Marca SóBahêa

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sábado, 17 de setembro de 2016

De alma lavada, Bahia 4 x 2

Depois das apresentações ruins contra Náutico e Paysandu, quando empatamos e perdemos, fazendo 1 ponto em 6, nossa apaixonada torcida merecia um jogo como o de hoje para lavar a alma. Cheguei a temer que a derrota para o Papão afastasse a torcida, mas que nada, durante a semana o que mais li foi o torcedor convocando a massa pelos grupos de zap. A Nação não decepcionou e foi em bom número para a Arena, deu show, vibrou e incentivou, e como o time, teve seus momentos de vacilo ao vaiar Alano no final do primeiro tempo, e Hernane após a perda do pênalti.

O jogo começou como todos desejamos, logo aos 2 minutos, Juninho, um monstro no primeiro tempo, meteu um gol olímpico. Mesmo com o gol, o Bahia, manteve a pegada e sufocava o Goiás, Juninho muito bem nas viradas de bola ia municiando nossos lados, em especial o direito, onde Edigar Junio e Eduardo fizeram uma partida exemplar e criaram várias chances, em uma delas, HB sofreu pênalti, mas o juiz ignorou, antes já tínhamos acertado uma no travessão num petardo do nosso volante.



Enfim, os jogadores ouviram a torcida e jogaram como se estivessem lutando pelo último prato de comida, mas a vontade era tanta que atrapalhou, em um cruzamento que seria facilmente anulado por Muriel, Jackson se meteu na frente e jogou a bola para escanteio. Após a cobrança, EJ foi com tanta vontade que fez um pênalti bobo quando o jogador do Goiás ia saindo da área.

O Bahia sentiu o empate, diminuiu o ritmo, mesmo assim, continuamos dominando as ações, mas chegamos pouco, na melhor chance, Alano recebe livre e chuta de forma bisonha. Na boa, espero que tenha sido o último jogo dele como titular, é muito fraco, além do gol perdido, não deu sequência a nenhuma jogada durante o primeiro tempo.

Veio o intervalo, Professor Guto entrou com Vitor Rangel no lugar do vaiado Alano, na minha opinião errou, pois VR nada tinha feito nas partidas que entrou, eu entraria com Misael. Mesmo tendo melhorado em relação aos últimos jogos, VR pouco fez, nas vezes que apareceu, estava dentro da área, mostrando que tem de ser reserva de HB e não dos atacantes de beirada.

O Bahia continuava com muita vontade, e foi assim que HB se meteu na frente do adversário, se chocou com as pernas do zagueiro e caiu, o juizão sabedor que tinha errado no primeiro tempo, compensou e deu pênalti. HB bateu de forma displicente e Márcio defendeu. Neste momento, temi pelo futuro do Bahia no jogo, pois a torcida se abateu, ficou impaciente e começou a vaiar HB. Porém, hoje os Orixás estavam do nosso lado, em mais uma jogada pela direita, Luiz Antônio, muito bem hoje na contenção do meio, tocou para Cajá que se livrou dos zagueiros e bateu no canto.

A partir daí, a Fonte tremeu, a Nação deu seu habitual show e os jogadores foram no embalo e puseram o Goiás para bailar. Em mais uma jogada pela direita, EJ tocou para VR que já ia perdendo o gol, mas HB se meteu (lá ele) na frente e chutou rasteiro no canto, se redimindo da penalidade perdida. O quarto era questão de tempo, e ele veio após uma falta cobrada por Cajá, Thiago brigou com a zaga e tocou para  gol, em cima da linha, EJ empurrou para dentro, gol justo para a grande partida que ele fez ao lado de Eduardo. Aqui, tenho de dar a mão à palmatória, pois nunca gostei dele pela direita, mas hoje deu tudo certo.

Puxamos o freio de mão, e o Goiás achou um gol e perdeu uma chance, mas nada que manchasse a festa tricolor. Misael, já apelidado de Misarê pela Nação, entrou no lugar de EJ e mostrou que poderá ser bem útil, mas uma vez entendo que PG errou, eu tiraria HB e centralizaria VR, pois precisamos ter um 9 reserva.

