Marca SóBahêa

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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Que torcida é esta, meu irmão? (2)


Em homenagem à nova parceria do Blog Sobahea com a página Bahêa Minha Vida é Você, republico um texto que fiz em homenagem à torcida tricolor que foi guerreira e levou o time nas costas nos piores momentos do jogo contra o Sampaio.

Dizem que no casamento, quando o dinheiro sai por uma porta, o amor sai pela outra. Já no futebol, esta máxima não se aplica, pois quando os títulos somem, a torcida aparece, quem não se lembra da fiel torcida corintiana do jejum de 23 anos sem título paulista ou do banco de loucos da Série B. Esta pode ser uma das explicações para a crescente paixão da torcida do Bahia pelo seu fragilizado time, carente de títulos e grandes feitos desde a década de 1990.



Mas, isto é muito pouco para explicar o que é ser Bahia, o que é fazer parte da turma tricolor. Ainda nas fases áureas vi e ajudei esta turma a virar jogos nos quais o time parecia morto, ganhar título com gol nos minutos finais e principalmente se emocionar e emocionar quem nos via pela televisão ou simplesmente ouvia pelo rádio.


Fazer parte da turma tricolor é gritar um sonoro “BORA BAHÊA” ao ver um manto passando, pela ruas, praças, parques ou supermercados de qualquer canto do mundo, quem nunca ouviu este grito que atire a primeira pedra. É ser identificado no trabalho, no baba, na pelada, ou no condomínio como o torcedor do Bahia. É sobretudo demonstrar esta paixão em qualquer situação possível, ou até mesmo nas impossíveis.


Sei que não somos a maior, a mais presente (já fomos), a mais organizada ou a mais participante, mas sem dúvida somos a mais verdadeira, nenhum grito de guerra é realizada com tanta paixão e fervor como o “Bahêa minha vida, Bahêa meu orgulho, Bahêa meu amor”, basta olhar no rosto do torcedor para ver os olhos marejados, as veias pulsando e a emoção saindo por todos os cantos para sentir isto.





Por sinal, a torcida do Bahia tem torcida, como demonstra o mestre Jorge Portugal no seu antológico artigo “Torço pela torcida do Bahia”, lá está escrito o que acontece na Bahia quando o tricolor vence, posso dizer sem sombra de dúvidas, em vários cantos do País acontece o mesmo. Quantas vezes vimos e ouvimos os comentaristas dos grandes centros exaltando nossa turma.


No último jogo, e que jogo, contra o Sampaio, nossa torcida mostrou como se faz, mesmo nos momentos mais difíceis incentivou o time, não de forma organizada como faz algumas, mas na base do “Bora Bahêa, Minha Porra”, misturado com o “ninguém nos vence em vibração”, nosso lema, ou com o já descrito “Bahêa minha vida”, e desta forma o time mesmo aos trancos e barrancos, entretanto no ritmo ditado pela turma tricolor, ganhou e levou nossa galera ao delírio.

Termino plagiando Falcão, nosso treinador no título de 2012, “ser Bahêa não se explica, se sente”.

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