Marca SóBahêa

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sábado, 1 de outubro de 2016

By the way, meu Bahia brocou, viu porra

Ontem, acordei pilhado, afinal de contas, era sexta-feira, era dia de Bahêa, e a galera tinha marcado para assistir o jogo no Paraíso do Dendê, novo local da concentração tricolor em Brasília. Pelo jeito, eu não era o único pilhado, pois as mensagens pipocavam nos grupos da torcida no zap, para me concentrar no trampo, tive de colocar o celular no modo avião, e só abria de hora em hora. No almoço, comi rapidinho e voltei para a sala, para relaxar e ver se 19:15 chegava mais rápido entrei no Youtube e fui assistir umas bandas que a galera fala muito, mas que não tenho costume de ouvir, Nirvana, Foo Fighters e Oasis estavam entre elas. Por fim, fui ver o Red Hot Chili Peppers, sendo bem sincero não entendo muito o que eles cantam, mesmo quando leio as letras traduzidas, porém curto demais o ritmo, a presença de palco, a pegada e a intensidade da galera. Na hora me veio na cabeça, bem que o Bahia podia jogar com esta pegada hoje, sufocando o Tigre e levantando a massa.

A propósito (by the way), foi exatamente isto que aconteceu, o Bahia entrou ligado e não deixou o Tigre respirar, praticamente não saímos do campo de ataque, mesmo sem criar grandes chances, a nossa presença era constante na grade área adversária. Nosso meio  e zagueiros foram quase perfeitos e não deixaram o Criciúma criar uma única chance, Muriel foi um mero espectador. Luiz Antônio além de dar todo o suporte para Edigar Junio e Eduardo pela direita, novamente nosso lado forte, arriscou um belo chute e quase abre o marcador. Na nossa melhor chance, EJ virou sobre o marcador, cruzou e na sobra do goleiro, Juninho isolou a bola de forma inacreditável, ali era com jeito, não precisava de força.

Nosso lado esquerdo, formado por Moisés e Alano até que tentou, mas como era de se esperar nosso meia-atacante não conseguiu dar sequência a nenhuma jogada. O 5 dos caras parecia um carrapato e acompanhava Cajá o tempo todo, como isto nosso 10 não apareceu muito. Hernane Brocador estava mais presente, mas ainda não se livrou da verminose.

Fomos para o intervalo no 0x0, mas a certeza do triunfo estava presente em todos, bastava manter a pegada. E foi exatamente isto que aconteceu, O Bahia alternava momentos de grande pressão e outros de calmaria, mas sem nunca se acomodar. Logo aos 5 minutos, Alano, jogando pela direita, tabela com HB, mas na hora de se consagrar isola a bola de forma bisonha, foi o que a torcida esperava para começar vaiar. Guto mexeu no time aos 9, tirou Alano e pôs Misael, na hora comentei com um colega, vamos começar a ter jogada pela esquerda. Como o Bahia precisou se expor mais, afinal um empate era derrota, o Tigre chegou algumas vezes.

O Bahia continuava intenso, mas pouco criava, mesmo assim teve uma chance com EJ que isolou e outra Com Cajá, mas o goleiro pegou. Este foi o último lance de Cajá no jogo, pois logo depois Guto colocou Régis em seu lugar e Victor Rangel no de HB, na hora temi que ele tirasse EJ, pois entendo que VR não é atacante de lado. Com as mudanças, o Bahia aumentou a pressão, aos 26, Misael chutou e após a defesa do goleiro a bola bateu na trave. Contudo aos 29, após uma excelente jogada pela esquerda, VR recebeu livre no meio da área, onde parece que se sente melhor, e deslocou o goleiro, era o que faltava para a galera incendiar a Fonte, o Paraíso e a centena de points tricolores espalhados pelo País.



O Bahia continuou com sua forte pegada, aos 31, EJ colocou uma na trave. O Tigre acordou nos últimos minutos e resolveu tentar o empate, na melhor chance deles, Thiago tirou praticamente em cima da linha, com Muriel já batido. Mas, após uma sequência de escanteios, o Tigre acabou sendo surpreendido e abatido por um belo contrataque do Bahia. Régis puxou em velocidade pela esquerda, acompanhado por Misael no meio e Luiz Antônio na direita. Nosso volante recebeu a bola e chutou travado pelo zagueiro e a bola subiu cobrindo o goleiro, parecia que ia entrar, parecia que ia para fora, parecia que ia entrar, parecia que ia para fora, o garçom encheu meu copo, eu esvaziei, enquanto isto a bola ainda estava no ar seguindo seu lento caminho até as redes adversárias. Eram 41 do segundo tempo, a festa não parou mais e o triunfo veio como a torcida gosta, com o time jogando o tempo todo com muita vontade, sem bola perdida, Luiz Antônio foi um monstro e mereceu o gol que sacramentou o triunfo.

Enfim, faltam 10 jogos, e precisamos ganhar 6, com a pegada e intensidade de ontem vai ser difícil parar o Bahia. A propósito vejam o vídeo do Red Hot e reparem se não é uma brocança só.




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