Marca SóBahêa

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domingo, 25 de setembro de 2016

Assim fica difícil, Bahia!!!!

Bem galera, vamos começar pelo fim, seria fácil, ou melhor muito fácil, fazer um post culpando Tinga pelo pênalti infantil que originou o primeiro gol dos caras; Jackson por ter subido uma gilete deitada no lance do segundo gol; e Gordiola pelas substituições que descaracterizaram o time. Contudo, seria repetir o mesmo erro que cometemos ao culpar exclusivamente Róbson pela derrota para o Santa na semi da Lampions neste ano; e Jeanzinho pelo homérico peru na final da Champions no ano passado. Lembro quem em ambas partidas, não jogamos nada, nossas principais peças se esconderam, e o esquema tático não funcionou, mas foi mais tranquilo crucificar os moleques, escolhê-los como bodes expiatórios e jogar o resto da sujeira para debaixo do tapete.

Não quero aqui inocentar nenhum dos 3 citados, pois Tinga mostrou naquele lance toda sua limitação, chegando de forma atabalhoada em um lance morto, quando o atacante saía da área; Jackson mostrou toda sua desatenção, deixando de novo o centroavante se posicionar nas suas costas, sem dizer que um zagueiro com sua bagagem não pode deixar uma bola cruzada da intermediária passar daquela forma; e Gordiola errou pois achou que o jogo já estava ganho e fez substituições para poupar os titulares e dar tempo de jogo aos reservas. Ou seja, erraram sim e foram culpados sim,


Porém, não foram os únicos, empatamos porque nos faltou tesão para vencer, nos faltou sede de fazer gol, e nos sobrou a empáfia dos que se acham superiores, nos sobrou excesso de confiança dos que acham que tudo podem. Tirando os 5 primeiros minutos, quando jogamos com vontade e sufocamos o CRB, nos resto do jogo nos comportamos como se os 3 pontos já estivessem garantidos antes mesmo do jogo começar, afinal temos uma folha de 3 milhões e a deles não deve chegar a 1; somos um time repletos de jogadores de Série A e eles de C, ou seja, a mesma ladainha que ouvimos várias vezes em 2015, 2005 e 1998, tendo como resultado retumbantes fracassos.

Falando rapidamente sobre o jogo, começamos bem superiores e logo aos dois minutos, Alano queimou minha língua e marcou o gol do Bahia em uma cabeçada consciente. Pressionamos mais uns 3 minutos e depois paramos. Em certo momento da etapa inicial, me lembrei do paredão, uma opção de jogo do telejogo, ancestral dos vídeos games, onde você jogava a bola que batia em uma parede e voltava, ficamos neste esquema uns 30 minutos, só que nossa defesa foi bem e não deu chance de gol aos caras, mas nosso meio e ataque eram incapazes de segurar a bola. No final da primeira etapa, o zagueiro deles entrou de forma criminosa em Hernane e foi expulso, com isto passamos a segurar a boa e nossa zaga teve um descanso.



A etapa final começou na mesma toada, apenas com Misael no lugar de Alano, nossa equipe tocava bem a bola e o CRB só corria atrás. Mas, nos faltou ousadia, nos faltou o passe mais incisivo, pouco criamos e procuramos o gol para matar o jogo. Nas chances que apareceram, nos faltou qualidade e atenção, HB mais uma vez disperso perdeu umas 2. Aí surge, a magistral cobrança de Juninho, lembrou seu xará do Vasco e Lyon, e fizemos 2x0. 3 pontos e 3º lugar garantidos, chegou a hora de dar descanso aos titulares e por os reservar para jogar. Por sinal, Misael entrou bem e mostrou que pode formar uma boa dupla na esquerda com Moisés, foram algumas boas e promissoras tabelas e ultrapassagens; Renê Júnior entrou fora de ritmo, e a qualidade no meio caiu; e Feijão não entrou, fica difícil analisar a atuação de um jogador que não toca na bola, por sinal a última boa partida dele pelo Bahia foi contra o próprio CRB no primeiro turno, acorda miséra.

Apagamos, e em 5 minutos, lances já descritos, sofremos o empate. Com o time desconfigurado não tivemos força para fazer nada e amargamos a perda de dois pontos e a saída do G4. Começamos o jogo como um autêntico time de G4, mas terminamos com um futebolzinho e vontade de Z4.

Os 10 pontos em 5 jogos não podem ser mais alcançados, no máximo faremos 8. Agora, é refletir sobre o que aconteceu, sacudir a poeira, e brocar o Tigre na próxima sexta. Para terminar, parabéns a Embaixada de Maceió pela bonita festa fora e dentro do estádio.

P.S. O post atrasou porque após o jogo fui participar de uma prova de 5 km junto com a galera da Embaixada. Mesmo completamente fora de forma, tivemos mais gana e tesão em alcançar o objetivo do que nossa equipe, terminamos extenuados, mas com a sensação de dever cumprido, infelizmente não posso falar o mesmo do nosso time.

Um comentário:

  1. Miguel,

    Inaceitável o que ocorreu no sábado. Pra mim, a soberba subiu à cabeça do time e do treinador para que um jogo praticamente ganho se transformasse em um fiasco. O CRB esteve conformado com a derrota durante boa parte do segundo tempo e, mais uma vez, o Bahia versão 2016 não conseguiu tranquilizar a torcida quanto às chances reais de acesso.

    Foi um festival de trapalhadas que Guto Ferreira fez no jogo de sábado, principalmente depois de achar que o jogo estava ganho antes do seu término. A começar pelo velho esquema 4-3-3 que já demonstrou que não mete medo a ninguém fora de casa. A injustificada teimosia de manter Alano no time titular surtiu efeito no primeiro gol, mas qualquer atacante mediano teria feito o mesmo para colocar a bola pra dentro (lá ele). E só. Não vi mais nada de positivo em Alano. A sua substituição no intervalo foi justa, porém acredito que Guto o tirou mais pelo cartão amarelo do que pela deficiência técnica. Entrou Misael e achei que haveria uma inversão entre ele e Edgar Junio, pois este rende muito mais pela esquerda e Misael iria prender e preocupar o lateral esquerdo do CRB por ser mais veloz e audacioso do que Edgar Junio. O que vi foi o contrário. Nenhum do dois foram felizes nas posições que Guto os manteve.

    As outras substituições realizadas por Guto foram típicas de um treinador que não leu o jogo. Tirou Luiz Antônio para por um jogador sem ritmo (Renê Júnior) e fez pior ao tirar Cajá para por Feijão. Resultado: descaracterizou e desentrosou o nosso meio de campo. Já que o time estava demonstrando que não queria mais fazer gol, porque não substituir Hernane, que fez outra partida ridícula, por Regis ou pelo próprio Feijão para fazer a bola girar no nosso meio e cozinhar o jogo?

    O pênalti infantil feito pelo estabanado Tinga ressuscitou o CRB e tomamos o empate na base do abafa. Por sinal, não foi o primeiro pênalti irresponsável que Tinga deu para o adversário. Contra Criciúma e Sampaio Correia foi com o mesmo excesso de ruindade no adversário.

    Em cinco minutos perdemos a chance de nos consolidarmos no G4 e continuamos a corrida de gato e rato para secar os concorrentes e não se distanciarem na pontuação.

    Lembro de uma frase de Charles, que foi técnico por um período na série C de 2006, dita quando começamos a afundar na fase decisiva: "a sorte acompanha os competentes". Por enquanto, a sorte tem sido a nossa aliada rodada a rodada. Só que ela pode virar as costas pra gente quando perceber que a competência não é o nosso forte quando o assunto é gestão do futebol.

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