Marca SóBahêa

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domingo, 27 de novembro de 2016

Broxar é não subir, simples assim

Alcançar um objetivo perdendo a última batalha, é broxante. Ver seu time ser derrotado por um time de férias, é broxante. Ver seu time perder quando sua torcida fez um esforço monumental para estar presente e, mesmo em menor número, ser o tempo todo mais vibrante, é broxante. Ver vários jogadores sem a mínima condição técnica vestirem a camisa de deu amado clube, é broxante. Ver seu time jogar um futebol burocrático e sem nenhuma criatividade durante 90 minutos, é broxante. Ter de esperar 5 a 10 minutos para enfim poder comemorar o acesso, é broxante. Poderia citar mais uma dezena de fatos broxantes sobre o jogo de ontem, mas vou parar por aqui.


Sem dúvida, todos os fatos citados acima fizeram o chopp ficar aguado; a festa perder o brilho; o retorno para Brasília, imagino a galera de SSA, ser cansativo e maçante; e o grito sair mais fraco. Contudo, o que me deixaria com paumolescência era não subir. Não tenho dúvidas se no início do ano 100 tricolores fossem perguntado sobre o que desejavam para o Bahia em 2016, 101 responderiam que queriam o acesso, então o objetivo principal foi alcançado. O Bahia não subiu porque o Náutico perdeu ontem, o Bahia subiu porque em 38 rodadas fez mais pontos do que Náutico, Ceará, Londrina, ou seja do que 16 clubes que estavam no campeonato. Se perdemos e subimos, é porque nas 37 rodadas anteriores fizemos por onde chegar com esta vantagem. Para quem não se lembra, na primeira rodada, todos estavam com zero ponto.

O time que foi dado como morto para o acesso no final do primeiro turno; o time que precisava alcançar 70% nos últimos 10 jogos; o time que foi tido como perdedor e sem capacidade de reação, deu a volta por cima e chegou ao acesso. Não quero dizer com isto que está tudo certo e que nada precisa ser mudado para 2017, longe disto, tenho plena consciência que a reformulação no elenco profissional tem de ser gigante como o nosso clube; vários dos jogadores que conquistaram o acesso deverão ser dispensados; mais de uma dezena de contratados terão de desembarcar no Fazendão; Professor Guto precisa rever seus conceitos, não podemos jogar sempre no mesmo esquema tático; a diretoria tem de estar mais atenta ao ambiente interno; e várias outras providências precisarão ser tomadas.

Ontem, vi alguns torcedores se sentirem mais torcedores do que os que comemoravam, pois querem um Bahia grande e não se conformam com o Bahia subindo assim, respeito a opinião, mas discordo. Pois sou da linha que ontem era dia de festa, era dia de extravasar e comemorar o tão esperado acesso, ser torcedor é sobretudo apoiar nos momentos de fracasso e vibrar nos de triunfos, é assim que penso, é assim que vou agir sempre, sem nunca perder o bom senso e criticando e cobrando quando preciso.

Vejo duas coisas como extremamente positivas nesta campanha do acesso. Em primeiro lugar, a Fonte Nova voltou a ser a nossa casa, o Bahia voltou a ser uma mandante poderoso, foram 19 jogo, sendo 15 triunfos, 2 empates e 2 derrotas, ambas no final do primeiro turno quando perdíamos para todo mundo. 

Em segundo lugar, mas mais importante do que a primeira, a Nação voltou a abraçar o time, e os jogadores sentiram isto e cresceram em raça, dedicação e vontade durante os jogos. Por sinal, podemos criticar o elenco por diversas questões, em especial a falta de qualidade técnica, mas a vontade de vencer, o sangue nos olhos, como dizem alguns, esteve presente e de forma constante na parte final do campeonato, não a toa ganhamos os dois últimos jogos da Fonte no final. Desde que comecei a escrever este blog, cito a importância da torcida adota o time como fez em 2010, não tenho dúvida que foi a Nação Tricolor que ajudou aos jogadores superarem seus limites e alcançarem os objetivos conseguindo o acesso.

Que venha 2017 e com ele as mudanças necessárias no time, não tenho grande expectativas para a Série A ano que vem, o negócio é se manter com tranquilidade para poder alçar vôos mas altos em 2018. Enfim, posso atualizar a campanha do marketing tricolor

#JuntosVoltamos


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