Marca SóBahêa

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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Bahia é o que é

No futebol e na música, a máxima "filho de peixe, peixinho é" geralmente não vale. O(a) filho(a) vive sob uma pressão miserável e nem sempre consegue dar resposta e se livrar desta amarra, assim Matheus será sempre filho de Bebeto, Rivaldinho de Rivaldo, Maria Rita de Elis, Preta Gil de Gil, e Luísa Possi de Zizi.

Porém, toda regra tem exceção e alguns ganham luz própria como Djalminha e Ademir da Guia no futebol, Fernanda Torres na tv, e Gonzaguinha na música. Quem nunca cantou ou ouviu o Lindo lago do amor, Um homem também chora, Sangrando e outras belas e inesquecíveis canções que emocionam e fazem vibrar, sorrir e chorar.



Na época de faculdade, O que é, o que é ao lado de Andanças, Saudosa maloca e Trem das onze eram obrigatórias nos sambões madrugada a dentro. A senha era "Eu fico com a pureza da resposta das crianças, é a vida, é bonita, e é bonita". Acho que Gonzaguinha se inspirou no moleque abaixo quando escreveu esta estrofe.



Desde minha época de adolescentes curtia de mais O que é, o que é,  pois a letra desta canção sintetiza bem como encaro a vida com seus tropeços, quedas, levantadas e conquistas. Chegando à conclusão que apesar de tudo a vida é bonita e vale ser vivida.

Esta é a mesma sensação que tenho como torcedor do Bahia. Desde a década de 80 presencio derrotas humilhantes e conquistas consagradoras, tropeços vexaminosos e recuperações exemplares. Agora em 2016 não tem sido diferente, uma hora estamos no nirvana, outra no inferno, uma hora massacramos e passamos por cima dos oponentes, em outras nos engasgamos com um caroço de uva, ou seja nada diferente do que sempre foi. Ciente disto, o torcedor sofre, xinga, vaia e corneta, ao mesmo tempo que vibra, incentiva, aplaude, lota a Fonte e carrega o time rumo às conquistas, nunca larga e sempre estará ao lado do Bahia.

Parafraseando o mestre Gonzaguinha:

Torcer e não ter a vergonha de ser feliz,
cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz,
ah meu Deus!
Eu sei, eu sei, que o Bahia podia ser bem melhor e será,
mas isso não impede que eu repita 
SOU BAHÊA, SOU BAHÊA e SOU BAHÊA



Um comentário:

  1. Miguel,

    Infelizmente, o chato "políticamente correto" tem sido implacável para vigiar o sentimento do torcedor. Entendo que torcer é ir do céu ao inferno em questão de segundos, ou seja, a mesma mão que afaga é a que apedreja. Não há torcedor 100% apoio ou 100% negativista.

    Ao longo de minha vida como torcedor, eu presenciei e vivi muitos momentos de pura alegria, de raiva e de apatia. Já vaiei jogador medíocre ou vagabundo, já corrí atrás de ídolo e vibrei com triunfos históricos e títulos. Quem nunca agiu desta forma que atire a primeira pedra. Todo torcedor já teve seu dia de fúria e de glória mesmo que de forma contida.

    Portanto, a relação do seu texto com a música de Gonzaguinha é perfeita. O torcedor tem que viver cada momento e extravasar de acordo com o sentimento que ele achar melhor para a ocasião. Os patrulheiros do politicamente correto estão sempre atentos para rotular quem não reze sob as suas cartilhas, mas quem é torcedor na essência da palavra não se incomoda com isso. Torcer pelo bem do time do coração faz bem para o fígado, coração, cabeça e bem-estar.

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