grande tricolor Cláudio Veiga - me lembro da figura educada, sábia e meiga que sempre me recebeu muito bem em sua casa - que será justamente homenageado com a bela praça erguida na orla da Boca do Rio, no local da antiga sede de praia do Bahia. Mas, veio bem a calhar com o momento tricolor, pois os belos triunfos em casa tiveram o dom de iludir nossa torcida, nos dando a esperança que enfim o Bahia tinha encontrado um padrão de jogo e seguiria numa caminhada firme rumo ao acesso; porém, as derrotas e empates vexaminosos fora de casa nos trazem de volta à dura realidade, destroem nossas esperanças e nos deixam preocupados com o sombrio cenário que se aproxima.

Parafraseando Caetano na bela canção Dom de iludir, a dor e a delícia de ser Bahia vem sendo testada com toda intensidade nos últimos jogos, uma hora vibramos, vestimos orgulhosos o manto e sorrimos de alegria, em outra, xingamos, resmungamos, fechamos a cara e mal dormimos de tanta dor. A única certeza que tenho é que sem nosso torcedor, sem a força e empolgação da torcida, o barco naufragará de vez. Assim, estou disposto a continuar acreditando, torcendo e vibrando junto com nossos jogadores, e peço aos leitores deste blog que façam o mesmo. Sexta, não estarei na Fonte, a distância me impede, mas estarei com a Embaixada de Brasília no Paraíso do Dendê emanando vibrações positivas para a equipe tricolor.


#JuntosVoltaremos
#TodososcaminhoslevamaFonte

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