Marca SóBahêa

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sábado, 7 de janeiro de 2017

Vai começar a temporada

"Já pintou o verão, calor no coração, a festa vai começar", por muito tempo este era o sinal para começar a festa baiana por todo o verão até chegar o carnaval. Neste intervalo entre o início do verão e o carnaval começa a temporada e a festa do futebol, e para o Bahia começou com o sub-20 já brocando duas na Copinha (3x1 e 2x0) e com o elenco profissional sendo montado para a primeira fase da temporada.


Vou começar este texto pela demissão de Ney Pandolfo, sendo bem sincero não tenho a menor ideia se foi ruim ou bom para o Bahia esta saída, até porque me recuso a acompanhar a carreira destes diretores renumerados, Ney, como os demais, teve trabalhos de sucesso e fracassos antes de chegar no Bahia, como mérito no Bahia conseguiu o acesso para a Série A, mas por outro lado, conseguimos o acesso com muita dificuldade, o que não era esperado considerando o nível de investimento do Bahia em relação aos frágeis adversários. Água passada não move moinho, então bola para frente, vamos a análise do que interessa.

Veja como bastante positiva a manutenção de uma base, do time titular saíram Muriel (pelas falhas dos últimos jogos, não vai deixar saudade), Moisés (este vai fazer falta) e Victor Rangel (foi bom, valeu, adeus). Iniciando a análise do elenco pelos goleiros, temos Jean e Anderson, na boa, acho um risco começar a temporada com Jeanzinho como titular, entendo que o mesmo ainda não tem experiência para assumir tal responsabilidade, porém a diretoria, com o aval do treinador, resolveu apostar, assim é esperar e torcer para que eles que vivem o dia-a-dia do clube e dos jogadores estejam certo.

Na lateral direita, estamos bem resolvidos, inclusive para a Série A, Eduardo e Wellington Silva são dois bons laterais, ainda temos Tinga de poucos altos e muitos baixos, mas pode entrar em uma emergência. Na zaga, Thiago e Jackson formam uma zaga confiável para o primeiro semestre, mas precisam ainda evoluir individualmente e no conjunto para o Brasileirão. Na esquerda, trouxemos Armero, bastante contestado pela torcida, e Matheus Reis, uma aposta da diretoria; confio e acho que Armero tem todas as condições de suprir a ausência de Moisés.




Também estamos bem resolvidos de meio-campo para o primeiro semestre, Renê Júnior e Juninho, titulares de 2016, foram mantidos e possuem todas as condições de manter o nível neste ano, ainda temos Feijão, deve chegar Édson e subiu Júnior Ramos, para Nordestão e Baianinho, isto é suficiente. Temos 4 meias de armação Cajá, Régis, a eterna promessa Rômulo e o novato Zé Rafael, pelo que jogou no Londrina tem tudo para ser um novo Juninho.



Em relação ao ataque, entendo que ainda precisa chegar gente, em especial para os lados, temos Edigar Junio, não é jogador de Série A, e o recém chegado Diego Rosa, gostei muito do que vi no vídeo abaixo e lembro de bons jogos dele pelo Luverdense; Mário e Kaynan merecem ser testados nos torneios do primeiro semestre. Mesmo assim, reitero que precisamos de reforços ainda para o primeiro semestre. Para centro avante, as opções são Hernane, Gustavo e Rodrigo Rodrigues, suficientes para os primeiros desafios do ano, mas ainda carente para a Série A.



Finalizando, a imprensa especulou nomes como Arouca, Marquinhos Gabriel e Diego Souza, o único confirmado pela diretoria, e o Bahia trouxe outros sem a mesma fama e reconhecimento pela mídia e torcida. Sinceramente, acho que o Bahia está certo em montar um time mais pé no chão para o primeiro semestre, insisto na tese que este é o momento de testar a base, não tem como testar a molecada durante o brasileirão. Tem também a questão salarial, como manter um elenco recheados de salários superiores a R$ 300 mil com o nível de arrecadação do baiano? Enfim, como torcedor eu espero sempre mais do Bahia, e tenho certeza que durante os 5 primeiros meses do ano, chegarão reforços que vão qualificar e muito o time e o elenco para o Brasileirão.

