Marca SóBahêa

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Segundo sobe, viu Porra!!!!

Bate, bate, bate,  coração, 
dentro deste velho peito. 
Você já está acostumado, 
a ser maltratado... 

Mas, o Bahia exagerou, quem não infartou hoje pode correr uma maratona após bater uma buchada e uma moqueca. O gol aos 48 do segundo tempo foi mais efetivo do que qualquer teste de esforço, posso dizer, meu coração está zerado. 

Era esperada uma goleada, era o confronto do melhor ataque contra a pior defesa, mesmo assim, não faltou sofrimento e emoção na Fonte. Por sinal, Juninho mesmo não sendo decisivo e saindo contundido, entrou de vez para o rol dos grandes jogadores do Bahia, o choro de dor ao ser substituído e de emoção no final do jogo dizem tudo.


Vamos ao jogo, o Bahia começou na pegada habitual de quando joga na Fonte, sufocando o Sampaio que não passava do meio campo. Logo aos 3 minutos, Victor Rangel sobe livre na entrada da pequena área, mas cabeceia para fora. Com o passar do tempo, o ímpeto tricolor foi se apagando e não chegávamos mais com a bola rolando, isto se deveu muito a mais uma apagada atuação de Cajá, até que correu, mas não foi feliz na distribuição do jogo; de Hernane que não conseguia fazer de forma efetiva o papel de pivô; e, para variar, de mais uma péssima partida de João Paulo, o que deixou o Bahia capenga, atacando só pela direita.

O Sampaio se aproveitou da atuação irregular do Bahia e equilibrou o jogo, mas pouco ameaçou Muriel. Por sua vez, o Bahia continuava no campo de ataque, mas só ameaçava nos escanteios e em um belo chute de Juninho. No final do primeiro tempo, a bola sobrou para VR na entrada da área, ele protegeu bem, contudo concluiu mal, perdendo a segunda oportunidade.




A etapa final começou com o Bahia apagado, a Nação sentiu o mau momento e se calou nas arquibancadas. O Sampaio que não tinha nada a ver com isto, começou a contratacar de forma perigosa, em um destes, Juninho se esforçou para cortar um cruzamento e se machuca. O choro de Juninho ao sair acordou a torcida que aplaudiu nosso volante e voltou a incentivar o time. Cajá saiu para a entrada de Alano, não é que o sacana entrou bem, apareceu e armou mais o time do que o titular. Outro que entrou bem foi Misael, muito mais arisco e partipante do que Victor Rangel.

Mesmo sem jogar bem e claramente afobado, os chutes da intermediária eram o sinal disto, o Bahia criou algumas chances, as duas mais claras foram com HB, desperdiçadas de forma bisonha. No Paraíso do Dendê, a ansiedade era tanta que todos assistimos os últimos 15 minutos do jogo em pé em frente à tv, mas a esperança não morria, lembro que um colega disse mais de uma vez que o gol sairia nos acréscimos. Para piorar, o Timbu estava ganhando e o Bahia caindo para quinto.

Contudo, quem nasceu para vencer não decepciona aos seus, aos 48, Renê Júnior enfia a bola, Thiago, jogando de segundo 9 desde os 30 da etapa final, toca de calcanhar e a bola sobra livre para HB na entrada da grande área. A frieza de HB foi impressionante, mesmo sendo vaiado pela torcida após os gols perdidos, esperou o goleiro cair e tocou com categoria por cima. Gol de gente grande, gol de time que tem estrela, de time vencedor, e merecido para o apaixonado torcedor tricolor. Não tenho dúvida que Salvador vai amanhecer mais feliz nesta quarta.

Enfim, o time se enrolou com um adversário fraco, mas nossa estrela voltou a brilhar e garantiu nosso triunfo. Independentemente do resultado da próxima partida permaneceremos no G4 e subiremos contra o Bragantino, só não precisa ser mais um teste cardíaco.

#juntosvoltaremos

Um comentário:

  1. Mais uma vez a torcida e a sorte apareceram para empurrar o time ao triunfo. Vamos subir com a certeza que muita coisa tem que mudar no departamento de futebol para fazermos uma série A digna da nossa história.

    O time se enrolou todo na marcação do Sampaio e à medida que o tempo passava e o gol não acontecia, notava-se claramente que o elenco do Bahia carece de qualidade técnica no ataque principalmente e que Guto Ferreira é limitado na forma de enxergar o jogo. A insistência com este esquema 4-3-3 é quase um mantra na cabeça dele. O Bahia tem que ter variação tática quando o jogo não está afeito a ao tipo de esquema idealizado pelo treinador.

    Vi o jogo com uma bolsa de gelo na panturrilha e esqueci da lesão na hora do gol. Depois de passada a euforia pelo resultado positivo, me veio a lembrança do jogo contra o América/MG em 2010, que foi o jogo que antecedeu o nosso acesso contra Portuguesa. Ganhamos também de 1 x 0 (gol de Jael) e ali tive a certeza que a liga do time com a torcida tinha dado certo e que o acesso era questão de dias. É a mesma sensação que tenho hoje. Acredito que a subida virá jogo contra o Bragantino com nova festa na Fonte Nova.

    O jogo contra a Luverdense será um novo desafio que o time terá que mostrar que a vaga é do Bahia e pronto. Que Guto Ferreira encontre uma formação que gaste o relógio e que só dê o bote na boa.

    Eu quero que o acesso se defina no jogo contra o Bragantino por dois motivos: não deixar para lutar pela vaga no último jogo fora de casa e para calar a boca de Felipe, o ex-goleiro falastrão do vice que afirmou em 2008, quando jogava no Corinthians, que rebaixar o Bahia para a série C. O mundo dá voltas e ele que vai rebaixar o Bragantino e espero que ele aproveite por muito tempo a série C.

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