Marca SóBahêa

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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

3 vira, 6 acaba

Ir a show no Baiano; chamar a UNIFACS de Trabuco; comer o porra todo burguer do Tonni's na Pituba; comer as esfihas do Good Day e do TengTeng, ali em frente ao Brazeiro na Carlos Gomes; ir ao Iguatemi de frescão; ir no Cine Bristol e ficar em dúvida se sentava na parte de cima ou na de baixo; comprar caderno na Lobras; e usar roupa da Mesbla e Sandiz são coisas que as vezes me lembro dos saudosos anos 80 em SSA. Mas, o que não me esqueço mesmo, são das sonoras goleadas que o Bahia dava no Redenção, AABB e Botafogo.
Pois bem, hoje vendo o Bahia x Genérico de Feira me senti de volta a esta época. Não que o Bahia tenha feito um jogo para se guardar na memória, mas fez o que me acostumei a ver nos anos 80 e fez o que se espera dele quando enfrenta um adversário mais fraco tecnicamente. Sinceramente, nem sei dizer se os jogadores do Genérico são bons ou ruins, pois simplesmente não pegaram na bola, o Bahia foi soberano e sufocou do início ao fim, sem deixar o adversário se criar, ou gostar do jogo como diria Mário Sérgio.

Aos 3 minutos, criamos nossa primeira chance, e logo aos 7, Gustavo desencantou e marcou de cabeça sua especialidade seu primeiro gol pelo Tricolor, ressalto a bela jogada pela direita e a bela assistência de Alione. Aos 15, foi a vez de outro novato desencantar, Lucas Fonseca acertou um excelente lançamento para Juninho, destaco que sou totalmente contra zagueiro lançar, mas desta vez deu certo, após o cruzamento rasteiro, queimando a grama, Diego Rosa entrou em velocidade e marcou o segundo. 



Como era de se esperar, o Bahia diminuiu o ritmo, mesmo assim criou boas oportunidades aos 33 e 35, O terceiro não demorou a sair, em mais uma jogada ensaiada na cobrança de escanteio, Alione cruzou e após um desvio de LF, Gustavo bem colocado só cumprimentou o goleiro e marcou seu segundo gol no jogo. Destaco que neste início de temporada, o Bahia vem apresentando algumas jogadas ensaiadas, em especial na cobrança de escanteios, o que é uma bela evolução em relação ao time de 2016.

O segundo tempo começou como o primeiro, logo aos 5 minutos, Alione, o melhor jogador em campo, dominou na esquerda, driblou para dentro e marcou o quarto do Bahia. Aos 15, Gustavo caiu pela esquerda, cruzou rasteiro, e DR entrou novamente em velocidade e marcou o quinto.  Como na etapa inicial, o Bahia relaxou e desta vez o Genérico chegou duas vezes sem grandes sustos. Guto promoveu as 3 mudanças, e Kaynan também marcou o seu após cruzamento de Éder.

Estamos longe, muito longe do futebol que necessitamos, mas é inegável a evolução física e coletiva da equipe, as jogadas de ataque começam a fluir com mais naturalidade, e o futebol de peãs fundamentais como Alione e Cajá começam a aparecer. Ademais, foram extremamente positivos os gols 4 gols de DR e Gustavo, passam confiança aos atletas e diminui a desconfiança da massa com os mesmos.

Enfim, assim como nos anos 80, fizemos o que se espera do Esquadrão, nos impomos e ganhamos com facilidade do Genérico de Feira. 

Um comentário:

  1. O Bahia jogou como um protagonista. Já que tem que jogar o campeonato baiano, que o faça com autoridade. Realmente, a goleada relembrou os saudosos tempos em que vivemos, de forma intensa, tudo que Salvador oferecia. Ficando apenas no aspecto futebol, ir pra antiga Fonte Nova assistir o Bahia jogar contra Redenção, AABB, Leônidas e outros era certeza de sair satisfeito com o placar e com a notória superioridade do Bahia. Como não lembrar do Bahia aplicando 8 x 1 no Leônidas em uma decisão de um turno dos quase intermináveis campeonatos baianos das antigas?

    Eu confesso que não esperava uma goleada contra o Bahia de Feira, pois não jogamos com o time titular e até pela lembrança de que o próprio Bahia de Feira, Colo-Colo e o finado Ipitanga aprontaram contra o Bahia nos últimos anos. Não esperei um Bahia de Feira tão frágil. Foi uma prova de que o campeonato baiano não é parâmetro para nada no contexto do futebol nacional.

    Não sou partidário da tese de que futebol é dentro de campo é são onze contra onze. Se jogar com seriedade, sem sapato alto e com organização, o mais bem preparado ganhará na maioria das vezes.










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