Não poderia terminar este texto sem falar da torcida, como todos sabem, canso de elogiar a Nação aqui no blog, mas a postura de parte da torcida neste período de montagem de elenco foi no mínimo infantil, ansiedade e pessimismo típicos de corneteiros. Parte da torcida parece não ter vida particular, pois despeja todas suas angústias e esperanças de um dia melhor no Bahia. Alguns pareciam aquelas crianças birrentas que descontam todas suas frustrações na Mãe, caso típico de análise por psicólogo. Porém, sei que na hora H, todos esquecerão suas birras e dúvidas e apoiarão incondicionalmente, como sempre fizeram, o amado Tricolor da Boa Terra. 

3 comentários:

  1. Comentário perfeito Miguel! Apoio totalmente a forma como está sendo feito os critérios de contratação. Primeiro investir em jogadores que queiram mostrar serviço, num segundo momento, aí sim, trazer jogadores qualificados e cascudos pra complementar o elenco. Tem algumas posições que tem que investir mesmo. Goleiro por exemplo, porque Jean ainda não pode ser titular, não passa confiança; empresta, faz temporada em outro clube e se for bem, retorna. Um nome que acho muito bom é o do João Ricardo do América, mas tem muitos outros que poderiam vir. Outra posição necessária seria de um atacante de velocidade e driblador como Rogério do Sport ou só pra exemplificar Neilton que foi pro S. Paulo.
    Antonio Neves
    BBMP

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    1. Antônio, concordo com sua análise. Acrescento que a insistência da Diretoria com Jean pode queimar um promissor goleiro com a torcida.

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  2. Miguel,

    Concordo contigo que as contratações devam ser mais pé no chão neste primeiro semestre, porém espero que a diretoria qualifique o elenco com jogadores mais experientes e de peso para encarar a série A.

    Não sou daqueles que tem aversão aos ditos medalhões e que o Bahia tem que montar o elenco com jogadores baratos e sem nome. Além da qualidade técnica, o que mais analiso em uma contratação é o comprometimento e profissionalismo do jogador. Cita-se Thiago Ribeiro como exemplo de medalhão que só veio para ganhar dinheiro no Bahia ano passado. Assim como tivemos Thiago Ribeiro, tivemos a falta de compromisso de Paulo Roberto e Danilo Pires, jogadores baratos e que vieram como apostas. Portanto, jogador sem vontade tem em qualquer situação.

    Para contratar um jogador de nome, a diretoria tem que analisar o histórico dele em campo e se balizar nas informações extra-campo antes de definir a contratação. Basta fazer os profissionais da área de análise de desempenho trabalharem com mais esmero e cobrar deles quando a atuação do contratado não condiz com o que eles avaliaram.

    Com relação ao elenco inicial montado, eu vejo com preocupação com a posição de goleiros. Acreditar que Jean, Anderson e o outro da base que subiu são suficientes para disputar os campeonatos do ano é querer brincar de roleta russa. Na minha opinião, Jean não tem perfil para assumir a titularidade do Bahia em uma série A e o seu reserva imediato, Anderson, até o momento só demonstrou qualidades como motivador de vestiário. Eu gostaria que a diretoria do Bahia fosse ousada na contratação de um goleiro do mercado sulamericano (Boca Juniors, River Plate e o Atlético Nacional têm goleiros experientes) ou até do mercado europeu (Rússia, Alemanha e Itália são excelentes escolas de goleiros) para ser uma referência para os demais goleiros e ser uma segurança para o time.

    No mais, espero que o Bahia seja protagonistas nos campeonatos do primeiros semestre e que os contratados vistam o manto tricolor com dignidade, principalmente que entrem com sangue nos olhos nos Ba x vices, pois nos últimos anos assistimos diversas amareladas do s times do Bahia quando o assunto é o clássico estadual.

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