Enfim, o time todo foi bem, com exceção de Alano, mas gostaria de destacar os dois laterais, Juninho e Luiz Antônio que foram monstros durante todo o tempo. Moisés travou uma batalha pessoal com Rossi, e o galeguinho sofreu muito.

Como digo desde a criação deste blog, com a torcida ao seu lado o Bahia é muito forte e tem tudo para subir, o espírito de 2010 voltou. Os adversários vacilaram e nos deixaram chegar, agora segura que eu quero ver.

#JUNTOSVOLTAREMOS

Um comentário:

  1. Miguel,

    Perfeita análise do jogo de sábado. Foi uma atuação do Bahia que em nenhum momento deixou dúvidas do triunfo. Destaco a atuação de Juninho, o qual marcou, apareceu no ataque e voltou a arriscar chutes de fora da área como não vinha fazendo há alguns jogos. Nestes primeiros jogos do returno na Fonte Nova parece que o time reaprendeu a impor o mando de campo. Se não estamos assistindo um futebol de protagonista ainda, pelo menos observa-se uma postura mais ligada e com bastante vontade.

    O ponto negativo da partida continua sendo o poder de fogo do nosso ataque. Os gols a nosso favor têm saído mais em função das falhas grosseiras das zagas adversárias do que de jogadas trabalhadas e habilidade dos nossos atacantes. Neste ponto eu vou discordar de sua afirmação de que a nossa torcida "teve seus momentos de vacilo ao vaiar Alano no final do primeiro tempo". Não comungo da ideia que jogador de futebol é imune às vaias. Se ele está sujeito aos aplausos e elogios, também tem que se preparar para os momentos de críticas e vaias. Alano é a típica contratação que tinha tudo pra dar errado. Não foi a toa que o Cruzeiro o emprestou após a pressão da sua torcida. Não foi por falta de aviso; bastava quem o contratou assistir as atuações dele no Cruzeiro. E as vaias a ele no jogo de sábado não foram pela impaciência da nossa torcida apenas. Ele ganho a camisa de titular assim que chegou e não lembro de nenhum jogo de destaque que ele fez. Pelo contrário, ele vem atrasando as nossas jogadas de ataque e perdendo gols incríveis.

    As vaias têm seu efeito positivo quando são direcionadas para atingir as convicções do técnico, que insiste em um jogador que não produz nada de útil aos olhos da maioria. Como exemplo, cito o ano de 1999, no qual a pirraça de um treinador e a não cobrança efetiva da torcida nos custou um acesso. Joel Santana manteve Alex Guimarães, o pior goleiro que já passou pelo Bahia, por toda a campanha mesmo falhando seguidamente e até tomar um frango monumental contra o Santa Cruz que tirou as nossa chance de subir. Duvido que Joel Santana mantivesse aquele frangueiro hoje no gol com o nível de exigência demonstrado pela nossa torcida atualmente.

    Outro exemplo que tenho de vaia foi em 1996 e esta eu estive presente. Foi um jogo Bahia x Botafogo pela série A. O Bahia tinha um lateral direito horrível chamado Garrinchinha que errou tudo com 15 minutos de jogo. A torcida perdeu a paciência e começou a vaiá-lo e gritar para tirá-lo antes da metade do primeiro tempo. Nosso técnico, acho que era Fito Neves, atendeu o pedido e a torcida comemorou como se fosse um gol. O Botafogo, que estava explorando os erros do lateral, passou a respeitar o Bahia novamente e o jogo terminou 1 x 1 com Jean pegando um pênalti cobrado por Túlio no final da partida.

    Portanto, sou contra vaiar e esculhambar a instituição, que está acima de qualquer dirigente ou jogador. Porém, acho que uma vaia na hora certa tem seu valor e serve pra colocar jogador com personalidade de volta ao jogo.

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